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Soledad, a mulher do Cabo Anselmo

17 out

Quem foi, quem é Soledad Barrett Viedma? Qual a sua força e drama, que a maioria dos brasileiros desconhece? De modo claro e curto, ela foi a mulher do Cabo Anselmo, que ele entregou a Fleury em 1973. Sem remorso e sem dor, o Cabo Anselmo a entregou grávida para a execução. Com mais cinco militantes contra a ditadura, no que se convencionou chamar “O massacre da granja São Bento”. Esse crime contra Soledad Barrett Viedma é o caso mais eloquente da guerra suja da ditadura no Brasil. O artigo é de Urariano Mota.

Urariano Mota

Nota da Redação: O programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, entrevista nesta segunda, às 22 horas, o ex-militar José Anselmo dos Santos, o Cabo Anselmo, ex-participante de um motim na Marinha, nos anos 60, que, após um período de exílio em Cuba, voltou para o Brasil, foi preso e delatou perseguidos políticos ao delegado Sérgio Paranhos Fleury, do DOPS. A lista de denunciados incluiu sua companheira, Soledad Viedma, que acabou torturada e morta pela ditadura. A TV Cultura escolheu o Cabo Anselmo como entrevistado para marcar a estreia de Mario Sergio Conti, ex-diretor da Veja e atual diretor de redação da revista Piauí, na condução do programa.

A escolha se dá justo no momento em que se discute no Brasil a instalação da Comissão da Verdade, que enfrenta muita resistência de setores que insistem em manter na penumbra fatos ocorridos em um dos períodos mais tenebrosos da história do Brasil. Publicamos a seguir um artigo do escritor Urariano Mota, autor de um livro sobre Soledad Viedma.

********************************

Em 1970, de volta ao Brasil, Anselmo foi preso pela ditadura militar. Em troca da liberdade, delatou perseguidos políticos ao delegado Sérgio Paranhos Fleury, do Dops. A lista de denuciados incluía sua namorada, Soledad Viedma, que acabou morta devido à tortura.

Quem lê “Soledad no Recife” pergunta sempre qual a natureza da minha relação com Soledad Barrett Viedma, a bela guerreira que foi mulher do Cabo Anselmo. Eu sempre respondo que não fomos amantes, que não fomos namorados. Mas que a amo, de um modo apaixonado e definitivo, enquanto vida eu tiver. Então os leitores voltam, até mesmo a editora do livro, da Boitempo: “mas você não a conheceu?”. E lhes digo, sim, eu a conheci, depois da sua morte. E explico, ou tento explicar.

Quem foi, quem é Soledad Barrett Viedma? Qual a sua força e drama, que a maioria dos brasileiros desconhece? De modo claro e curto, ela foi a mulher do Cabo Anselmo, que ele entregou a Fleury em 1973. Sem remorso e sem dor, o Cabo Anselmo a entregou grávida para a execução. Com mais cinco militantes contra a ditadura, no que se convencionou chamar “O massacre da granja São Bento”. Essa execução coletiva é o ponto. No entanto, por mais eloquente, essa coisa vil não diz tudo. E tudo é, ou quase tudo.

Entre os assassinados existem pessoas inimagináveis a qualquer escritor de ficção. Pauline Philipe Reichstul, presa aos chutes como um cão danado, a ponto de se urinar e sangrar em público, teve anos depois o irmão, Henri Philipe, como presidente da Petrobras. Jarbas Pereira Marques, vendedor em uma livraria do Recife, arriscou e entregou a própria vida para não sacrificar a da sua mulher, grávida, com o “bucho pela boca”. Apesar de apavorado, por saber que Fleury e Anselmo estavam à sua procura, ele se negou a fugir, para que não fossem em cima da companheira, muito frágil, conforme ele dizia. Que escritor épico seria capaz de espelhar tal grandeza?

