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Dois artigos:

09 out

Wall Street: a ocupação necessária

Por sua pertinência e poder de síntese a bandeira que nasceu com um acampamento singelo em Nova Ioque há menos de um mês ganhou rapidamente o foco mundial . Pode se tornar uma espécie de resposta-síntese da sociedade aos dogmas, mantras e salmos dos mercados que jogaram o mundo na maior crise do capitalismo desde 29 e insistem em aprisionar a humanidade dentro dela. ‘Ocupar Wall Street’ tem fôlego histórico para ser uma espécie de ‘pão, paz e trabalho’ do século XXI.

Saul Leblon

Reduzir o tamanho do sistema financeiro tem sido uma prescrição freqüente na boca de economistas não ortodoxos, quando o assunto é reverter a crise mundial e retomar o controle da economia nas mãos sociedade. Ou , como resumem os indignados norte-americanos indo diretamente ao ponto simbólico da questão: ‘Ocupar Wall Street’.

Por sua pertinência e poder de síntese a bandeira que nasceu com um acampamento singelo em Nova Ioque há menos de um mês ganhou rapidamente o foco mundial . Pode se tornar uma espécie de resposta-síntese da sociedade aos dogmas, mantras e salmos dos mercados que jogaram o mundo na maior crise do capitalismo desde 29 e insistem em aprisionar a humanidade dentro dela. ‘Ocupar Wall Street’ tem fôlego histórico para ser uma espécie de ‘pão, paz e trabalho’ do século XXI.

É preciso ter em conta, porém, o tamanho da ‘ocupação necessária’. A crueza no discernimento do jogo é crucial para um movimento cujo principal legado será arguir, afrontar e transformar plataformas e programas que se propõem a superar a crise atual. Para que a mobilização persiga de fato os fundamentos de sua bandeira, será necessário em algum momento decodificá-la do simbolismo contundente em objetivos concretos. Não necessariamente isso ocorrerá nas assembléias da praça da Liberdade. Mas Atenas, Madrid, Lisboa, Londres, Tel Aviv, Santiago e agora Wall Street já demonstraram que só as ruas tem o calibre e a densidade necessária para derrubar ou pautar governos, refundar ou enterrar partidos, fortalecer ou descartar lideranças. A esperança do mundo é de que seja assim também nas eleições presidenciais de 2012 nos EUA , com as ruas opondo contrapesos claros ao extremismo conservador e à hesitação democrata.

Se assim o fizer, ‘Ocupe Wall Street’ terá cumprido a missão de transformar a disputa sucessória de Obama no palco mundial de um embate pedagógico – que a mídia ofusca – entre os interesses devastadores dos chamados ‘livres mercados’ e as forças que buscam uma alternativa solidária, democrática, ambientalmente viável ao longo crepúsculo neoliberal.

A resistência a isso, como tem experimentado na carne os indignados de Atenas, não pode ser subestimada.

Hoje, 20 maiores bancos do mundo entrelaçam o mercado global
formando um poder financeiro superior ao de dezenas de países e governos juntos.

Dez maiores empresas gestoras de fundos de investimentos controlam US$ 17,4 trilhões – uma riqueza financeira 20% superior ao PIB dos EUA. Oito vezes o tamanho do Brasil.

A desproporção pode ser resumida num dado: o orçamento da FAO, o principal organismo da ONU para cuidar da segurança alimentar e da agricultura é de US$ 1 bi. Parece muito, mas equivale a destinar um dólar per capita/ano aos quase 1 bilhão de famintos existentes no mundo. É nada. Alguns países ameaçam reduzir ainda mais esse orçamento composto de contribuições internacionais. Na zona do euro a prioridade de muitos governantes, inclusive os social-democratas, tem sido cortar despesas fiscais para remunerar com juros mais altos os compradores de sua dívida. Uma tentativa pírrica de evitar que os fundos especulativos batam em retirada do mercado mas que apenas lubrifica a beira do abismo: arrocho fiscal ,como lembrou a Presidenta Dilma, gera mais recessão ,com quedas proporcionais de receitas públicas que impõem novos degraus de endividamento.

