RSS

Como se “Fabrica” um Juiz:

29 set

HRP:

Te considero muito, é torcedor do Santos e está no meu coração.

O Post anterior revolveu areia indecente do pé na beira do Itararé.
Vou te contar uma História sem citar nomes nem datas até onde conseguir.

Uma moça filha de advogados prestou vestibular pra Direito e passou, o irmão mais velho dela estava servindo Exército.

Essa moça conheceu um cara no primeiro ano, ele era filho de estrangeiros e foi criado pela avó numa situação crítica, pode crer.

Nos anos que se passaram na Faculdade, os dois sempre trocaram livros foram felizes, ela comprou uma moto, ele um chevetinho branco, o cara sempre conversando com o “futuro sogro”, utilizando todo o cabedal jurídico e físico (uma biblioteca enorme, o cara era “de casa”).

Durante quase cinco anos as coisas correram bem até que resolveram prestar concurso, ela já tinha passado num pra assitente judiciário, ela não queria, ele queria ser Juiz, ela queria tocar o escritório do pai visto que o irmão não tava nem aí prá Direito, gostava mais de farra e trabalho braçal (na época ganhava mais dinheiro reformando casa em São Paulo que hoje).

Ele vendeu uma das casas da avó pra ficar dois anos estudando e prestando concurso, passou para promotor de justiça, até aí estava namorando a moça daí, ela sofreu um puta acidente perto de Itariri que quase lhe custou a vida e a da mãe, o cara nunca apareceu pra perguntar como ela estava, se bem me lembro, ficou preocupado com o gasto na Santa Casa e terminou o namoro por telefone.

Quando o cara passou “pra juiz” num outro concurso, sei que falou com a moça por telefone mas foi só isso, ela ainda estava toda detonada em casa, pra colocar ela no quarto precisava de três caras, da cintura pra baixo ela estava engessada com as pernas em “V”.

HRP, esse cara assim que assumiu como Juiz em Santos denunciou depois d’um tempo outros dois Juizes que davam aula em faculdade aí na Baixada não lembro onde, deu maior bode.

Como disse, sem datas nem nomes, sei o que sei porque passei.

Quem apanha nunca esquece, ainda mais quando a coisa foi do jeito acima.
Bom, é isso.

 
14 Comentários

Publicado por em setembro 29, 2011 em Uncategorized

 

14 Respostas para “Como se “Fabrica” um Juiz:

  1. Jesus era Comunista

    setembro 29, 2011 at 12:44 pm

    Começou o e processo de esquecimento do CNJ no STF.

    A solução ficou para a calada da noite, de qualquer noite em que os acontecimentos sejam tão fortes que a queda do CNJ não faça tanta repercussão.

    Cabe a nós, o gado, ficar de olho e orelha em pé.

     
    • Jose Mario HRP

      setembro 30, 2011 at 7:23 am

      Estava pensando a mesma coisa, o bote no escuro da noite, e quando percebermos já foi…..

       
  2. Jose Mario HRP

    setembro 29, 2011 at 10:36 am

    Não gosto de santificar ninguém, mas respeito a corregedora porque ela está fazendo um trabalho tranquilo em meio ao vespeiro que é o meio em que circulam juizes e ministros das cortes de Brasilia.
    Não há transparencia alguma em muitos tribunais estaduais.
    Rio Grande do Sul é um caso a parte e mais alguns outros, mas de resto o campeão de arrogancia, falta de transparencia e subserviencia ao poder executivo é o do estado em que moro.
    Sou parente de funcionários e tenho alguns advogados na familia.
    São eles que me passam as barbaridades daqui.
    De outros estado ouço e leio na midia.
    Mas se a sociedade gritar forte els se borram e param com a ação, o CNJ veio para sanear e não ser moralista ou vingador.
    Muita força e luz para a Corregedora e outros membros progressistas e nacionalistas do CNJ.