E Soledad Barrett Viedma não cabe em um parêntese. Ela é o centro, a pessoa que grita, o ponto de apoio de Arquimedes para esses crimes. Ainda que não fosse bela, de uma beleza de causar espanto vestida até em roupas rústicas no treinamento da guerrilha em Cuba; ainda que não houvesse transtornado o poeta Mario Benedetti; ainda que não fosse a socialista marcada a navalha aos 17 anos em Montevidéu, por se negar a gritar Viva Hitler; ainda que não fosse neta do escritor Rafael Barrett, um clássico, fundador da literatura paraguaia; ainda assim… ainda assim o quê?

Soledad é a pessoa que aponta para o espião José Anselmo dos Santos e lhe dá a sentença: “Até o fim dos teus dias estás condenado, canalha. Aqui e além deste século”. Porque olhem só como sofre um coração. Para recuperar a vida de Soledad, para cantar o amor a esta combatente de quatro povos, tive que mergulhar e procurar entender a face do homem, quero dizer, a face do indivíduo que lhe desferiu o golpe da infâmia. Tive que procurar dele a maior proximidade possível, estudá-lo, procurar entendê-lo, e dele posso dizer enfim: o Cabo Anselmo é um personagem que não existe igual, na altura de covardia e frieza, em toda a literatura de espionagem. Isso quer dizer: ele superou os agentes duplos, capazes sempre de crimes realizados com perícia e serenidade. Mas para todos eles há um limite: os espiões não chegam à traição da própria carne, da mulher com quem se envolvem e do futuro filho. Se duvidam da perversão, acompanhem o depoimento de Alípio Freire, escritor e jornalista, ex-preso político:

“É impressionante o informe do senhor Anselmo sobre aquele grupo de militantes – é um documento que foi encontrado no Dops do Paraná. É algo absolutamente inimaginável e que, de tão diferente de todas as ignomínias que conhecemos, nos faltam palavras exatas para nos referirmos ao assunto.

Depois de descrever e informar sobre cada um dos cinco outros camaradas que seriam assassinados, referindo-se a Soledad (sobre a qual dá o histórico de família, etc.), o que ele diz é mais ou menos o seguinte:

‘É verdade que estou REALMENTE ENVOLVIDO pessoalmente com ela e, nesse caso, SE FOR POSSÍVEL, gostaria que não fosse aplicada a solução final’.

Ao longo da minha vida e desde muito cedo aprendi a metabolizar (sem perder a ternura, jamais) as tragédias. Mas fiquei durante umas três semanas acordando à noite, pensando e tentando entender esse abismo, essa voragem”.

Esse crime contra Soledad Barrett Viedma é o caso mais eloquente da guerra suja da ditadura no Brasil. Vocês entendem agora por que o livro é uma ficção que todo o mundo lê como uma relato apaixonado. Não seria possível recriar Soledad de outra maneira. No título, lá em cima, escrevi Soledad, a mulher do Cabo Anselmo. Melhor seria ter escrito, Soledad, a mulher de todos os jovens brasileiros. Ou Soledad, a mulher que apredemos a amar.

(*) Urariano Mota, 59 anos, é natural de Água Fria, subúrbio da zona norte do Recife. Escritor e jornalista, publicou contos em Movimento, Opinião, Escrita, Ficção e outros periódicos de oposição à ditadura. Atualmente, é colunista do Direto da Redação e colaborador do Observatório da Imprensa. As revistas Carta Capital, Fórum e Continente também já veicularam seus textos. Autor de Os corações futuristas (Recife, Bagaço, 1997), um romance de formação, que se passa sob a ditadura de Emílio Garrastazu Médici (1969–1974), e de Soledad no Recife (São Paulo, Boitempo, 2009).