Sem reduzir o tamanho do setor financeiro na economia – e, portanto, seu poder discricionário sobre a política fiscal, o Estados e os partidos – fica muito difícil romper essa lógica autopropelida de submissão e sangramento. Um exemplo resume todos os demais. O fundo Pimco comanda sozinho um volume de recursos próximo ao do PIB brasileiro (US$ 1,3 tri). A diferença é que estamos falando de um canhão de liquidez giratório, desvinculado de qualquer outro compromisso exceto a rentabilidade máxima. Com a mira nesse alvo móvel, o Pimco deixou de financiar a Espanha em 2010.
Abruptamente.

Ao fazê-lo ergueu a bandeira da suspeição sobre a solvência do país anabolizando a fuga da manada que costuma se pautar pelo trote dos grades mamíferos do mercado. Este ano, o Pimco, que tem como ‘CEO’ (chief executive officer) um desses heróis do capitalismo, Mohamed A. El-Erian, uma espécie de Stev Jobs da especulação com irrepreensível folha corrida de metas de rentabilidade alcançadas, deixou de financiar bancos do euro no mercado de curto prazo. A decisão unilateral e novamente abrupta, como manda a estratégia do ‘esfole a presa e fuja primeiro’, agravou a instabilidade do combalido sistema bancário do euro.

Movimentos desses gigantescos répteis especulativos funcionam como um grito de ‘fogo’ aos aplicadores, gerando quedas drástica do valor dos bancos em bolsa e o pagamento de juros crescentes pelos governos.
O epicentro da crise mundial transita assim para a explosiva fronteira bancária, onde abutres do tipo Pimco raspam os ossos antes do vôo mortal de despedida. Ensaios registrados nas últimas semanas – a quebra do banco franco-belga Dexia, por exemplo – sugerem que as exéquias de um explosivo ‘Lehman Brothers do euro’ podem estar próximas.

A lenta capacidade de iniciativa das lideranças políticas do euro -colonizadas pelo poder financeiro que deveriam disciplinar – e a resistência a resgates em massa sinalizam dias piores para a banca européia. Acenos do tipo ‘agora vai’ esboçados por Sarkozy e Merkel ao final de suas incontáveis cúpulas ‘decisivas’ tem cada vez menor efeito anestésico nos mercados.

É contra esse poder desproporcional e desordenada, em retirada destrutiva para lugar nenhum, que o ‘Ocupe Wall Street’ se insurge e pode cumprir um papel esclarecedor na mobilização e forças e projetos em sentido contrário.

Um desafio crucial será escapar do ardil moralista que condena protagonistas mas absolve o enredo.

Bancos e juros não são uma invenção do diabo, mas a essência do capitalismo. Seu papel no sistema é estratégico na mobilização e gestão dos capitais dispersos que, na forma de capital a juro, propiciam um salto de escala e qualidade ao gerar crédito e recursos para a demanda e o investimento ampliado em meios de produção. O crédito nesse processo funciona como uma antecipação do futuro para a demanda, contornando a crise de superprodução de mercadorias – mas não a de capitais, como se vê nesta crise – implícita num sistema baseado na mais-valia.

A expansão do capital financeiro rompe as fronteiras estanques da acumulação e pavimenta um novo padrão de reprodução do sistema, turbinando sua abrangência e poder no espaço mundial. Portanto, estamos diante de um poder estruturado, enraizado e obstinado em sua lógica de extrema funcionalidade e contundência, unicamente controlável através da estatização pura e simples ou da submissão impositiva a regras de repressão estatal de extremo rigor e abrangência. Em resumo, o oposto da desregulação disseminada no ciclo neoliberal que degenerou as atribuições operacionais das finanças, calcificando a supremacia de um poder paralelo e supranacional.

A autonomia conquistada pelo capital a juros, com o desmonte regulatório do sistema de coerção das finanças nascido na equação da crise de 29, consolidou a expansão ilimitada da liquidez, a metástase dos fundos especulativos, a hipertrofia do crédito e do endividamento (de consumidores também, mas sobretudo de Estados que renunciaram à taxação da riqueza para torná-la acionista da dívida pública a juros), os derivativos, os hedges , o carry trade, as bolsas e uma miríade de operações e circuitos do dinheiro arisco.

A entropia dessa lógica vem destruindo volumes descomunais de capitais fictícios desde 2007 e mobilizando sacrifícios sociais gigantescos para salvá-los com injeções de recursos subtraído das urgências da sociedade. As bolsas mundiais perderam a bagatela de US$ 22 trilhões em 2008. Os maiores bancos franceses já perderam este ano cerca de 45% de seu valor de mercado de suas ações. Ainda assim é insuficiente para reverter um poder que não deriva apenas de sua ubiquidade econômica, mas também do enraizamento ideológico no aparelho de Estado, na mídia –vide o jogral contra a redução dos juros no Brasil; no mundo acadêmico e no ambiente dos negócios em geral. A obsessão mórbida pela liquidez (a juros) –para emprestar a frase de Keynes– tornou-se o valor máximo a perseguir, a contrapelo dos valores da democracia e das prioridades do desenvolvimemto.

‘Ocupar Wall Street’ tem esse sentido de uma rebelião reordenadora contra a lógica que subtrai recursos à saúde e à educação pública no Brasil; frauda o escrutínio das urnas na Espanha e corrói o emprego nos EUA e em dezenas de outras nações, regurgitando juros sobre juros numa autofagia inútil e sem controle. Mesmo em inglês, o grito que partiu da Praça da Liberdade, em Nova Iorque, encontrou empatia imediata em todos os idiomas e agruras do mundo porque fala ao sentimento intuitivo de todos os povos: é preciso enfrentar o cerne do capitalismo em nosso tempo.

Fonte:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18658

O declínio e a queda da decadência americana JOSEPH S. NYE


O ESTADÃO – 09/10/11

Apesar de previsões sombrias sobre definhamento econômico e perda de liderança global para a China, economia dos Estados Unidos ainda se mantém produtiva

Os Estados Unidos atravessam tempos difíceis. A recuperação pós-2008 é muito lenta, e alguns observadores temem que os problemas financeiros da Europa ameacem a economia americana e mundial provocando uma segunda recessão.

Além disso, a política americana continua paralisada na questão do orçamento, e um compromisso será ainda mais difícil às vésperas das eleições de 2012, quando os republicanos esperam que os problemas econômicos os ajudem a derrubar o presidente Barack Obama. Em tais circunstâncias, muitos preveem o declínio dos EUA, principalmente em relação à China.

E não são apenas os especialistas que afirmam isto. Uma recente pesquisa da Pew concluiu que, em 15 dos 22 países pesquisados, a maioria das pessoas acredita que a China tomará o lugar ou já tomou o lugar dos EUA como “a maior superpotência mundial”. Na Grã-Bretanha, a porcentagem dos que colocam a China em primeiro lugar subiu de 34%, em 2009, para 47%.

Tendências semelhantes são evidentes na Alemanha, Espanha e França. Na realidade, a pesquisa constatou as previsões mais pessimistas em relação aos EUA entre os nossos mais antigos aliados do que na América Latina, no Japão, na Turquia e na Europa Oriental. Os próprios americanos estão igualmente divididos quanto à possibilidade de a China superar os EUA como superpotência global.

Tais sentimentos refletem o lento crescimento e os problemas fiscais que se seguiram à crise financeira de 2008, mas têm precedentes históricos. Os americanos muitas vezes avaliaram seu poderio de maneira incorreta. Nos anos 50 e 60, depois do Sputnik, muitos achavam que os soviéticos ganhariam dos EUA; na de 80, seriam os japoneses. Agora são os chineses. Mas, enquanto a dívida dos EUA está prestes a se equiparar à renda nacional em toda uma década, e o seu desastrado sistema político não consegue solucionar os problemas fundamentais do país, será que os que vaticinam o declínio estão finalmente certos?

Muito dependerá das incertezas – frequentemente subestimadas – provocadas pelas futuras mudanças políticas na China. O crescimento econômico levará a China mais perto dos EUA no que se refere ao poderio em algumas áreas, mas isto não significa necessariamente que a China superará os EUA como país mais poderoso.

O Produto Interno Bruto (PIB) da China quase certamente ultrapassará o dos EUA no prazo de uma década, em razão de sua população e da sua impressionante taxa de crescimento econômico. Mas, em termos de renda per capita, a China não igualará os EUA por muitas décadas, se é que algum dia conseguirá.

Além disso, mesmo que a China não venha a sofrer graves problemas políticos internos, muitas projeções atuais tem base simplesmente no crescimento do PIB. Elas ignoram as vantagens da força militar e do poder brando dos EUA, bem como as desvantagens geopolíticas da China.

Japão, Índia e outros que tentam contrabalançar o poderio da China, aceitam com entusiasmo a presença americana. É como se o México e o Canadá procurassem uma aliança com a China para contrabalançar os EUA na América do Norte.

Produção. Quanto ao declínio absoluto, os EUA de fato têm problemas concretos, mas a economia americana se mantém extremamente produtiva. Os EUA continuam em primeiro lugar em gastos totais com Pesquisa e Desenvolvimento; no ranking das universidades, são os primeiros em Prêmios Nobel e os primeiros nos índices de empreendedorismo.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, que divulgou no mês passado seu relatório anual sobre competitividade econômica, os EUA são a quinta economia mais competitiva do mundo (depois das pequenas economias da Suíça, Suécia, Finlândia e Cingapura). A China está apenas em 26.º lugar.

Além disso, os EUA estão na frente no que se refere a tecnologias avançadas como a biotecnologia e a nanotecnologia. Não parece um quadro de declínio econômico absoluto.

Alguns observadores temem que a sociedade americana se torne esclerosada, como a da Grã-Bretanha no auge do seu poderio um século atrás. Mas a cultura americana é muito mais empreendedora e descentralizada do que era a da Grã-Bretanha então, quando os filhos dos industriais buscavam títulos aristocráticos e honrarias em Londres.

E apesar dos temores recorrentes ao longo de sua história, os EUA colhem os benefícios da imigração. Em 2005, 25% das start-ups tinham contado com a contribuição dos imigrantes na década anterior.

Como Lee Kuan Yew, de Cingapura, me disse, a China pode usar os talentos de 1,3 bilhão de pessoas, entretanto, os EUA podem utilizar os talentos de sete bilhões de pessoas em todo o mundo, e podem fundi-los numa cultura diferente que aprimora a criatividade de uma maneira nunca vista pelo nacionalismo han.

Muitos comentaristas estão preocupados com o ineficiente sistema político americano. De fato, os pais fundadores dos EUA criaram um sistema de freios e contrapesos destinado a preservar a liberdade em detrimento da eficiência.

Além disso, os EUA experimentam agora um período de intensa polarização partidária. Mas a política suja não é uma novidade nos EUA: a época da sua fundação não foi exatamente um idílio de pacíficas deliberações. O governo e a política americana sempre registraram episódios desse tipo, e, embora eclipsados pelos melodramas dos dias de hoje, às vezes eram até piores do que os atuais.

Os EUA enfrentam graves problemas: dívida pública, baixo nível da educação secundária e impasse político, para mencionar apenas alguns. Mas é preciso lembrar que estes problemas são apenas uma faceta do quadro geral – e, em princípio, podem ser solucionados no longo prazo.

Previsões. É importante distinguir estes problemas dos que, em princípio, não podem ser resolvidos. Evidentemente, não se sabe ao certos se os EUA conseguirão adotar as soluções disponíveis; várias comissões propuseram planos viáveis para mudar a trajetória da dívida americana elevando os impostos e reduzindo os gastos, mas a viabilidade não é garantia de que serão adotados. No entanto, Lee Kuan Yew provavelmente está certo quando afirma que a China “representará um enorme desafio para os EUA”, mas não conseguirá superá-los em termos do seu poderio global na primeira metade deste século.

Se for assim, as sombrias previsões de um declínio americano absoluto se revelarão tão equivocadas quanto previsões do mesmo teor feitas em décadas passadas. E, em termos relativos, embora a “ascensão do resto” signifique que os EUA serão menos dominantes do que eram outrora, isto não significa que a China necessariamente os substituirá como maior potência mundial. /

JOSEPH S. NYE TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

Fonte:

http://arquivoetc.blogspot.com/2011/10/o-declinio-e-queda-da-decadencia.html

 
30 Comentários

Publicado por em outubro 9, 2011 em Uncategorized

 

30 Respostas para “Dois artigos:

  1. Patriarca da Paciência

    outubro 12, 2011 at 6:44 am

    Sem dúvida nenhuma Marx foi um dos melhores profetas.

    Vejam só isto:

    Os donos do capital incentivarão a classe trabalhadora a adquirir, cada vez mais, bens caros, casas e tecnologia, impulsionando-a cada vez mais ao caro endividamento, até que sua dívida se torne insuportável. (1867)

    Karl Marx

     
  2. Patriarca da Paciência

    outubro 11, 2011 at 10:21 am

    Já dizia o Dr. Freud, de origem judia, que é um erro se falar em “História Antiga, História Medieval, História Moderna, História Contemporânea” etc.

    Enquanto alguns, mesmo na antiguidade, podem ser considerados bem modernos, outros, mesmo agora, podem ser considerados como remanescentes da Idade da Pedra Lascada.

    Isso está mesmo acontecendo?

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/10/111010_judeus_ortodoxos_escola_bg.shtml

     
    • Jose Mario HRP

      outubro 11, 2011 at 10:32 am

      Piração sem par que está levando Israel de volta a idade média e ao obscurantismo.
      Ortodoxia ou intolerancia?

       
    • Robertão

      outubro 11, 2011 at 4:27 pm

      acho que esse tipo de intolerancia a gente encontra em todo canto. é o tal fantismo religioso que infelizmente não é exclusivo de um grupo ou um povo. uns apedrejam mulheres, outros chutam a santa. tem até auto flagelação…

       
      • Patriarca da Paciência

        outubro 12, 2011 at 5:01 am

        Realmente, Robertão,

        encontra-se em muitos lugares, mas um grupo de pessoas gostar de andar fantasiado de “zé do caixão” tudo bem, agora, ficar jogando pedras e fezes em crianças, simplesmente porque não querem andar fantasiadas do mesmo jeito, é algo que ultrapassa totalmente a normalidade.

        Como podem existir tais pesssoas em pleno século XXI?

         
  3. Jose Mario HRP

    outubro 11, 2011 at 7:31 am

    Moça que foi atingida por tiro de bandido no semáforo em Sampa corre risco de perder a visão de um olho, sendo que a moça é estudante da USP, boa filha e orgulho da familia.
    Culpados?
    Nós que deixamos vender armas nas lojas!
    Aqueles que votaram pelas armas no plebiscito.
    A arama era uma Taurus, fabricada made in Brazil!
    Roubada de seu dono.

     
  4. BRANCALEONE

    outubro 10, 2011 at 11:38 pm

    A graaaaaaaaande m… do fim dos EUA como maior potencia mundial é qual país vai tomar o lugar dele…
    Ou voces acham que o mundo vai ficar sem um “xerife”, sem um “gerente”? Fala sério!!!
    Nos últimos 5000 anos sempre teve um nação mandando nas outras, seja por meios militares ou por meios econômicos.
    Cá para mim acho que o próximo valentão do planeta vai ser a China – e aí sim, vamos ter saudades do ianques.

     
  5. BRANCALEONE

    outubro 10, 2011 at 11:04 pm

    E a propósito, boa parte dos que estão agora acampados por lá até uns meses atrás “mamavam” desbragadamente nas tetas capitalistas e agora, que o “bicho pegou” querem arrego…
    Ou seja, enquanto estavam ganhando o jogo, tudo estava bem e que se danassem os os desvalidos. Agora que eles estão perdendo, choram e dá-lhe acampar e protestar.
    Basta a economia americana dar uma aquecidinha e eles recuperarem seus empreguinhos e pronto, todos voltam a morar em seus apartamentinhos e curtir suas vidinhas.
    Às vezes se ganha, às vêzes se perde. Não se ganha sempre nem se perde todas (exceção ao meu Atlético Parananense…) – è a vida.

     
  6. BRANCALEONE

    outubro 10, 2011 at 10:57 pm

    Ta errei uma parte do texto, mas voces entenderam…

     
  7. BRANCALEONE

    outubro 10, 2011 at 10:55 pm

    Se tem uma coisa que me irrita nos que anunciam e torcem pelo fim do capitalismo é a inexistência de opção. Não existe um plano “B”.
    Tem é claro os que acreditam numa era de “paz e amor”, na “autodeterminação dos povos” e pasmem, num renascer do comunismo e de um socialismo deturpado ou uma mistura disso tudo que no fim não vai dar em nada ou pior, vai esculhambar tudo de uma vez.
    Que o capitalismo precisa de mudanças é inegável e até evolutivo já que este sistema é biológico e natural – justamente o oposto dos sistemas de esquerda.
    De qualquer maneira, pode-se afirmar que o capitalismo vai se ajeitar, se adaptar e depois de alguns entreveros, crises mundiais et caterva, vai voltar a ser o que sempre foi.
    Emboramente o pessoal da esquerda insista e torça para que tudo se disgraceie de vez e o mundo mergiulhe num caos econômico e social tão ao gosto do velho Marx, as coisas não vão ficar tão ruins ao ponto de se pensar em pensamentos esquerdóides. Não existe nenhuma crise econômica, nenhuma praga, maldição ou catástrofe grande e universal o suficiente para fazer com que humanos decentes e inteligentes adotem o comunismo como forma de vida.
    A grande diferença entre as economias e de esquerda é que as economias de esquerda são castelos feitos cartas de baralho e as de direita feitas de blocos de rocha. Ambos podem ser derrubados só que um deles é bem mais dificil e nunca desaba totalmente…

     
    • Jesus era Comunista

      outubro 11, 2011 at 7:44 am

      Companheiro Brancaleone

      O Capitalismo é tão bom quanto o comunismo.

      O problema não é o capitalismo nem o socialismo. A grande merda deste mundo somos nós.

      Na hora em que nós formos fraternos, ou seja, nós envidarmos esforços para que o próximo tenha o que nós temos, vai acabar roubo, tráfico de armas, tóxico, etc.

      O socialismo ou comunismo só pode ser implantado quando nós formos fraternos. Não adianta impor comunismo ou socialismo se nós chipas não formos fraternos. Daí o comunismo russo ou de Marx não ter ido para frente.

      Em relação a violência nós estamos no mesmo ponto que o comunismo russo estava perto do seu fim. Preferimos pagar a polícia para ir atrás dos bandidos do que acabar a causa da violência, a fome, a falta de perspectiva e a falta de educação.

      O apedeuta Lula resolveu dar uma esmola para o povo fudido, na realidade ele estava sendo fraterno por você, por mim, por nós. A economia bombou, ele aumentou o mercado, e graças ao apedeuta sua vida melhorou.

      O comunismo e o socialismo é algo totalmente fora de cogitação para os chipas. Porque estes modos de vida é a fraternidade máxima, coisa que nós nem pensamos em ser ainda.

      Em relação á:

      “A grande diferença entre as economias e de esquerda é que as economias de esquerda são castelos feitos cartas de baralho e as de direita feitas de blocos de rocha. Ambos podem ser derrubados só que um deles é bem mais dificil e nunca desaba totalmente…”

      Não explica nada, só afirma algo totalmente sem nexo, representa algo totalmente sem nexo, você nunca viu as ruínas romanas?

      Ninguém, pelo menos eu, acha nada diferente de você quando afirma que o povo americano sai das ruas assim que a coisa melhorar.

      Agora tem uma coisa mais importante de tudo: É o povo nesta busca pelas causas da sua infelicidade começar a ver que a elite que governa os USA tá se lixando para o povo dos USA, estão apenas preocupados em um plano louco de domínio econômico mundial, começando pelo domínio da petróleo, aliás este fato, do domínio do petróleo, se eles, o povo, estivessem com o bolso cheio estariam nas ruas apoiando.

