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Fodeu!

O Papa renunciou, coisa que não acontecia desde “1400” e bolinha.

Na Rússia cai um meteoro que fodeu meio-mundo.

Eu aqui em casa vou pra segunda cirurgia.

As asas das “brabuletas” estão batendo, sem dúvida!

Só não vê quem não crê!

 

hehe.

 
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Publicado por em fevereiro 16, 2013 em Uncategorized

 

OVNI

Bem sei que o assunto saiu da mídia mas… .

Nas noitadas em Itaiacoca (que fica a 33 Km de Ponta Grossa-PR) onde passava as férias de julho na maioria das vezes e, algumas em janeiro, muitas coisas estranhas vi e ouvi entre os onze e os dezesseis anos que por que lá passei.

Já adianto prôceis, era um frio da porra nas férias que passava em julho por lá! Cansei de ver geada, uma vez vi neve!

Istórias mil num lugar onde não havia energia elétrica naquela época!

“Boi Tatá” e “Bola de Fogo” eram as minhas prediletas não sabia porque!

É o seguinte:

O “Boi Tatá” é um troço que pegava cavaleiros sozinhos andando de madrugada por aquelas bandas, sempre me pareceu meio suspeita a istória visto que, sempre acabavam contando que o infeliz tinha morrido queimado e nunca encontraram o dinheiro dele.

Já a istória da “Bola de Fogo” era diferente, muita gente (dois tios e uns cinco peões) já tinham passado pela infeliz experiência e ficavam “brancos/arrepiados” só contando o que passaram depois de muito vinho (os tios) e pinga (os peões) que conversei.

Ninguém falava em “disco voador” naquela época (1968/1978) por aquelas bandas, o “disco voador” era do Dodge Charger R/T 1971 do meu pai que chegava lá com placa de São Paulo (antes disso, um Jaguar da década de 50 com seis cilindros e duas bombas de gasolina elétricas que faziam um barulhinho característico de “plik, plik, plik…..antes de ligar o motor Kkkkkkkkkkk!).

As istórias de bola de fogo eram convincentes gente apavorada e creio umas quatro delas não havia só um na parada junto, o outro viu de longe a coisa.

A história envolvia volta e meia luz forte, alguém segurando o cavalo e o cara acordando no dia seguinte.

Hoje, com cincoenta anos, encontro muita besteira na Rede mas, muitas coisas interessantes também, postadas por jornais consagrados, mídias idôneas que, só colocam informações quando a coisa é confirmada.

Juntando “aqui” e “ali”, tudo que se me apareceu pela frente, creio que não estamos sozinhos nesse Universo.

Quando na década de 60/70 surgiu uma ilha vulcânica entre a Inglaterra e a Antártica os cientistas conseguiram criar uma área de preservação no entorno pra sacar como a vida se desenvolveria,

Pra mim a Terra é mais ou menos isso para seres extraterrestres, tão e somente um “tubo de ensaio” pra ver no que dá!

Nessa ilha primeiro surgiram plantas depois se não me engano animais primitivos trazidos pelas marés, peixes aos montes.

O que tenho lido sobre peças estranhas encontradas no meio do carvão mineral utilizado/extraído nos últimos trezentos anos para aquecimento é de arrepiar! Pratos, potes, engrenagens, martelo etc.! Coisas do período anterior ao Carbonífero incontestáveis! Parece que a Terra foi mesmo bombardeada com restos d’um Encouraçado Estelar quando ainda nós, seres hoje “humanos” éramos “Trilobitas” Kkkkkkkkkkkkk.

A maioria de vocês já sabe que entre 1995 e 2005 trabalhei em áreas de preservação ambiental no Estado de São Paulo.

Só em Cubatão havia área urbana próxima (Na Juréia, no PETAR e na Picinguaba mal e porcamente havia energia elétrica), Convivi com mateiros e, entre Apiaí/Iporanga (PETAR) e, na Juréia/Itatins principalmente, ouvi muitas das mesmas istórias sobre “bolas de fogo” da infância.

Eu mesmo nunca vi nada, sempre estive com o “trêsoitão” municiado do lado.

Meu pai era um cético quanto a discos voadores mas, de certa feita, depois de nós dois traçarmos um garrafão de vinho branco seco da melhor qualidade o assunto veio a baila e ele contou:

Vinha ele na “Biguá-Iguape” (Rodovia Casimiro Teixeira – que na época não era asfaltada) com um Chevette 1976 – verde metálico quando, uns quilômetros antes do Rio Ribeira, perto do primeiro banbuzal ele viu uma luz enorme passando da esquerda pra direita, ele pensou que era um “teco-teco (avião “Paulistinha”) perdido e continuou dirigindo e observando. Quando chegou mais perto do Rio a coisa continuou passando, parecia segundo ele um enorme paralelepípedo preto. Quando ele parou o carro e desceu pra ver o que era, a coisa tinha tomado o rumo de Cananéia e se fué.

Meu pai morreu dizendo pra todo mundo que não acreditava em ET, só acreditaria se um deles o cumprimentasse e dissesse o nome.

Do mesmo jeito que meu pai foi convidado várias vezes pra assumir algumas coisas e não aceitou, eu também estou com ele, até nisso, o tema desse Post.

🙂

 

 
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Publicado por em janeiro 24, 2013 em Uncategorized

 

Relógio de Parede:

O Relógio de Parede:

“1) Dalva Teleginski: Relógio que a querida Constância nos deu Pedro Paulo

2) Alexandre Antonio: Sim! Eram dois na Fazenda, um estava com o vidro quebrado. Foi esse que peguei, mandei reformar e está aí até hoje! Todo sábado dou corda!

3) Pedro Paulo: Esse relógio tem história pra contar! sempre comento com minha vó! rs e vcs quando irão em catalão? Abraços

4) Alexandre Antonio a Pedro Paulo, eu deveria ter “catado” o que estava com o vidro bom, provavelmente estaria funcionando e, todo original até hoje mas, quem sabe a humildade (minha e do relógio) nos tenha mantido juntos né?

5) Alexandre Antonio a Pedro Paulo: outra coisa vou te contar:

Quando esse Relógio chegou em casa em Catalão ele funcionou.

Uns dois meses depois nós mudamos para Anápolis.

Aqui, eu achei um Relojoeiro que desmontou o bicho inteiro, lubrificou, ficou três semanas com ele e me cobrou na época 160 reais.

Dois anos e pouco depois o Relógio parou de funcionar.

Levei o bicho em outro Relojoeiro que queria 600 reais para botar o bicho a funcionar e meteu o pau no anterior que tinha feito a reforma dizendo que ele tinha utilizado uma graxa errada nas cordas.

Bom, como eu manjo de lubrificantes um pouco e, sabia que o velhinho Relojoeiro primeiro (que fez a reforma e morreu logo em seguida) tinha utilizado produto certo, resolvi eu mesmo dar um jeito na coisa com produtos que utilizo em manutenção de computador.

Tirei o pêndulo, soltei os tubos com ele na parede.

Retirei o relógio da parede, retirei a máquina que ficou na minha mão como um coração de peito aberto (você fez Medicina, deve imaginar o que é isso na primeira vez que a gente faz).

Com todo cuidado, segurando a máquina com a mão esquerda, joguei alcool isopropílico com a mão direita em cima das cordas (são três) do relógio, fiz o alcool espalhar bem para meio que dissolver o produto utilizado, fiz isso com todo cuidado e deu resultado, já um monte de líquido marrom começou a sair das engrenagens, só nisso foi mais de hora apreciando as catracas e molas e suas marcações.

Deixei secar em cima d’um pano até o dia seguinte. Ao acordar, depois de tomar café da manhã peguei a chave de dar corda, girei 1/4 (um quarto) de volta para “desgrudar” um pouco as três molas e senti que o bicho voltaria a funcionar (a sensação é a mesma de dar um choque no peito d’um cara que teve infarto).

Após esse procedimento animei e catei o outro tubo de spray com vaselina líquida, lubrifiquei as engrenagens com esse produto que se utiliza em engrenagens ou rolamentos de computador (coolers (ventiladores de fonte/dissipadores de calor de Processadores), motores elétricos de drives de CD/DVD, engrenagens desses mesmos etc.).”

Bom, cara, te digo:

Depois disso que aconteceu em 2005, esse relógio funciona até hoje eu dando corda nele todo santo sábado e ele ainda vazando um pouco de líquido marrom “cor-de-“puz”-com-sangue” Kkkkkkkkkkkkkkkkkk! “

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Dalva estava quase dormindo quando a chamei pra ler esse texto, ela disse que não se lembrava de nada e que parecia um “texto de terror”.

Sinceramente, não acho isso, creio que só descrevi o que aconteceu e, há mais, o Relógio está aqui funcionando para qualquer um que queira ouvir (ele “bate” quatro badaladas a cada quinze minutos, uma badalada na meia-hora e, quando dá “hora inteira”, dezesseis badaladas mais a quantidade de horas, é um som que quando a gente acostuma é difícil de não sentir saudade).

🙂

 
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Publicado por em janeiro 16, 2013 em Uncategorized

 

Minha Irmã Motoqueira:

Quando minha mãe e irmã chegaram aqui em Anápolis dia 29 do ano passado a moto coincidentemente estava com 328 Km rodados.

Hoje ao parar a moto na garagem contava com 456 Km rodados. A diferença entre alguns poucos quilômetros que rodei sozinho (não mais que seis ou sete entre minha casa e o Hotel (1200 metros) foi o que “rodei” com minha irmã aqui em Anápolis (quase 100 Km ou mais).

Creio que valeu a pena o tanto que ela se queimou com o sol daqui! Até pegamos estrada de Anápolis à Joanápolis (um Distrito).

Creio que foi bom, a Cris a uns vinte e poucos anos não andava tanto de moto.

Minha irmã tinha uma XL-125 e eu uma DT-180, ela estava no terceiro ano da Faculdade de Direito e eu no segundo até eu, no quarto ano largar a bagaça (estudáva-mos juntos na UNISANTOS).

Nesses “dois anos e pouco”, fomos felizes pacas! Volta e meia ela estava com algum problema e eu também, às sextas-feiras saía-mos da Faculdade na “Conselheiro Nébias” e, ao chegar um pouco antes da “divisa” entre Santos e São Vicente a gente “pegava” a Praia do Itararé e e ia na beirada da Praia até o Ilha Porchat Clube (do qual eramos sócios – meu pai era sócio “remido”), subía-mos com as motos na rampa da praia, chegáva-mos ao restaurante e nos entupía-mos de “Antártica”.

Guardo na mente aquela imagem de quase todas as noites passadas, não lembro o que nem sobre a gente falava porque eram só de problemas pessoais ou familiares mas, lembro bem de sempre visualizar a bela paisagem e lembrar à minha irmã que, aquela Ilha de Urubuqueçaba, daquele ângulo, lembrava um cara se afogando (e aquilo sempre me deprimiu).

Ao final dos papos eu acompanhava minha irmã até a porta de casa, esperava ela guardar a moto e, continuava a balada. Não foram poucas vezes que isso ocorreu podem crer.

Depois disso, minha irmã sofreu um acidente de carro, ela estava dirigindo um Gol daqueles com motor de fusca, vinha de Iguape a São Vicente, perto de Itariri um bêbado perdeu o controle do “fusca” na curva em sentido contrário, minha irmã jogou o Gol para o acostamento do lado dela e o cara também. O resultado foi que o cara morreu, a mulher e a filha dele se machucaram muito. Graças a Deus a Cris e minha mãe sobreviveram mas, o motor do Gol entrou debaixo do piso do carro, minha irmã teve os joelhos espremidos e levantou o painel do carro (que era de ferro).

Resultado: ela ficou quase um ano engessada da cintura aos tornozelos com um ferro entre as pernas na altura do joelho. Vocês imaginem isso num calor de Santos-SP!

Ninguém imaginava que ela voltasse a andar mas anda e dirige, leva minha mãe pra cima e pra baixo com paciência e, espero que esse gostinho de andar de moto tenha voltado nesses parcos 100 Km aqui em Anápolis!.

Não que ela compre moto aí em Sampa mas, que venha dar umas voltas em breve aqui de novo.

Muita gente fala pra mim “não conte da sua vida”, “não conte o que você pretende comprar”, “não fale onde você pretende trabalhar”, “não fale onde você pretende fazer isso ou aquilo” porque “há olho gordo em tudo, há inveja”…. .

Juro prôceis, dou risada disso! Se você não fizer tudo às claras aí sim a coisa pode dar errado! Quanto mais você esconde uma coisa mais seus olhos demonstram que você está escondendo alguma coisa e, aí, quem tem percepção, sabendo que você está escondendo algo pensa no pior.

Se qualquer um de vocês aqui encontrarem com a Cris, o Henrique ou eu em qualquer mesa podem crer que terão um longo papo com toda nossa vida em aberto sem neuras.

A isso dão nome de “Transparência” (outros acham que somos “metidos” só por falar a verdade sobre a vida).

Sei lá.

Como nós falamos abertamente sobre nós, quem somos e temos orgulho de onde viemos, o “recalque” aguentamos.

“C’est la vie”

🙂

 
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Publicado por em janeiro 3, 2013 em Uncategorized

 

Marcas/Modelos/Nomes:

Motocicletas japonesas no Brasil tem um longo histórico de significados depois da cilindrada:

Em 1976 surgiram as CG-125, foi a maior CaGada de acerto da Honda;

Em 1977 a Yamaha lançou as RS-125 que foi alcunhada por um mecânico português quando tentou acertar o ponto do platinado e disse: “- Rrrrrrrrrrrrráio_Srrrrrrrrrr c’o partam” e os engenheiros japoneses entenderam só o R e o S do portuga e acharam que tava bão passado essa sigla;

Depois veio uma moto “nova”, outra 125 da Honda chamada “ML-125”, os engenheiros japoneses aumentaram um dente ou tiraram outros da relação, pintaram uns troços doirados no tanque e nas laterais e, gostaram da alcunha “Muito Lápida” (muito rápida) daí o “ML”;

Na sequência a Yamaha lançou em 1979 uma motocicleta com motor nacional, a RX-125. O “RX” vem de “RoXo” que como eram e no mínimo ficavam os caras que compravam essas motos que viviam caindo por conta dos amortecedores traseiros nacionais (que faziam a balança traseira alterar o ângulo nas curvas), o barulho infernal do escapamento dentre outros defeitos sérios);

A Honda se superou na época lançando a “Turuna”, uma moto vistosa com nove litros no tanque, tinha freio a disco (com cabo de aço) na roda dianteira.

Aqui vale uma observação: Não sei quem matou mais motoqueiros, se a RX com o amortecedor ou a Turuna com a “flexada” que dava quando você acionava o freio dianteiro.

O nome Turuna é indígena cêis sabem. De certa feita vi um colega meu garrar no freio dianteiro e ele quase capotou literalmente em asfalto seco. De outra feita vi outro colega frear a porra da Turuna e o guidon quase pegar o tanque no joelho dele, era uma motocicleta muito perigosa de tocar. As RX-125 eram muito perigosas nas curvas principalmente com garupa, você entrava na curva e não sabia nunca quando e como iria sair se “deitasse”.

A Yamaha depois disso lançou uma “chopper” RX-180 cilindradas que era uma bosta, a Honda lançou a CB-400 ibidem.