Fonte:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18721

 
23 Comentários

Publicado por em outubro 17, 2011 em Uncategorized

 

23 Respostas para “Soledad, a mulher do Cabo Anselmo

  1. surfando na jaca

    outubro 18, 2011 at 10:43 pm

    Bom, Agora melhorou, vc. expôs seu argumento. Muito bem, revolução na base da bolinha de gude e o pessoal merecia o castigo de apanhar até à morte??? Continuo não aceitando suas considerações, pois são equivocadas. Não se trata de apanhar num confronto, mas de tortura covarde. Sei que o povo brasileiro é cristão e metido a bonzinho, mas não é de bondade e de cicatrizar as feridas dando a outra face, mas de justiça. A tortura ficando impune, ela se repetirá e terá âmparo do Estado para isso. É como dissessem: pode matar que o Estado garante e fica por isso mesmo. Quando for contigo, a coisa mudará de figura e vc. se lembrará dessas asneiras que me disse e me abençoará. Deus não permita que vc. venha a passar por tal situação e nem os seus mais queridos. Mas nunca se sabe o que o futuro pode nos reservar. Presta atenção, homem de Deus!

     
    • Jesus era Comunista

      outubro 18, 2011 at 11:06 pm

      Bordunado do FAD

      Não concordo irmãozinho, minha posição é esta, afinal sou um admirador dêle.

      Beijão na careca

       
      • surfando na jaca

        outubro 19, 2011 at 10:48 am

        Jesus Carecão, vc. está equivocado e essa é minha opinião.
        Bjs., a calva e reflita melhor, homem de Deus!

         
    • Proftel

      outubro 18, 2011 at 11:26 pm

      Surf:

      “Sei que o povo brasileiro é cristão e metido a bonzinho…”

      BONZINHO O KRAIO!

      Tenho uma cicatriz d’um palmo aberto aqui na minha barriga porque reagi num assalto em Cubatão, você sabe da história.

      Não vem com essa que o povo é “bonzinho”, eu sou POVO!

      Mesmo não te conhecendo na rua, se sacar que você tá sendo assaltado, se der, pularei em cima do cara ou espero oportunidade prá ligar prô 190.

      Se TODOS fizermos isso, diminuirá a malandragem e, por tabela a impunidade (tá certo que muita gente vai morrer mas, faz parte). Que alguma coisa precisa ser feita, precisa e, tem que partir dos pequenos atos (como por exemplo, botar programas de rastreamento nos notebooks/celulares/afins – meu relógio tem GPS kkkk – (itens que os malas gostam de furtar/roubar).

      Eu ando gostando de ver o pessoal do G1 falar que se “o aparelho estiver desligado não emite sinal kkkkk”. Não sei se é direito pra ensinar bandido a pedir às vítimas pra desligar ou se é prá ensinar às vítimas a deixar os equipamentos “a dormir” kkkk.

      Puta que o pariu!

      http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/10/aplicativos-ajudam-usuario-achar-celular-e-tablet-apos-roubo-ou-perda.html

      Com uma imprensa dessa, quem precisa de ladrão?

      🙂

       
      • surfando na jaca

        outubro 19, 2011 at 10:52 am

        Eu disse metido a bonzinho, não que era bonzinho. Sacou, Proftel? Fizeram uma adubagem em sua barriga. Isso a gente não esquece. Agora, que se atracar com bandido coisa alguma. Uma pessoa armada tem que ser contida com armas. A vida é mais importante que o roubo. Como disse um ex-combatente: mais vale um covarde vivo que um herói morto.

         
        • surfando na jaca

          outubro 19, 2011 at 10:53 am

          Agora, estando armado a coisa muda de figura, dependendo de quantos forem.

           
  2. Jesus era Comunista

    outubro 18, 2011 at 10:58 am

    Eu não acho que nada imposto tem futuro, é apenas uma imposição momentânea, mesmo que dure 20 anos.

    Uma das coisas mais funestas que o Brasil teve foi a revolução pretendida pela esquerda e que resultou numa ditadura mais funesta ainda promovida e apoiada pelos USA.

    Uma atitude péssima, resultou numa pior ainda.