     
  3. só quero vê no que vai dá!

    setembro 29, 2011 at 10:28 am

    Esta, pelo menos, não foi “fabricada”!! Pelo jeito, é de berço sua competência, honradez e moralidade. Estou “apaixonada” por ela… hehehehe

    Eliana chegou ao STJ em 1999 e, entre seus padrinhos políticos, estava o senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA), já falecido. Mas não demorou muito para a ministra mostrar que os laços com o mundo político eram só contingência de um magistrado a caminho de um tribunal. Em 2006, Eliana assinou as ordens de prisão de todos os investigados na Operação Dominó.

    Entre os presos estavam dois togados: o presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, desembargador Sebastião Teixeira Chaves, e um de seus juízes auxiliares, José Jorge Ribeiro da Luz. A decisão quebrou um tabu. Era a primeira vez no país em que um desembargador, presidente de um tribunal, experimentava um par de algemas sob a acusação de corrupção.

    No ano seguinte, Eliana voltou a mostrar que não estava no STJ para brincadeira. Numa canetada só, decretou a prisão de mais de 40 investigados na Operação Navalha.

    Entre os presos, numa das mais retumbantes operações da polícia, estavam um ex-governador, um parlamentar, dois prefeitos, empresários e altos servidores públicos. As investigações resultaram na demissão do ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, afilhado político do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O barulho não parou por aí. Na mesma operação, a ministra determinou o afastamento do vice-diretor da Polícia Federal Zulmar Pimentel até a conclusão das investigações.

    Mais tarde, Pimentel foi inocentado, mas Eliana queria caminho livre para que os delegados do caso tivessem autonomia para aprofundar a investigação.

    – Ela é uma mulher decidida, valente. Lembro-me dela desde que foi desembargadora no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Ela sempre foi vigorosa – derrama-se o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Alexandre Camanho.

    .

     
  4. só quero vê no que vai dá!

    setembro 29, 2011 at 9:58 am

    Digo : Acho que vem merda no ventilador por aí…
    Sorry!

     
  5. só quero vê no que vai dá!

    setembro 29, 2011 at 9:57 am

    Sei não, mas acho quem merda no ventilador por aí!!! 😉

     
  6. só quero vê no que vai dá!

    setembro 29, 2011 at 9:56 am

    Cada vez tô gostando mais desta mulher… Ahhh, se todos os demais fossem iguais a ela…

    Extraído do “Noblat”:

    Eliana Calmon, ministra do Superior Tribunal de Justiça e corregedora nacional de Justiça, aceitou o convite para depor na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado sobre a polêmica em torno do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão encarregado de punir juízes e de controlar o Judiciário.

    A Comissão convidou para depor sobre o mesmo assunto o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Cezar Peluso. Henrique Calandra, presidente da Associação Brasileira dos Magistrados (ABM), se ofereceu para depor. Foi descartado pela Comissão.

    A ABM entrou no STF com uma ação direta de inconstitucionalidade contra o poder de fiscalização do CNJ. Por maioria de votos, o STF estava pronto para acatar ontem a ação. Mas aí Peluso temeu que a repercussão fosse negativa para o tribunal. Adiou o julgamento.

    Peluso e Eliana Calmon trombaram depois que a ministra, em entrevista a jornais, disse que havia “bandidos togados”. Na última terça-feira, durante sessão do CNJ, Peluso classificou de “leviano” o que foi dito por Eliana e defendeu os juízes. Tentou fazer com que Eliana se retratasse. Ela se recusou.

    É pouco provável que Peluso aceite o convite para depor na CCJ. No Senado, uma proposta de emenda à Constituição reforçando os poderes do CNJ havia recolhido até ontem à noite cerca de 50 assinaturas de senadores.

     
  7. Fred Schmidt

    setembro 29, 2011 at 9:29 am

    A Justiça precisa ser vista como ela é.

    Falha – pune os pobres e libera os ricos. Casos de roubo de macaxeira por quem tem fome tem penas mais pesadas que a corrupção, que rouba dinheiro de hospitais e medicamentos, causando a morte de milhares de brasileiros.