Aliás, “CB” sempre significou “Cê Besta!” e explico: As “CB’s” sempre apresentaram os dois problemas de amortecedores traseiros inseguros e freios dianteiros estranhos além do quê, a ergonomia dos guidões apresentados na época não condizerem com a utilização das motos no Brasil.

Outra coisa a se observar quando você vê um “lançamento” os guidons das motos. Naquela época eram e vinham ergonomicamente feitos para japoneses, o porte dos brasileiros é maior fisicamente. Aquelas manoplas muito juntas em cima do joelho perto do tanque sempre jogaram muita gente no chão até para desviar de buracos.

Depois disso a Yamaha lançou a “DT-180” em 1982 logo todo mundo sacou que a sigla queria dizer “Dois Tombos” ou, “Duas Tranqueiras” de retífica nos primeiros 10.000Km rodados. Ainda por cima lançaram uma com cinco marchas quando o motor pedia sexta marcha direto (até parece essa Ténéré que comprei a três semanas, me sinto como se tivesse acabado de comprar uma DT-1982!).

No ano seguinte lançaram a DT-180 de seis marchas (Six-Speed). Tive uma 1985 que durou até me furtarem ela em frenta a faculdade em Santos-SP, estava com 18.000 Km e inteiraça).

Não pensem vocês que a coisa continua por aqui. Esses dias sentei numa “Fazer”, dei uma volta e me perguntei: o que “fazer aqui?”, dei uma volta numa Hornet e me indaguei: “que bom barulho, excelente escapamento pra me deixar surdo”.

Andei numa “Lander” e se me senti na Venezuela (“Lander é um município da Venezuela localizado no estado de Miranda”).

Há muito mais que vocês mesmos poderão complementar, só dei uma sacada histórica na coisa.

Há “Bizzzzzzzzzzzz”, “Fãnsssssssssssss”, “Crypton – eu que não gosto de Criptonita tô fora Kkkkkk), “Neo” (“neo” o quê?) Kkkkkkkkkkkk.

Intão pessoal, a coisa tá aí.

Um Excelente 2013 prôceis.

Atenciosamente.

Alexandre.

 
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Publicado por em dezembro 28, 2012 em Uncategorized

 

Moto depois dos 50 anos:

Fiquei 12 anos andando de ônibus, não sentia necessidade em ter carro ou moto mas, Anápolis está crescendo e a empresa de transporte coletivo aqui está deixando muito a desejar daí que, resolvi comprar uma motocicleta.

A maioria de vocês conhece minha História de vida, se fiz isso foi mesmo por necessidade.

A escolha da moto não poderia deixar de passar pela tecnologia e afinidade (dos 14 anos até os 22 tive seis motocicletas, cinco delas Yamaha).

Pois bem.

Fala com um, fala com outro, observando tipos e marcas na Rede, calculando o orçamento, vantagens e desvantagens, tecnologia empregada, cores (e nisso fiquei seis meses até sair uma Ténéré branca com faixa vermelha visto que os modelos 2012 só se encontrava “azul” com faixa de competição preta), comprei a dita cuja do jeito que queria.

Numa dessas “idas e vindas” na Rede encontrei a página do “Motokando”, enviei aquele post abaixo, o dono da casa me respondeu e começamos a conversar.

Fiz algumas amizades por lá e também achei caras como o finado “Chest” que só querem bagunçar o pedaço (o dono da casa se me pareceu sensato e meio que deu um jeito no cara, ainda bem).

Abaixo eu repito os dois comentários que já fiz nessas duas semanas, quem sabe o Compadre Brancaleone se anima a voltar aqui, o HRP (que já é meu chegado no Facebook) e outros  também se lembrarão que o pedaço ainda está pronto a receber comentários inteligentes.

Aqui vai a coisa do jeito que copiei e salvei no Word:

Motokando:

 

01 – “Comecei” a comprar minha Teneré 250 (Branca com aquela faixa de competição vermelha na diagonal) mais ou menos meio-dia de ontem quando depositei 1.000 reais na conta da Autorizada em Goiânia (moro em Anápolis)e, me mandei pra lá.
Entrei na loja e foi “amor a primeira vista”, era a única dentre umas quarenta motos em exposição.
Quando vi a Nota Fiscal impressa, fui ao Banco com o vendedor e transferi o restante (12.250), mandei instalar um bagageiro, baú e comprei um capacete decente (saiu tudo uns 650 contos).
Sete e meia da noite a moto foi emplacada, passei num posto e mandei encher o tanque (40 contos) e peguei estrada (66Km) de volta pra casa.
Não vi que o “manuel” recomenda não passar dos 5.000 rpm nos primeiros 500Km (juro prôceis que com essa moto não dá pra andar na estrada a 5.000 rpm) e, vim tocando na maciota, não deixei nenhuma vez passar dos 7.500 rpm, vim entre 80 e 105 Km/h “esticando e soltando” o acelerador como sempre fiz com motos que amaciei.
Uma coisa digo prôceis: ela “pede” uma sexta marcha.
Ao chegar em casa parei a moto no maior breu, a luz do poste estava queimada. Apoiei o pé direito e desci o “descanso”, quando fui sair de cima da moto ela andou um pouco e “desceu como uma jaca” em cima de mim.
Putz!
Como é pesada (calculo que havia mais de 14 litros no tanque).
Na moto não fez nada, ficou em cima da minha perna e cotovelo. Foi bom pra sacar o peso da bicha (que só ocorre quando a gente leva um “chão”). Kkkkkkkkkkk!
Hoje fui a Luziânia numa viatura do trampo, quando voltei fui pagar uma conta na lotérica, quando voltei pra moto ela estava com o banco rasgado. Fiquei chateado e me perguntando: O que leva um infeliz a fazer um rasgo no banco d’uma moto?
Bom, fico por aqui, conforme for a aceitação, encherei a paciência de vocês com o desenrolar da vida dessa moto.
Atenciosamente.
Proftel.