    Com a revolução se instalou uma corrupção desenfreada neste país que perdura até hoje e que talvez afunde este país.

    Como chipas, oriundos de uma evolução, desigual para cada um de nós, cada indivíduo da sociedade tem diferentes graus de evolução e cada um tem seus hábitos vindos de sua formação genética e, principalmente, acho, de sua educação.

    Conheci um chipa que disse que queria entrar para a PM para dar porrada nos outros.

    Quem tem vocação para as forças armadas, e entra nas forças armadas, tem que ser preparado para matar e para morrer. Não acho que seja muito saudável um país governado pelos militares, pela força, porque o militar tem a função de ganhar, de sobreviver, daí na realidade, o militar não segue regras, não adianta dizer – bomba de fósforo branco não pode – mas os militares usam a vontade, não pode torturar, mas tortura, porque a vida é o instinto principal.

    E o que aconteceu durante 20 anos neste país foi uma terra sem lei, sem respeito ás leis, e a corrupção e os trambiques correram solto neste país, onde a lei era uma carteirada de militar.

    A esquerda Marxista é a grande culpada por estes 20 anos que se perduram na realidade até hoje. Querer implantar o comunismo por uma revolução foi a derrocada do comunismo e o atraso do Brasil, nada imposto prospera. Tem-se que ter solidariedade primeiro, fraternidade primeiro. Mas o Capitalismo vai nos levar ao socialismo. Com certeza. É a única saída.

    Podem falar o que quiserem, mas nós estamos acostumados a ver somente o efeito. O roubo e o ladrão. Não estamos acostumados a nos perguntar porque existe o ladrão – pelo nosso modelo de sociedade.

    A corrupção e os políticos que a fazem – não achamos que a impunidade seja a causa dos políticos corruptos – A justiça corrupta.

    Casos como ou parecidos do Cabo Anselmo tem as centenas. O homem é um chipa bem fraco de cabeça.

    Como Jesus disse, “Perdoai-os Pai, não sabem o que fazem”. Não sabemos mesmo.

    O Anselmo é equivalente a um dos chipas que assassinam mulheres todos os dias neste Brasil, colocado que foi numa situação de guerra.

    Melhor seria se tentássemos procurar a causa destes assassinatos acontecerem todos os dias neste Brasil, é culpa da mente dos chipas ou culpa do modelo da sociedade.

    Acusar ou punir cada um destes assassinos, na realidade, não vai trazer nenhum benefício para a sociedade.

    Seria muito melhor começar a pensar porque esses assassinos existem?

    Questão de cabeça ou de modelo de sociedade?

    Prender o bandido ou criminoso é correr atrás do rabo. O criminoso é o produto da sociedade.

    Prende um hoje, amanhã nasce outro. A sociedade reproduz rápidamente.

     
    • surfando na jaca

      outubro 18, 2011 at 4:46 pm

      Carecão de Deus, não é assim que se faz. Colocar nas costas dos comunistas à culpa pela tortura e assassinato. Só não lhe respondo com maiores bordunadas por falta de tempo. Sinto-lhe informar que nem todo criminoso é produto da sociedade, essa tese é furada, embora a criminalidade seja alimentada pelas disparidades sociais e a miséria. Mas aí é confundir as coisas, pois o tema se referia aos torturadores. Sim, essa é uma dívida que o Estado precisa quitar. Ela fica sendo descaracterizada pelos direitobas como meio de receber compensações por verbas do Estado, quando é um ponto fundamental para o Estado de direito que não pode conviver com a impunidade e com a tortura. Se não forem punidos os torturadores estaremos nos impondo para o futuro e presente a convivência com essas práticas desumanas. Façamos como a Argentina, que sofreu violentamente com a repressão dos militares. Alguma resposta tem que ser dada à sociedade condenando esses abusos.

       
      • Jesus era Comunista

        outubro 18, 2011 at 6:39 pm

        Surf

        Assim é o que eu penso. Discordo de você.