    Corrupta – De toda a corrupção no Brasil, quantas vem a público? 1 % ? A corrupção e atos suspeitos do Judiciário estão semanalmente na TV, imagine o que é realmente.

    Totalmente ineficiente e ineficaz – processos que levam 10 anos ou mais significa impunidade. Todo dia vemos na TV pessoas querendo Justiça. Todos sabem que não há.

    Não haverá Brasil sem uma nova Justiça.

     
  8. Jose Mario HRP

    setembro 29, 2011 at 8:54 am

    CNJ afirma que 35 desembargadores são suspeitos de crimes
    29 de setembro de 2011 • 08h00 • atualizado às 08h03

    Ao menos 35 desembargadores acusados de cometer crimes podem ser beneficiados se o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir restringir os poderes de investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que fiscaliza o Judiciário. Nesta semana, a corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, declarou que o Poder sofre com a presença de “bandidos escondidos atrás da toga”. Ela tenta evitar que o Supremo restrinja a capacidade de investigação do CNJ ao julgar uma ação proposta pela Associação dos Magistrados do Brasil. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
    O caso seria analisado na sessão da última quarta-feira, mas os ministros adiaram o julgamento para buscar uma saída que imponha limites ao CNJ sem desgastar a imagem do Judiciário. Dos 35 desembargadores acusados de crimes, 20 já foram punidos pelo conselho e os demais ainda respondem a processos no âmbito do CNJ. Dependendo do que decidirem os ministros do STF, os desembargadores acusados poderão pedir em juízo a derrubada das punições e das investigações em andamento.
    No Portal Terra.

    Taí o que vai acontecer…..

     
  9. Jose Mario HRP

    setembro 29, 2011 at 7:12 am

    Alex, é complicado falar sobre esse assunto na net, mas vamos lá.
    Soube de um juiz que teve que pagar um montão de IR atrasado lá no forum de Santos por denuncia.
    De quem, a época ninguém me disse.
    O meu mano contou o caso por acaso.
    Não estou em Santos desde 87 e sei das noticias pelos parentes.
    Fiquei em recuperação lá por seis meses e as mudanças desse tempo todo me maravilhara, mas muita coisa ruim há!
    Aquele forum de Santos tem muita história para contar.
    Aliás o assédio moral naquela instituição(judiciário paulista) é costumeiro e admitido!
    Um mundo de muita arrogancia, rei na barriga e injustiças.
    Lembra daquele juiz que foi reizinho por mais de duas décadas?
    E o que liberou dinheiro do plano Collor e foi obrigado a aposentar-se?
    Bração……

     
    • Proftel

      setembro 29, 2011 at 7:35 am

      HRP:

      É por aí, infelizmente.

      :-/

       
  10. Proftel

    setembro 29, 2011 at 3:22 am

    Provavelmente esse Post será inócuo.

    De boa.

    🙂

     
    • Jose Mario HRP

      setembro 29, 2011 at 10:40 am

      Alex, errou!
      A turma está gostando.

       
      • Proftel

        outubro 6, 2011 at 1:42 am

        HRP:

        Dei a cara a tapa nessa, a intenção era mostrar a diferença entre juizes concursados como no Brasil e juizes escolhidos/eleitos entre os mais velhos advogados na região como fazem os ingleses e norte-americanos.

        O “Como se “Fabrica” um Juiz” tinha também a intenção de como eles são como nós, a maioria dos Juizes de hoje em dia não sabe que eles não eram “Excelência” no Império, eram “Cidadãos” nas Comarcas.

        Transcrevi inúmeros documentos antigos de 1.700 a 1.800, os juízes da época não tinham a empáfia de hoje, pode crer, eram muito mais “gente”, humildes, soberbos na acepção da palavra. Moravam, nem sempre residiam onde atuavam, eram nascidos a maioria na região onde atuavam. Eram nomeados sim mas, justos, tinham mais tempo é certo.

        Estou cansado, pode crer, vou nessa, bração aí.

        🙂

         

Obrigado pelo seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: