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Estados Unidos: a economia zero

05 set

O Serviço Nacional de Estatísticas do Trabalho informa hoje que não se criou sequer um emprego nos EUA, em agosto. Na verdade, é pior do que zero. Os EUA precisam criar 125 mil empregos por mês, apenas para dar conta do crescimento populacional. Os novos números significam, isso sim, que o buraco só faz aumentar. Desde o início da atual depressão, no final de 2007, a força de trabalho potencial nos EUA cresceu para mais de 7 milhões. Mas, desde então, caiu, em mais de 300 mil, o número de norte-americanos empregados. O artigo é de Robert Reich.

Robert Reich (*)

O Serviço Nacional de Estatísticas do Trabalho informa hoje que não se criou sequer um emprego nos EUA, em agosto. Zero. Nada.

Não é bem assim. A greve na Verizon reduziu a força de trabalho (-45 mil trabalhadores trabalharam). O fim da greve dos funcionários públicos em Minnesota devolveu ao trabalho 22 mil empregados (+22 mil). Na verdade, os EUA têm hoje mais 23 mil empregos ocupados. Quase zero.

Também não é bem assim. De fato, é pior que zero. Os EUA precisam criar 125 mil empregos por mês, apenas para dar conta do crescimento populacional. Os novos números significam, isso sim, que o buraco só faz aumentar.

Desde o início da atual depressão, no final de 2007, a força de trabalho potencial nos EUA – pessoas em idade laboral que querem trabalhar – cresceu para mais de 7 milhões. Mas, desde então, caiu, em mais de 300 mil, o número de norte-americanos empregados.

Se isso não levar o presidente Obama a apresentar um plano consistente de emprego na quinta-feira próxima, não sei o que o convencerá.

O problema está do lado da demanda. Consumidores (cujos gastos respondem por 70% da economia) não podem, sozinhos, reativar a economia. Ainda estão super carregados de dívidas, sobretudo para manter casas que, hoje, valem menos que as hipotecas que têm de ser pagas. Veem os empregos sumir, os salários encolher, a conta a pagar com médicos e remédios, subir.

E nenhuma empresa contratará, sem vendas.

O que quer dizer que entramos num círculo vicioso.

Os Republicanos repetem que as empresas não contratam porque estão inseguras sobre os custos regulatórios. Ou porque não encontram os empregados qualificados de que precisam.

Bobagem. Se essas fossem as razões pelas quais as empresas não contratam – e a demanda estivesse crescendo – seria de esperar que as empresas usassem por mais tempo os atuais empregados. O tempo médio semanal de trabalho estaria aumentando.

Mas ao tempo médio semanal de trabalho só diminui. Em agosto, diminuiu pelo terceiro mês consecutivo: chegou agora a 34,2 horas. Voltou ao ponto onde esteve no início do ano – maior, só, do que o ponto mais baixo ao qual caiu, há dois anos (33,7 horas, em junho de 2009).

É a demanda, estúpido!

Assim sendo, o que faz nação sã, quando consumidores e empresários, sozinhos, não conseguem reativar a economia?

O governo vira comprador de última instância. Contrata diretamente (um novo Work Progress Administration [1] e novo Civilian Conservation Corps [2], por exemplo). Ajuda estados e regiões, de modo que não tenham de continuar a cortar salários e serviços públicos. (A ajuda pode ser estruturada como empréstimo, a ser pago depois de o desemprego cair, digamos, para 6%.)

E o estado contrata indiretamente – contrata empresas para reconstruir a infraestrutura dos EUA, que está em ruínas, inclusive prédios escolares, só para dar outro exemplo.

Por essa via, o estado não se limita apenas a criar empregos, mas também põe dinheiro na mão das pessoas que voltam a trabalhar, de modo que possam voltar a comprar os bens e serviços de que precisam – o que gera mais empregos.

Entenderam? Não é, de fato, altíssima e complexíssima ciência.