      Afinal somos chipas.

       
  8. Jose Mario HRP

    outubro 10, 2011 at 6:10 am

    Para entender a decadencia euro/americana voce pode começar por assistir o filme “Il Dico” sobre a vida de Giulio Androtti e a nojeira que foi a vida politica italiana dos 60 até bem pouco tempo e depois pesquisar por aí a vida de Andreotti e sua influencia sobre movimentos que foram insuflados artificialmente como o de Cesare Battisti , um ingenuo na mão de tigres!
    Quando de seu julgamento no Brasil, gargalhei com os comentários direitistas de gente absolutamente sem conhecimento ou informações sobre todos aqueles anos de barbarie na Italia, eivados de ódio ao “terrorista”!
    Quão provincianos e patéticos eram me alegravam mais pois fica patente como nossa oposição é danosa ao país e foi responsavel por 04 décadas de atraso e ridículo por que passamos.
    A Itália marcando passo de hoje , endividada e sem iniciativas é o que sobrou da lambança de Moro, Andreotti , Berllusconni, Riina e tantos outros inescrupulosos que mandaram naquele país.
    E ainda falamos dos nossos ratinhos, e eu me delicio lendo sobre aqueles monstros italianos sendo desmascarados por milhares de assassinatos…..Eles sim cancro que não foi eliminado.
    E , nós…….lamurientos achamos, ainda, que a europa é exemplo de alguma coisa.

     
  9. FDA

    outubro 10, 2011 at 3:49 am

    Caro Profitel

    Permita-me essa intrusão no seu blog. Nossa colega, a psicanalista siriana Nached Rafah, foi presa sábado 10/09 a 1H30 (hora de Damasco) no aeroporto de Damasco pela serviço de inteligência siriana (Policia Secreta da Siria).

    Não sabemos as razões de sua prisão. Nenhuma informação pode ser obtida das autoridades sirianas.

    O compromisso profissional de Nached Rafah é científico e humanitário.

    Essa petição tem por finalidade exigir a libertação imediata de Nached Rafah.

    Por essa razão convidamos a todos participarem deste elam de solidariedade pela liberação de Nached Rafah, divulgando essa informação, ou assinando aqui esta petição.

    http://www.oedipe.org//phpPetitions/index.php?petition=3

    Mais informação sobre à prisão de Nached Rafah vejam aqui:

    http://madame.lefigaro.fr/societe/personnalite-hors-norme-041011-181526

    http://blogs.mediapart.fr/edition/contes-de-la-folie-ordinaire/article/130911/appel-la-liberation-de-la-psychanalyste-raf

    http://syrie.blog.lemonde.fr/2011/09/11/arrestation-de-la-psychanalyste-syrienne-rafah-nached/
    http://souriahouria.com/

    PS: Aos comentaristas que decididamente não tem nada o que fazer da vida, que vivem comentando coisas inúteis e fúteis, tai uma boa razão para fazerem algo de UTIL, JUSTO e BENEFICO…

    Conto com vcs, viu cambada de incompetentes…..Mostrem de que vcs podem tambem ser capazes..

    Fui………

     
    • Jesus era Comunista

      outubro 11, 2011 at 8:15 am

      Viche, FDA tava preso lá nos comentrários.

      Aliás comentrários é uma nova palavra para representar os comentários do FDA, hehehe

      Companheiro FDA, se achegue, você não aguenta mesmo ficar longe do Alfalante, confessa.

      O Alfalante é o crack do FDA. hehehe

       
      • Jesus era Comunista

        outubro 11, 2011 at 5:52 pm

        FDA

        Acertei em cheio quando disse que você nunca foi nem nunca será um filósofo, você quando muito era um psicólogo.

        hehehehehe

         
  10. Patriarca da Paciência

    outubro 9, 2011 at 9:52 pm

    “Acho que devemos abandonar a idéia de um crescimento econômico infinito”.
    Nesta frase de uma manifestantes, creio que está a essência do movimento.

    Não acredito que os Estados Unidos desmorone ou perca sua importância.