 

02 – Pessoal, hoje fez duas semanas que comprei a Teneré em Goiânia.

O Seguro na Porto Seguro saiu por R$ 1.258,00 e, tirando aquela “queda parado no portão de casa” e o “furo no banco no dia seguinte que comprei a moto” estou satisfeito com a moça.

Hoje quando saí prô trampo ela marcava 200 e poucos quilômetros e, “entrou na reserva”, até assustei, foram só duas semanas de uso (eu havia enchido o tanque em Goiânia quando saí da Autorizada quarta-feira retrasada a exatos quatorze dias kkkk).

Na minha cabeça os dezesseis litros de gasolina deveriam durar mais – uma peculiariedade, quando entra na “reserva” o odômetro normal desaparece, ele começa a contar quantos litros a partir da “reserva” que ela acha que tem e passa a contar.

Não sei se há como configurar isso mas, é estranho o sensor contar como “reserva” a metade do tanque (a meu ver o sensato seria entre 1 e 2 litros (autonomia de 30 a 60 Km).

Cheguei no Posto de gasolina e mandei abastecer com uma nota de 50 contos no bolso, mandei ver na gasolina aditivada da BR que aqui está a mais de 3 reais o litro e, surpresa!

Vinte e quatro reais, 8,46 litros de gasolina até o tanque encher. Fiz as contas no celular, 25 e uns quebrados por litro!

Putz! A moto ainda está amaciando e já faz isso! Está com 212 Km rodados!

Bom, uma dica prô pessoal, esses oito litros a mais deixam a moto MUITO diferente no pilotar podem crer, muda o centro de gravidade barbaridade!

Se continuar desse jeito, andarei na cidade só com 2/3 de gasolina no tanque e, só “encherei até a boca” pra viajar mas, é muito cedo pra fazer essa afirmação, são só impressões iniciais (se bem que as DT’s 180 que já tive com “tancão” também mostravam essa tendência).

Outra coisa, não consigo andar a menos de 6.000 giros nessa moto, se me desculpe o manual do proprietário (principalmente nas arrancadas de semáforo ou em curvas abertas quando a gente “deita” um pouco e acelera).

Outra percepção: o velocímetro marca “40” e passo nas barreiras eletrônicas que registram “42” Km/h (e aqui em Anápolis são várias barreiras desse tipo, podem crer, ou elas estão erradas ou o velocímetro da moto está errado).

Aos companheiros do Motokando e aos que seguem este Bate Papo, gostaria de mandar um abração, continuarei postando “a vida” da “moça” por aqui.

Um agradecimento especial ao “jjgrilo” que sugeriu escrever o dia-a-dia da “moça”.

Atenciosamente.

Alexandre.”

Ah, onde escrevo (e se tudo der certo continuarei escrevendo, copiando e postando aqui) é um cantinho do “Motokando”, é no “bate-papo”, o link está aqui:

http://www.motokando.com/index.php/curiosidades/131951-bate-papo-entre-motociclistas

Bração aí!

Um “Bom-fim-de-mundo” prá quem não tem Yamaha!

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Proftel!

 
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Publicado por em dezembro 19, 2012 em Uncategorized

 

Motoqueiro

1978, fui expulso do Seminário em Araraquara e voltei pra casa em São Vicente-SP com o rabo entre as pernas, tinha 14 anos (faço aniversário em novembro).

Meu pai, dono de duas imobiliárias (uma em Sampa outra em São Vicente) tinha um Chevette zero e minha mãe uma Brasília zero. Na garagem ainda havia um Dodge Charger R/T 1971 que só era usado pra viagens à Ponta Grossa-PR. Aliás, foi em Ponta Grossa que, dois anos antes Tpilotei pela primeira uma moto (uma Honda 125 1976 cor-de-abóbora d’um primo que trabalhava no Banco do Brasil – aquilo não me saiu da cabeça).

Voltando a 78, imaginem cair de cabeça na metade do primeiro semestre do primeiro colegial, uma escola longe de casa. Pedi ao meu pai que me comprasse uma “cinquentinha” da Honda (umas azuis comuns na época).

Meu pai foi taxativo: “-Moto não, se quiser ir prá escola pega o “Dojão””. Foi o que fiz até terminar o primeiro semestre e chegarem as férias de julho – e moto não me saía da cabeça.

Conheci um advogado amigo do meu pai, também dono de imobiliária. O cara tinha um loteamento e uma concessão de venda na Associação dos Funcionários da COSIPA, falei pra ele que queria trabalhar e ele me propôs emprego. Topei, estudava de manhã, chegava em casa, tomava um banho e me mandava prá COSIPA em Cubatão, ficava lá das duas às sete/oito da noite. Vendi 42 terrenos em seis meses.