Assim sendo, por que os Republicanos não entendem? Ou são desonestos – querem que a economia continue de mal a pior até as próximas eleições, para que os eleitores despachem Obama. Ou são idiotas – compraram a lorota segundo a qual, reduzindo-se o déficit, criam-se empregos.

Cada vez que você ouvir dizer que estamos “quebrados” ou que “não suportamos gastar mais”, responda que, se não gastarmos mais, ficaremos em pior situação do que estamos. Se a economia continua como tijolo na água, a proporção entre dívida pública e PIB sobe feito balão.

E diga também que o governo federal pode agora tomar empréstimos a juros de resto de incêndio. Os bônus de dez anos do Tesouro pagam juros de 2%.

Ouviu bem, presidente Obama? Por favor, seja firme, semana que vem. E se, como se espera, os Republicanos não aceitarem, convoque o povo. Mobilize a opinião pública. Use o “bully pulpit” [3]. Ser presidente dos EUA serve para isso.

Só mais uma coisa, presidente Obama. O senhor tem, também, de enfrentar a desigualdade. Enquanto renda e riqueza continuam a fluir só para o topo da pirâmide dos mais ricos, a vasta maioria dos norte-americanos continua a não ter o suficiente para comprar e reaquecer a economia. Acionar a bomba é necessário, mas de nada adiantará, se não houver água no poço.

(*) Robert Reich é professor emérito de Políticas Públicas na Universidade da Califórnia em Berkeley. Foi assessor de três presidentes e secretário do Trabalho do governo Clinton. É autor de vários livros, entre os quais

O Trabalho das Nações (Educator, 1994), Locked in the Cabinet (Vintage, 1997), Supercapitalismo (Campus, 2008) e, seu livro mais recente, Aftershock (Random House, 2011).

NOTAS

[1] WPA é o programa instituído, em abril de 1935, como parte do New Deal, para gerar empregos públicos e reduzir o número de desempregados. (Mais, sobre isso, em http://www.u-s-history.com/pages/h1599.html%5BNTs%5D)

[2] CCC é o programa que existiu de 1933 a 1942, também como parte do New Deal. (Mais, sobre isso, em http://en.wikipedia.org/wiki/Civilian_Conservation_Corps [NTs].

[3] “Bully pulpit” é expressão difícil de traduzir, porque tem dois significados diametralmente opostos. Hoje, o significado do verbo bully é “incomodar, perturbar, com intenção de humilhar e ofender”. Nesse sentido, o verbo bully é usado hoje, na expressão globalizada bullying. Mas é expressão histórica, no inglês dos EUA, com sentido bem diferente. A expressão foi usada pela primeira vez pelo presidente Theodore Roosevelt, que se referia à Casa Branca como um “bully pulpit” que, naquele contexto, significou plataforma de excepcional alcance e poder, da qual alguém democraticamente qualificado pode dizer o que tenha de ser dito, incorporando toda a autoridade do posto; literalmente, nesse sentido, significa “palanque do qual se pode dizer muitas verdades (e presumivelmente incomodar muita gente), sem que nada nos atinja”. Foi expressão muito usada durante muito tempo, antes de o verbo bully ser globalizado para várias línguas, quase sempre sem significado preciso conhecido dos falantes que o usem, usado para denotar o que dê na telha de cada um.

Observação dos assessores linguistas, da Vila Vudu:

Esse fenômeno, de uma palavra ser usada para dois significados diametralmente opostos, em registros sociais diferentes da mesma língua, cada um deles marcado pela entonação, não é raro. Aconteceu em português, por exemplo, com o verbo “arrebentar”, hoje usado no português do Brasil, tanto para dizer que algo foi destruído, como para dizer que algo deu excepcionalmente certo, obteve grande sucesso: “Fulano arrebentou a porta” (na primeira acepção) e “Fulano arrebentou no show, ontem” (na segunda). Em termos sintáticos, a diferença só se marca pela valência do verbo: sempre transitivo direto (na primeira acepção) e sempre intransitivo (na segunda).

Tanto no caso de bullying (ing.) quanto no caso de “arrebentar” (port. do Brasil), parece estar havendo um deslizamento semântico que parece estar neutralizando (naturalizando?) os traços semânticos de violência ou intenção de ofender e humilhar e, simultaneamente, ‘prestigiando’ para a sociedade, os mesmos traços semânticos.

Pode estar havendo aí um sinal importante do dano que a imprensa-empresa causa também no plano da língua e dos discursos, quando, à custa de só noticiar desgraças e crimes pressupostos – sempre sem qualquer atenção ao rigor factual –, a imprensa-empresa acaba por neutralizar (naturalizar?) o que, nos crimes e desgraças é crime e desgraça, ao mesmo tempo em que promove o que, nos crimes e desgraças é só espetáculo. Assunto para discutir mais [NTs].

Tradução: Coletivo Vila Vudu

Fonte:

http://www.commondreams.org/view/2011/09/02-10

Fonte:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18397&editoria_id=6

 
32 Comentários

Publicado por em setembro 5, 2011 em Uncategorized

 

32 Respostas para “Estados Unidos: a economia zero

  1. Proftel

    setembro 7, 2011 at 3:22 pm

    Valbraz:

    Feliz Aniversário!

    A Dalva me contou, curta bastante aí! (se bem que hoje você deve tá cansada).

    🙂

     
  2. surfando na jaca

    setembro 6, 2011 at 12:07 pm

    Bem vinda, Valbraz.
    Bom, vou esclarecer mais uma vez ao Carecão de Jesus. O FDA, digo FAD, é um emérito professor de filosofia e ginecologista histórico (escreve aquelas besterinhas de árvore da família dos seus antepassados, importantes tupinambás comedores de gente). É pessoa de grande erudição e saber. Tem o mal hábito de dar bananas para a humanidade e nunca responder no post que começou uma discussão. Continuo achando-o um elitista, um verdadeiro Zaratrusta. Se dou valor ao FDA, nada impede que vcs. distribuam cascudos no mesmo até cansar,isso é problema de foro íntimo. Ele se diz livre e por isso resolveu não participar mais de nenhuma discussão. É um direito que lhe assiste, mas é um boboca em se achar totalmente livre. No capitalismo só são livres os que possuem capital para sê-lo. Um bóia-fria jamais saberá o gosto das trufas do FAD. Ele sabe disso, pois não é burro, mas arrogante. Nasceu assim. Agora deu de citar artigos de constituição. Um filósofo deveria saber que existe uma grande distância entre a lei e a prática. Que a lei nada mais é do que a regulamentação/repressão de uma prática existente, caso contrário não existiria lei. Escrever numa constituição que todos devem ter direito às condições mínimas de sobrevivência é tentar garantir o que não existe. Se vc. quer saber qual o salário mínimo para uma sobrevivência amena de fato, vc. sabe que será bem maior do que os meros 795 euros mensais, ou seja, 1.854 reais que vc. regurgita, e pior para a realidade francesa, bem mais cara do que a nossa. Vc. sabe que os preços de alimentos por lá são muito mais caros do que aqui. Se para o nosso modo de vida teríamos de ter no mínimo 2.600, 00 reais, segundo o Dieese, num cálculo por baixo,imagine em Paris… Ok, vc. vai fazer beicinho e bater o pézinho de não brinco mais. Tudo bem. Respeito sua idade e seu saber. Tchau e até um dia desses.

     
    • Patriarca da Paciência

      setembro 6, 2011 at 12:38 pm

      Surf,

      eu até acredito que o FDA seja professor emérito de ciências econômicas. Afinal, ciências econômicas, para muitos, é uma mera quimera. Agora, professor de filosofia na tradição de Sócrates, Platão, Aristóteles, Kant, Spinoza etc, o dito cujo não lleva o menor jeito!

       
      • surfando na jaca

        setembro 6, 2011 at 12:53 pm

        Mas é verdade, Patriarca. E de teoria e métodos. E não gostei desse desprezo com a minha formação. Gosto muito do que faço e é coisa séria, embora alguns pensem como vc. Se assim fosse, nada entenderíamos do que vivemos.

         
  3. JOSE MARIO HRP!

    setembro 6, 2011 at 11:45 am

    Legal Patriarca!
    Aqui uma dica de livro, com uma história real e muito linda:
    http://sergyovitro.blogspot.com/2011/08/jairo-marques-ele-nao-erra-nunca.html

     
    • Patriarca da Paciência

      setembro 6, 2011 at 11:58 am

      Acho que um cão guia faria muito bem ao FDA.

      Quem sabe ele aprendesse alguma coisa.

       
      • Jesus era Comunista

        setembro 6, 2011 at 12:46 pm

        Carácoles – quanta verdade nesta sugestão.

         
        • JOSE MARIO HRP!

          setembro 6, 2011 at 7:01 pm

          Fred, eu sou um sujeito violento, grosso e desgraçado, fui um porqueira anos a fio, mas o que voce concluiu é mil!
          O Surf, Patriarca, Alex, e quemm mais vier!
          Amor, paz, luz e solidariedade!
          Ml!

           
  4. Patriarca da Paciência

    setembro 6, 2011 at 11:31 am

     
  5. JOSE MARIO HRP!

    setembro 6, 2011 at 9:52 am

    Alex , olha esse texto da Nina Horta sobre a praia de Camburi, as jaqueiras da minha infancia, das quais quase tenho certeza voce comeu um belos frutos quando trabalhava no no litoral norte(SP).

    http://sergyovitro.blogspot.com/2011/09/nina-horta-jaca-mole-ou-dura.html

    Aqui o blog dela:

    http://ninahorta.folha.blog.uol.com.br/

     
    • Proftel

      setembro 6, 2011 at 11:07 am

      HRP:

      Com certeza!

      E me empanturrei não só de jacas como também camarões, sardinhas, lagostas, tainhas etc.

      Sou do tempo em que pra se chegar em Ilhabela não havia estrada depois de Bertioga, só praias e alguns trechos mata adentro em estradas que mais se pareciam trilhas (e pontes de madeira que davam frio na barriga quando se passava de moto – não havia “guard-rail” (sei lá como se escreve isso, tô com preguiça de caçar no google) kkkk.

      Bração aí.

      🙂

       
  6. Tia

    setembro 6, 2011 at 9:46 am

    Esses meninos continuam usando a ira pra tentar provar que estão certos. Pelo jeito os didáticos vídeos do fofo Flávio não surtiram o efeito esperado nessas mentes ferozes.
    Val fiquei muito feliz de te ver por aqui. Você pode contribuir bastante pra que esse blog não se torne um clube do bolinha. Beijos a todos da Tia!

     
  7. FDA

    setembro 6, 2011 at 4:48 am

    Oh, Sofistinha,

    Duas observações nas suas réplicas anterioras:

    1) Quando pergunto: qual o salário mínimo para o pobre brasileiro? e que vc responde “se vc. estudasse o assunto veria que não existe um salário mínimo a ser pago para um trabalhador se ele não tem carteira assinada”.

    Surfando, vou fazer aquela linha que me caracteriza: simples e grosso. Não confunda “salário mínimo a ser pago para um trabalhador” com salario mínimo pago para que um Ser Humano possa viver dignamente. Que ele seja trabalhador ou não.

    Pare de fazer o Idiota. Quando digo que o miserável “pobre” francês vive com a insignificante soma mensual de 795 euros, ou seja, 1.854 reais mensuais que nos contribuímos com nosso impostos sem falar de outras ajudas de Solidariedade Social, quero dizer que esse salario corresponde a um salario mínimo de direito a dignidade humana. Ou seja, para que uma pessoa possa viver dignamente. O Salario do trabalhador francês é um outro problema. Se liga!

    Quando falo de Renda Mínima de Solidariedade para que um Ser Humano possa viver com dignidade humana, falo do artigo I da Declaração Universal: “Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos”.

    A politica social francesa estima que para que uma pessoa possa viver dignamente, ela necessita de um salario mínimo vital. É o que chamamos RSA (Renda Mínima de Solidariedade).

    Falo do artigo XXV: “Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.”

    Dá pra vc entender ou queres um desenho?

    Outra coisa. Segunda observação.

    2) Acho que vc esta confundido: “O FDA cobra alguma coisa da net que ela não pode ser. Talvez um espaço acadêmico de grande profundidade”.

    Que fique bem claro entre Eu e Vc: O FDA não cobra coisa alguma da net. E por que o cobraria? Pra que um “espaço acadêmico”? Estas delirando é?

    Seria interessante se vc se tocasse nos problemas de transferências que faz com o que vc sente intimamente e o que vc tranfere a outras pessoas..

    Ficou claro. Não precisa me responder. Esses papos já estão cansando. Tenho coisas mais importantes a fazer. Como sou LIVRE, decidi que não quero mais lhe responder..

    Tai a prova da minha liberdade…Ser Livre é uma decisão pessoal!

    Ps: aos internautas que me dirigem comentários ou replicas, digo e repito: escolho meus interlocutores. Aqueles ou aquelas que não me interessam, não interajo. Portanto não vale a pena comentar meus comentários, é pena perdida, não respondi, não respondo e não responderei a nenhum!

    Fui………….Au revoir!

     
    • Jesus era Comunista

      setembro 6, 2011 at 7:33 am

      Como um avestruz, colocando a cabeça no buraco.

      O que mais me impressiona no Surf é o aval que ele dá a esse indivíduo. Daí as suspeitas de alguns em ver a Memento nessa tal de DAF.

      Impossível a uma pessoa culta, ter a vontade de tratar os semelhantes como o faz esse primata.

      Por que uma pessoa realmente culta sabe que uma das coisas mais importantes, no que se refere ao entendimento humano, é tratar dignamente o próximo.

      A diferença entre uma pessoa culta e um mero kindle, virador de página de livro, é entender assimilar e praticar o que a verdadeira cultura fornece.

      O que esse indivíduo não faz.

      A agressividade sempre manifesta indica um quadro psicopata.

       
    • surfando na jaca

      setembro 6, 2011 at 3:14 pm

      Estou aguardando resposta, FDA! Esse negócio de espírito livre sem a carne ser não dá. É religião. Volte já!

       
  8. Patriarca da Paciência

    setembro 5, 2011 at 11:40 pm

     
    • JOSE MARIO HRP!

      setembro 6, 2011 at 6:36 am

      Bem que tentei mas não consegui relinchar!
      Portanto creio que não fui afetado pelo vírus “Veja”!

       
  9. BRANCALEONE

    setembro 5, 2011 at 10:35 pm

    Mais um comentário da série ” O mundo que eu faria”

    Somália –
    Milhões de toneladas de alimentos, devidamente acompanhos de alguns milhares de “capacetes azuis”, daqueles bem raivosos, que vão atirar em qualquer não-faminto somaliano que estiver segurando uma arma.
    E para os manés que consideram uma atitude assim “um ataque à soberania”, vale dizer que os 750.000 que estão para morrerde fome não estão nem aí para a tal soberania…

     
  10. BRANCALEONE

    setembro 5, 2011 at 10:29 pm

    Buenas que então o ianques estão em apertos…
    Males do capitalismo nada alem disso.
    O engraçado é que mesmo os que odeiam os gringos vão ter que acabar torcendo para que eles saiam dessa senão, boa parte do mundo vai ter zicas…
    Bom, sempre tem os Osamas da vida que querem destruir o Grande Satã, mesmo que uns 80% da humanidade sofram e muito com isso mas para alguns, o prazer de ver os EUA se ferrarem vale o sacrifício de boa parte do mundo.
    Mas como diz o HRP, nada que uma guerrinha resolva.
    “Uma boa causa justifica uma guerra, mas uma boa guerra justifica qualquer causa”

     
    • Patriarca da Paciência

      setembro 5, 2011 at 11:50 pm

      Brancaleone,

      muito tempo atrás você usou desse mesmo argumento que ” o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil” e eu falei que hoje o Brasil não é mais dependente das importações norte-americanas por ter um mercado bem diversificado: China, Índia, Rússia, países árabes, África etc., além de um grande mercado interno.

      É isso aí, meu caro, o Brasil está “descolado” do irmão matreiro e explorador!

      E os brasileiros não tem a menor vocação para guerras!

       
  11. só quero vê no que vai dá!

    setembro 5, 2011 at 8:30 pm

    Proftel, a “bronca é comigo”…. hehehehehe ele não “veve” sem “deu”…

     
  12. Valbraz (@Valbraz)

    setembro 5, 2011 at 7:30 pm

    ‘Pode expiatório’…Adogo!!! 😆

    Mas sério, concordo que dá medo mesmo. Prefiro vê-los felizes.
    Quanto aos Republicanos, acho que jogam contra de propósito, como os daqui.
    Não têm preocupação com o país. ‘Se quebrar, quebrou; desde que eu prove o meu ponto, tá bom pra mim’, é o que pensam.

     
  13. só quero vê no que vai dá!

    setembro 5, 2011 at 5:40 pm

    “arrumar uns patos ou “podes” expiatórios ”

    Eu nunca vi um “pode”, alguém já viu um por aí???? hehehehe… Sorry, mas não deu prá resistir…

    (E vou me preparar que lá vem chumbo grosso…) 😛

     
    • Jose Mario HRP

      setembro 5, 2011 at 7:27 pm

      Moça , nem sei quem voce é, mas vai para o diabo que CARREGUE!
      NÃO É ISSO é misso que voce quer que te diga por conta de eu dizer que sou espirita?
      Some parva!
      Não queres paz, queres tapa!
      Mas como Cristo no templo, voce é o ganancioso das moedas!

       
      • Proftel

        setembro 5, 2011 at 8:20 pm

        HRP:

        A Valbraz é uma amiga nossa, gente fina.

        🙂

         
        • Jose Mario HRP

          setembro 6, 2011 at 8:37 am

          Decididamente não foi para ela !
          Alex!

           
          • surfando na jaca

            setembro 6, 2011 at 12:13 pm

            Enquanto o HRP não der uns pegas nessa pedinte virtual, a coisa vai ficar assim, sem desatar a suruba.

             
            • só quero vê no que vai dá!

              setembro 6, 2011 at 12:49 pm

              Sempre se metendo aonde não é chamado, e, como sempre, de forma vil e apelativa. Afff!!

               
              • surfando na jaca

                setembro 6, 2011 at 12:50 pm

                KKKKKKKKKK. Vc. merece.KKKKKKK

                 
      • só quero vê no que vai dá!

        setembro 5, 2011 at 8:26 pm

        Hahahahahahaha… será que vc será o diabo que irá me carregar??? hehehe

        Parva, eu??? Tapas??? E ainda mete Cristo no meio…. Infeliz!!! Que o Espírito Santo te ilumine!!

        Valbraz… se esteve aqui antes e não te saudei, sorry!! Se é a 1ª vez, seja muito bem vinda… não importa a cartilha que professes. Aqui é o blog “paraíso”, mas como até lá tinha as serpentes e suas maçãs dúbias… vais encontrar de tudo… 🙂

         
  14. Jose Mario HRP

    setembro 5, 2011 at 11:20 am

    Tenho um certo sentimento estranho quando o grande irmão do norte fica nesse estado ………o medo dele começar as asneiras de sempre , arrumar uns patos ou podes expiatórios e iniciar uma grande guerra!
    Vai saber!

     

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