    Continuará uma grande nação e uma das maiores economias do mundo.

    Mas certamente serão ultrapassados pela China e muitas economias, inclusive o Brasil, ganharão importância.

    Uma melhor distribuição de riquezas resolverá totalmente o problema dos norte-americanos.

    A coisa não é tão trágica assim!

     
    • Jesus era Comunista

      outubro 11, 2011 at 5:54 pm

      Patriarca

      Resta saber se quem tem vai dar a quem não tem. E isso pode ser o início do fim.

       
      • Patriarca da Paciência

        outubro 12, 2011 at 7:16 am

        Fred,

        Não estou lembrado da frase correta mas parece que o velho e bom Karl Marx falou algo mais ou menos assim:

        “Sempre que a humanidade necessita, a solução para os problemas surge no momento apropriado.”

        É aquela história do Malthus que, de acordo com os cientistas, estava completamente correto em seus cálculo de prever uma grande carência de alimentos no mundo. Só que ele não contava com o aparecimento da tecnologia agro-industrial e aconteceu justamento ao contrário – hoje há uma grande abundância de alimentos no mundo.

         
        • Jesus era Comunista

          outubro 12, 2011 at 1:16 pm

          Patriarca

          Maktub

           
  11. ANA GENILIA da COSTA

    outubro 9, 2011 at 6:05 pm

    Tá na cara que essa colafina é da estrutura GLOBAL, ou resumindo tudo, é defensora do ex gigante caido mas artificialmente é mantido em pé por pura conveniência histórica dos seus aliados, que hoje em dia, olham, e ENXERGAM o rei agonizante. Por uma questão de manter a paz, fingem não verem as chagas do DITADOR ASSASSINO MÓR que agoniza. Foi-se o tempo de reinado sangrento, e indigesto para nós, os quase 7 bilhões de almas. THE END, esta é a palavra, e não precisamos continuar lustrando a coroa de um EX rei que JAZ.

    Abraços.

    Ana

     
    • Colafina

      outubro 10, 2011 at 12:24 am

      Admirável o seu dom da onisciência, que enquadra e rotula uma pessoa sobre a qual demonstra não ter a menor idéia de quem seja.

       
  12. Colafina

    outubro 9, 2011 at 3:55 pm

    Em que pese a antipatia interplanetária em relação aos EUA, o mundo todo precisa torcer pela sua recuperação econômica, pois se eles quebrarem, meio mundo que mantêm suas reservas lastreadas em dólar americano balançarão feio. Incluídos aí a China — o maior credor dos americanos, e o Brasil, guardadas as proporções.

     
    • Proftel

      outubro 9, 2011 at 4:07 pm

      Colafina:

      A China tem outra opção: meter os ferros no mercado interno.

      Gente pra comprar há aos montes.

      🙂

       
      • GENI ZEPELIN

        outubro 10, 2011 at 10:29 am

        Proftel, a China tem um imenso potencial de mercado interno sim, mas aquele volume enorme de

        eventuais compradores ainda está limitado, pela renda média, a consumir produtos e serviços

        básicos.

        Claro que desenvolvido o mercado interno, a China poderia mesmo dar uma banana pro resto do

        mundo. Mas como evoluir na renda média se lá a batalha pelo emprego é feroz e os “patrões”

        usam isso para achatar os salários e os ganhos dos empregados?

        Tá aí o nó górdio da questão!

        Beijocas e Namastê, Proftel 🙂

        GENI ZEPELIN

         
  13. Proftel

    outubro 9, 2011 at 3:14 pm

    Se estivesse nesse protesto criaria um cartaz assim:

    “Devo, pago quando puder.”

    hehe.

    Sugeriria um calote geral e irrestrito por parte dos governos dos EUA à Somália, um “fuck-you” pra Banca.

    🙂

     
  14. Proftel

    outubro 9, 2011 at 3:03 pm

    Pessoal, achei esse texto uma “paulada”.

    🙂

     
    • Proftel

      outubro 9, 2011 at 4:08 pm

      esse texto = esse primeiro texto

      🙂

       

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