No dia do meu aniversário em novembro de 1978 cheguei no “patrão” e disse: “-Quero fechar minhas comissões, vou comprar uma Yamaha RS-125 1977 que está à venda perto de casa”. Dois dias depois catei a grana, comprei a moto, catei uns documentos do meu pai, botei a moto no nome dele e, cheguei em casa, dei um puta susto no véio quando disse a ele que a moto estava no nome dele porque eu era, como se diz hoje, “di menor” Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

Quero fazer uma correção àquele Post que fala das primeiras Yamaha no Brasil, as RS-125 tinham motor/relação/suspensão importados, o resto (tanque/quadro/parte elétrica) eram fabricadas aqui. As RS eram oferecidas em duas cores: vermelha e verde.

Bom, daí pra frente comecei a trabalhar prô meu pai. Recebia alugueis, levava grana, levava processos pra cima e pra baixo, tudo o que um “motoboy” faz hoje, em seis meses troquei a RS 77 por uma RS 78 e, em agosto de 1979 eu tirei minha primeira moto “zero KM” na concessionária Yamaha Motonara em Santos, era uma RX-125 1979 “marrom Asteca”.

Naquele tempo na Baixada Santista haviam Motoqueiros.

Haviam poucas motos, haviam duas “turmas” a saber:

A do Gonzaga (em Santos) onde se reuniam os caras com CB-750 Four/”Harleys”/Moto Guzzi/Yamahas 650 etc. a maioria era de Santos ou Guarujá, gente com muuiiiita grana.

A turma “pobre” da qual eu fazia parte se reunia em frente ao Restaurante Leão de Ouro no fim da Praia da Biquinha em São Vicente (perto de onde hoje é um Supermercado – naquele tempo o Supermercado se chamava “Morita”), com Yamaha RS-125, Motovi-125 (umas motos importadas da Itália que, quando se tirava o adesivo colado em Manaus aparecia o nome “Harley Davidson” no tanque (motos horríveis por sinal, tive dois colegas que morreram com elas, foram enterrados no Cemitério da Areia Branca com diferença de três meses entre um e outro acidentado), haviam muitas “CG’s-125 (a maioria cor-de abóbora ou vermelha), uma “FS-125” (que nada mais era que um Kit de transformação de CG para “trail” (era horrível também, os Kits eram amarelos, constavam de tanque, laterais, relação corrente/coroa/pinhão e para-lamas que deixavam a moto pesada, uma verdadeira bosta, você colocava o Kit e a moto realmente ficava “Fora de Strada”) Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

Nossa turma era “porreta”. Tinha o Jorge e o primo dele (dois portugueses da Ilha da Madeira, um aprendiz de relojoeiro e outro trabalhava num açougue), tinha o Lameira (funcionário da COSIPA, haviam vários que trabalhavam no Cais de Santos, tinha um que o irmão era Policial Rodoviário, tinha o “Tinho” que era mecânico de motocicleta (quando ele morreu foi comoção na turma, o pessoal parou de ir pra Itariri/Pedro de Toledo), uma turma fixa de, em média 32 caras, na época quase fundamos um Clube da “Turma do Leão” (até fizemos um Hino: “Chegou, a Turma do Leão. Todo mundo bebe mas ninguém fica de fogo. Laiá laiá laiá…” .

Religiosamente toda sexta-feira sem chuva a gente se encontrava em frente ao Leão de Ouro e se mandava prô Perequê no Guarujá. Alguns acompanhados outros tentando “pegar” alguma mina pra levar. Volta e meia aparecia alguém sem gasolina, havia sempre uma garrafa e mangueira/alguém com tanque cheio que compartilhava a gasolina. Volta e meia também um falava assim “-Tô sem grana”  e algum outro cobria as despesas do cara naquela noite/madrugada. Juro prôceis que tenho saudade daquele tempo, daquela união.

A Baixada Santista naquele tempo apresentava algumas peculiaridades que me ensinaram a respeitar muito onde se enfia a roda.

Entre São Vicente e a Ponta da Praia em Santos (onde fica a Balsa para o Guarujá) ainda havia trilhos de bonde (tanto na “ida” quanto na “volta”). Havia também trechos até longos com paralelepípedos de granito expostos principalmente depois do “Canal 4”.

Pois bem, os trilhos dos bondes (já naquela época fora de uso) apresentavam um desnível em até 10 centímetros em relação ao piso. Isso ocasionou tombos fenomenais (eu mesmo parei de contar no 32 (trigésimo segundo tombo). Se você andasse pela esquerda (onde ficavam os trilhos) tinha que correr, se andasse pela direita ficava atrás de ônibus. Meu segredo era “levantar” a roda da frente quando percebia desnível e, andar entre o meio-fio e o trilho da esquerda no maior cacete (principalmente quando pegava chuva na volta do Perequê).

Ah, ninguém usava capacete, isso só era obrigatório em viagens. Kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Este que vos fala era o único menor de idade da turma. De certa feita na volta do Perequê um Policial Militar do trânsito estava de plantão na balsa entre o Guarujá e a Ponta da Praia e, resolveu checar a documentação de todo mundo. Naquela confusão passei o documento da minha moto pra outro cara que passou minha moto, eu dei uma de “pedestre” e saímos dando rizada do outro lado.