        Beijão na careca

         
        • surfando na jaca

          outubro 18, 2011 at 6:52 pm

          É assim???? Penso assim e fim de papo? Então de Carecão de Jesus virou Jesus Carecão???

           
          • Jesus era Comunista

            outubro 18, 2011 at 7:07 pm

            Surf

            Queres mais? Que posso te dizer eu mais. Posso te dizer que meu olhar para o futuro, não envolve revanches do passado. Torturas, estão sendo recompensadas, vai resolver?

            Em parte, mas mais do que vingança é melhor entendermos que nós quase nunca vemos a causa, vemos os efeito e queremos passar mertiolate no câncer.

            Para mim, querer resolver a violência das cidades colocando polícia na Rua, ou fazer passeata e exigir dos políticos que parem de roubar é de uma ingenuidade que me agonia.

            Dar pão e educação ao pobre é o meio de combater a violência, acabar com a Justiça corrupta é o meio de acabar com os políticos corruptos.

            Mas quase ninguém pensa assim. Fazer o quê?

             
            • Jesus era Comunista

              outubro 18, 2011 at 7:23 pm

              Quando eu saía do fundão com bolas de gude para fazer passeata na contra mão da Rio Branco, eu sabia com quem eu estava lidando, sabia que se um catarina, que era como chamávamos uns trogloditas louros de 3×4 do Paraná, me pegasse ia tomar porrada até morrer,.

              Eu ía e sabia o que podia acontecer. Os caras estavam errados em bater na gente até matar?

              Estavam. Mas nós também estávamos. Querer fazer uma revolução pela força para implantar o comunismo não era nada democrático, era totalmente errado.

              E vamos parar por ai.

              O que aconteceu envolvia riscos, vamos assumir os prejuízos.

              Agora não aprender com a lição, ou querer revanche física é pura falta de bom senso.

              Na realidade ganhou-se a batalha. A Dilma não é hoje presidente?

              Não estamos no socialismo, e nem podemos estar, por enquanto, mas vai chegar a hora.

              E não vai ser meia dúzia que vai impor, vai ser consenso. Democraticamente.

              Daqui há alguns anos vamos ver os USA fazendo guerra para impor o socialismo. hehehehe

              MAKTUB

               
  3. Jose Mario HRP

    outubro 18, 2011 at 9:50 am

    Belo texto de Paulo Moreira Leite sobre Nouriel Roubini e Marx, e eu diria “Quem diria”!?

    http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite/2011/10/17/marx-estava-certo/

     
    • Jesus era Comunista

      outubro 18, 2011 at 11:22 am

      HRP

      ” Num artigo intitulado “A instabilidade da desigualdade”, publicado ontem na Folha, ele encontra a origem da crise que vivemos num antigo problema apontado por Karl Marx — aquela situação onde os ricos ficam cada vez mais ricos, os pobres, cada vez mais pobres, e a economia desmorona porque não consegue encontrar mercado para consumir a riqueza que produz.

      Vamos ler: “Karl Marx exagerou em seus argumentos favoráveis ao socialismo, mas estava certo ao alegar que a globalização, o capitalismo financeiro descontrolado e a redistribuição de renda e riqueza do trabalho para o capital poderiam conduzir à autodestruição do capitalismo. ” ”

      Já li algo parecido aqui.

      Inevitavelmente a solução do capitalismo é desaguar no socialismo.

      Se o salário do trabalhador diminui ou se mantém, o mercado diminui ou se mantém.

      A solução capitalista é o crédito. Quem ganha R$500,00 não pode comprar um fogão de R$250,00 mas pode pagar R$25,00 de prestação, mas o consumidor ou seja o mercado, tem um máximo de absorção de uso creditício. Chega um ponto em que ele não pode assumir mais empréstimos.

      Então o mercado tem um limite de absorção de crédito e a economia entra em estagnação podendo mesmo regredir, regredindo vem o desemprego e o mercado diminui, piorando mais ainda a situação. É onde nos encontramos hoje.