Não foram poucas vezes que, depois de encher a cara de Antártica e o estômago de iscas de peixe/camarão ou queijo a provolone, com todos acompanhados, na volta, encostava-mos as motos onde hoje é aquele hotel do Silvio Santos e, com as “minas” tomáva-mos um bom banho de mar com tudo que é direito (naquele tempo não havia Motel) e, ainda por cima, o máximo que um cara poderia “pegar” era sífilis (que nunca soube de alguém pegar) e, gonorreia (soube de dois casos, caras que cataram umas minas no Porto mas, isso é outra história) Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk! Saía todo mundo de lá com areia de monte, parecendo um “cuscuz” quando o dia amanhecia. Não precisa dizer que sábado tava todo mundo de ressaca.

Naquele tempo não havia AIDS.

Volta e meia a gente “combinava” uma viagem mais longa até Ilhabela, se não me engano foram quatro ou cinco, tenho poucas lembranças dessas viagens dado o teor alcoólico e azia perene dos “macarrões” feitos com água salgada. Sei que em três ou quatro viagens fui bem acompanhado com uma maluca na garupa, lembro vagamente de ter tirado uma moto do meio do mato e, ajudado a trocar um cilindro d’uma “Harley-Motovi” (incrível como a turma se cotizando levava peças e ferramentas nessas viagens “longas” – sim, “longas” mesmo, o trecho entre Bertioga e Ilhabela naquele tempo era pelas praias, não havia a BR-101 de hoje) Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

Interessante é que ninguém da turma nunca falou em maconha, cocaína nem existia, crack então, nem se fala. Nós sempre fomos “doidões” com Antártica e pinga (eu só fui me viciar em cigarro Marhlboro/Hollywood quando servi o quartel, era pra “espantar pernilongos” no princípio, acabei viciado em cigarro, hoje fumo um/dois maços por dia.

Só um da turma encarou viagem de São Vicente à Iguape-SP (onde minha família tem casa), eles não gostavam de pegar a BR-116 por conta dos policiais de Miracatu-SP (federais) não gostarem de Motoqueiros na época.  De minha parte eu conhecia muitos desses Federais, meu pai passava por lá uma vez por semana e nunca fui parado (grudava na traseira d’um caminhão à direita, apagava os faróis, quando estava em cima do posto policial pegava o acostamento Kkkkkkkkkkkkkkkkk).

Foram várias viagens à Iguape de madrugada… .

De certa feita estava em Iguape, foi pouco antes de servir o Exército, estava com a RX-125 “tinindo” de revisada, foi se não me engano em janeiro ou fevereiro de 1980, encontrei três caras de Pariquera-Açú-SP que vieram “por dentro” e queriam voltar pela praia da Ilha Comprida (hoje é Município, naquele tempo era parte de Iguape) no dia seguinte.

Pra quem não conhece de Geografia nem História, antigamente havia uma balsa de Iguape/Ilha Comprida (hoje há uma ponte) e, outra balsa entre Ilha Comprida/Cananéia.

Chegamos à Ilha Comprida, viramos à esquerda, fomos até o fim. Anotamos a quilometragem do hodômetro pra ver se a Ilha tinha mesmo os 73 quilômetros, voltamos.

Foi a maior cagada que fizemos! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Voltamos “no cacete” entre a água e a areia, ainda era de dia, pegamos a maré cheia no meio da volta até a Balsa de Cananéia, tivemos que esperar umas quatro horas parados com as motos prá cima do areião sem nada nem porra nenhuma perto a não ser barcos de pesca velhos encalhados (um perigo) que fui guardando na mente.

Pra quem nunca andou de moto numa praia deserta de 73 Km (setenta e três quilômetros), darei outra dica: ANDE SEMPRE ONDE O MAR SE ESVAI ! Se você vê a água jorrando no pneu dianteiro é aí que você tem que ir, faça as curvas de acordo com a água, não entre mais que 5 metros à esquerda nem à direita!  À esquerda você pegará água que o levará à África (se estiver indo prô Sul), à direita você pegará barranco dos córregos que são drenados para o Oceano (e aí, véio, não adianta ter aro 21, você bate de frente num barranco desses e “voa” por cima do guidão – tua moto vai prô saco).

A maré voltou a baixar e resolvemos “tocar” até a balsa da Ilha pra Cananéia na esperança de chegar antes das seis da tarde quando saía a última balsa.

Na balsa vi que meu tanque estava menos da metade, fiz as contas: de Cananéia a Pariquera e de lá a Iguape precisaria abastecer (e naquela época não havia postos abertos nos fins-de-semana). Meus colegas estavam “no osso”, só dava pra chegar até na casa deles. Achei por bem voltar sozinho.

Pessoal, foi uma das viagens mais lindas que fiz! Hoje em dia creio que não dá mais pra fazer!

Saí da Balsa de Cananéia morto de fome, cheguei na beira da praia e encontrei uma casa de pescador, um barzinho fechado. Bati na porta e perguntei se dava pra fazer uma porção de peixe frito, o que tivesse sobrado do almoço eu comeria porque, tava de moto e voltaria pra Iguape de noite.

O dono do buteco mandou a mulher fritar alguma coisa, tomei umas duas doses de boa pinga com coca-cola quente, bati um papo com o cara, começou a escurecer, a maré baixar, me despedi e ele me chamou de doido.

Mais ou menos uns 25Km de distância, perto do primeiro barco encalhado começou a surgir a Lua.

Aquela PUTA LUA saindo do mar parecia que engoliria Santos inteira e, eu em cima da RX-125 com bateria de 6 volts e um farol tacanho pra tanta luz!

Apaguei o farol alto da moto e vi que não adiantava andar com o farol baixo, botei no alto, dei umas porradas no farol pra ficar alto no chão e vim curtindo a paisagem lembrando tudo quanto era música sobre a Lua que lembrava (de Chico Buarque/Caetano/Sambas etc.)

Mais uns quilômetros e vários barcos desviados, já com a Lua em cima da sombrancelha desci a mão no acelerador, consegui pegar a balsa da Ilha Comprida prá Iguape mais ou menos às onze da noite e varei na cachaça até umas duas da manhã naquela madrugada contando os pormenores da viagem prô pessoal que não foi.

Depois que servi o Exército a turma não mais existia, morei em Sampa e casei a primeira vez, tive uma CG-125 (história triste, um padre morreu em cima dela, comprei baratinho, reformei, viagei uma vez à Iguape e na volta furtaram ela). Voltei pra Baixada, fiz Faculdade de Direito até o quarto ano,larguei,  tive nesse tempo duas Yamahas DT-180, uma 1993.

Essa “93” foi um “causo” a se pensar: Foi amor a primeira vista!

Bati o olho na moto e comprei! Estava com 17.000 Km rodada e sem o “Lubramax” (acho que era esse o nome da bombinha que jogava óleo 2T no motor) sem funcionar. Troquei a relação, troquei os anéis do pistão, troquei as pastilhas de freio/óleo do câmbio/limpei o filtro, troquei reparo do carburador e a grana acabou mas! Ela tinha Odômetro parcial !. Foi minha felicidade! Eu botava óleo 2T direto no tanque! Foda-se aquela bombinha!

Com essa moto de certa feita fui de São Vicente à Ponta Grossa em oito horas e meia de viagem!

Fui, voltei, não furou um pneu, não aconteceu nada com a máquina (se bem que algumas “primas” (primas mesmo, de carne e osso) ficaram meio estragadas por lá Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk)!

Outra experiência vou contar pra vocês:

Na ida, entre Curitiba e Ponta Grossa, já chegando em Ponta Grossa há um baixadão legal, você enxerga do lado direito Vila Velha, um ponto turístico de Ponta Grossa.

Pois bem, justo nesse trecho eu peguei uma puta chuva de granizo, eram bolas de gelo d’uns quatro ou cinco centímetros de diâmetro e, eu descendo com a porra da DT a uns 85/100 por hora, parecia que eu estava andando em cima de bolas de gude ou chapa de aço ou ainda, atropelando um cachorro (quem já passou por isso sabe). A coisa foi de lascar, só ouvia “pok, pok, pok” no capacete e na viseira.

Moto dois tempos não tem freio nem marcha nessa hora.

A solução instintiva foi maneirar o acelerador, reduzir a marcha e nem triscar nos freios.

Bom, tô vivo pra contar, sinal que a dica é boa Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!

Vendi a 83 com lágrimas nos olhos mas, precisava d’uma máquina com tanque maior, comprei uma 85 com 4.500 Km, uma branca com aquelas faixas vermelhas de competição da Yamaha (justamente o que há nas Teneré 250 2013).

Essa “85” também foi furtada em Santos, na frente da Faculdade. O quadro dela foi recuperado por uma lancha de passeio embaixo da ponte da Imigrantes entre São Vicente e Praia Grande, só achei o quadro e vendi pr’um cara que tinha uma “83” e transformou ela em “85”.

Creio que já falei demais depois dessas últimas mal traçadas linhas acompanhadas de oito garrafas de Skór. Hoje em dia moro e resido em Anápolis-GO, conto com 50 anos e estou fazendo as contas pra comprar uma Teneré-250 branca com aquela faixa vermelha diagonal das Yamaha “puro sangue” da década de 70 do século passado (aliás, muito parecida com a DT-180 1985 (também branca) que tive e me deu muita felicidade. Um adendo: nunca tomei um tombo com as DT’s – PENSEM BEM NISSO !).

Das seis motos que tive, cinco foram Yamaha. Acompanhei a evolução da marca no Brasil.

A única Honda que tive, sinceramente, só me deu problemas (e olhe que era uma CG 83). Tenho muitas reservas.

Não compraria Suzuky nem Kawasady, elitistas e pouco duráveis, Honda é popular, tem mercado mas a qualidade nunca foi primazia (alguém aí vê uma CB-350 a 750 Four funcionando)?

Sim, sou fã das Yamaha e das Moto Guzzi (a Stelvio – leiam algo sobre ela, se surpreenderão).

Se me desculpem a encheção de saco.

Fico por aqui.

Alexandre.🙂

Foi numa “penada” só. Não corrigi nem editei, se me perdoem os erros.🙂

 
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Publicado por em novembro 29, 2012 em Uncategorized

 
 
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