      A solução para o capitalismo é aumentar o mercado, mas aumentar o mercado é distribuir renda, ou seja, aumentar os salários. Mas aumentar sempre os salários é distribuir lucros e distribuir lucros é socializar a economia.

      Mas é a única saída para o capitalismo.

       
      • Jose Mario HRP

        outubro 18, 2011 at 11:28 am

        Voce pensa parecido com o que tenho como certo, e talvez da mesma forma o Surf, então mesmo que saiba que nada se faz de repente, creio que essa é a solução, distribuir melhor e pagar mais.

         
  4. Jose Mario HRP

    outubro 18, 2011 at 8:58 am

    Antonio Camara Canto, guardem bem esse nome, carrasco de uma moça grávida brasileira refugiada no Chile de pois de 73, e que com o marido bateram a porta de nossa embaixada e foram entregues a ditadura chilena para morrer!
    Aqui as suas honrosas travessuras:
    http://www.anovademocracia.com.br/no-45/1784-as-revelacoes-de-jair-krischke

     
  5. BRANCALEONE

    outubro 17, 2011 at 8:31 pm

    De novo este Urariano?
    Que saco!!
    Já vi que os anos da ditadura vão virar o “holocausto” da esquerda brasileira e vira e mexe lá vem de novo a turminha querendo anistia só para eles e é claro, as indenizações ou o que se estabeleceu como “bolsa ditadura”…
    Não se pode esquecer que os que eram contra a ditadura tambem estavam a fim de qualquer coisa para derrubarem os milicos e só não fizeram mais por incompetencia.
    Tá, a milicada e boa parte da sociedade fizeram maldades e praticaram torturas – tambem coisa de incompetente – mas já foi, é história e estória e acabou.
    A morte de inocentes, grávidas e crianças era o que OS PRÓPRIOS REBELDES denominavam de “perdas aceitáveis” e muitos deles admitiram em depoimentos que eventuais atentados (bombas) planejados levavam em conta a morte de inocentes. Por sorte nossa e incompetencia deles, estes atentados não aconteceram.
    O Cabo Anselmo foi só uma ferramenta.
    Se analisarmos a situação, os Genoinos, Gushikens e Zés dIrceus estão fazendo muito mais mal ao Brasil que o Anselmo.
    Ocorreu uma anistia ampla, geral e irrestrita.
    Se esta anistia serviu para trazer gente boa de volta , tambem permitiu que um monte de traias retornassem.

     
  6. Proftel

    outubro 17, 2011 at 7:38 pm

    Surf, geralmente chego em casa na segunda cansado pacas, nem ligo o computador mas, hoje achei o assunto relevante e super atual, preferi compartilhar aqui.

    Vou nessa, té manhã, tô um caco, preciso descansar.

    🙂

     
  7. Jose Mario HRP

    outubro 17, 2011 at 7:02 pm

    Vou pesquisar o tema por que isso ainda cheira mal.

     
  8. surfando na jaca

    outubro 17, 2011 at 6:51 pm

    O cabo Anselmo é um crápula dos piores da espécime. O cretino deu entrevista tempos atrás para a revista Época, em que dizia ter sido injustiçado e vivendo de forma precária num subúrbio qualquer. É um doente mental que é capaz de conviver com as mortes que causou, inclusive de sua companheira grávida. O que escutar desse cretino? Eu aguardo é a punição dessa gente toda, especialmente do Brilhante Lustra Latrinas.

     
    • surfando na jaca

      outubro 17, 2011 at 6:52 pm

      Obrigado, Proftel, pelo relato apaixonado do escritor U. Mota. Abs.

       
  9. Proftel

    outubro 17, 2011 at 6:25 pm

    Se a informação estiver correta, a entrevista é hoje (17/10/2011).

    Não sei se terei estômago pra assistir.

    :-/

     

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