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Rodoviária:

26 out

Rodoviária sempre considerei um lugar perigoso sob todos os aspectos (ponto de venda de drogas, prostituição, “um sete uns” da vida, “salmonelas” aos montes etc. .

Pois bem.

Num prosaico acesso de atitude Seu Francisco resolveu comprar passagem pras dez e meia de hoje e não para amanhã oito da manhã em direção a Formoso que é a terra onde tem comércio e reside, fiquei chateado quando soube agora de tarde da decisão dele.

Cheguei em casa mais cedo, conversei “um monte” sobre coisas do passado vistas naquelas revistas “Mecânica Popular” da década de 40/50 que tenho aqui, daí passei praquele vídeo do discurso do Lula ao receber o prêmio (há um Post sobre isso), mostrei pra ele que imagem de satélite aparentava chuva nos próximos 500 Km daqui a Formoso, mostrei a ele onde foi, a que profundidade foi o terremoto que ele sentiu no ano passado lá onde mora.

Seu Chiquinho nascido em 1930 foi irredutível, queria voltar pra casa, foi.

Pouco antes, nove e vinte da noite liguei prô irmão da patroa perguntando porque ele não estava aqui ainda, o cara foi grosso pacas, disse que o “combinado” era estar aqui nove e meia da noite (a irmã dele estava aqui em casa com a minha sogra desde as oito e pouco da noite só pra conversar, Duda tirando um monte de fotos e nós conversando aos montes).

Bom, dada a resposta etílica do cunhado (até me “mandando”  “tomar no “toba”” porque estava ligando no celular dele solicitando presença antes das nove e meia da noite) , falei prá cunhada e sogra: “-Dá prá levar Seu Chiquinho lá na Rodoviária só nóis?”. De boa,  fui eu, a sogra, o sogro e a irmã da patroa levar Seu Chiquinho lá na Rodoviária.

Chegando lá, um “mala” se me aparece no lance de cadeiras atrás tentando puxar conversa, disse que trabalhava consertando máquinas agrícolas (sem barro nas botas), mostrou a passagem dizendo que iria “prô mesmo rumo” do Seu Chiquinho etc.  e talz, eu tinha acabado de voltar do buteco com duas latinhas de Skór na mão quando vi a cena (minha sogra, a cunhada e Seu Chiquinho).

Botei o óculos e peguei a passagem dele na mão, realmente era no “mesmo rumo” e na mesma Plataforma com o mesmo horário, cheguei prô lado do cara, comecei a especular sobre a vida, disse que trabalhava em órgão Federal, que prestava serviço de Rede até prá outros órgãos, que aquele era meu sogro, que se ele desse um toque no celular a gente “fecharia o cerco” e coisa e talz; resumindo, olhei bem prá cara dele e disse assim: “- Se acontecer alguma coisa com meu sogro CE tá Fudido…” .

Bom.

Quando o buzum chegou (cinco minutos atrasado porque já vem de outra paragem), entrei com a mochila do Seu Chiquinho, mostrei onde ele deveria sentar pela passagem, havia um outro cara no lugar (poltrona “23”), já quando ia tirando quem a ocupava Seu Chiquinho disse: “-Olha, prefiro ficar mais no fundo perto do banheiro, lá tá vazio…”.

De minha parte, tudo bem.

Ele sentou onde quis e coloquei a mochila entre a poltrona e os pés (ele não quis que colocasse na parte de cima).

Na volta pelo corredor, passei na poltrona “23” e falei prô cara: “-Bicho, seguinte: Essa poltrona é a do meu sogro, se o ônibus encher de gente, você sai, tudo bem?”.

Ao descer as escadas, dei de cara com os dois motoristas (sim, são dois, o buzum vai até o Maranhão), falei prôs dois assim: “-Olha, cuidem bem do meu sogro, ele desce em Formoso, se acontecer alguma coisa com ele não perdôo nenhum dos dois.” – e não foi com tom de ameaça, disse isso brincando com eles.

Quando o buzum estava saindo, bati na janela onde Seu Chiquinho estava ainda com a luz do corredor acesa, ele tomou um susto, estava colocando um gorro de lã na careca, fiquei dando “chau” (como minha mãe sempre fez quando pegava ônibus de Santos pra cá), a cunhada e a sogra não entenderam (depois falaram que isso não é comum na família ou coisa parecida).

Voltando ao “mala” que tinha “passagem no mesmo terminal prô mesmo destino” bom, o cara sumiu, não entrou no ônibus (pelo menos não no mesmo que Seu Chiquinho).

Creio que aquele telefonema “atravessado” com meu cunhado talvez tenha livrado coisa pior com Seu Chiquinho lá na Rodoviária.

Se me desculpem, é coisa pra pensar.

Pode acontecer também em aeroportos com parentes de vocês.

🙂

 
23 Comentários

Publicado por em outubro 26, 2011 em Uncategorized

 

23 Respostas para “Rodoviária:

  1. Colafina

    outubro 29, 2011 at 6:30 pm

    Minhasárma, Proftel!!
    Por aqui nosso método de “extermínio” é a doação, às vezes (quase sempre) demora mais que o desejável, mas no fim os bichanos são todos encaminhados. Temos praticamente um “convênio” com a clínica veterinária que utilizamos, todo sábado e domingo eles expõem os bichos (cães e gatos, na maioria) que são deixados para doação. Funciona. Demora às vezes, mas funciona.
    Matá-los com nossas mãos? Jamais, jamais.

    PS.: De uma feita tínhamos 6 gatos/as adultos, e uma delas criou 8 (OITO) filhotes. Na soma, 14 (eu disse Q-U-A-T-O-R-Z-E !!!) gatos andando pela casa, tinha que andar arrastando os pés para não esmagar ninguém. Foi um inferno, mas já passou… já passou, pronto… ssshhhhh… pronto, já passou…

    Ufa.. Putzgrila! Só de lembrar dá palpitação!

     
  2. Colafina

    outubro 27, 2011 at 11:07 pm

    “Sempre gostei de gatos mas, no máximo dois dentro de casa, mais que isso é insano.”

    — Eu te entendo, Proftel, eu te entendo…

     
    • Proftel

      outubro 28, 2011 at 12:40 am

      Colafina:

      Pois é Dr., é “dukarai” um troço desses, não me arrependo de ter dito o que falei aqui (pode crer que o páu comeu aqui em casa mas não excluí uma vírgula do que escrevi).

      Dois gatos e pronto, é o decente.

      A patroa chamou a “zoonoze” mas dizem que só sacrificam com laudo de veterinário, tem dó!

      Um avô d’um colega meu lá em Iguape criava coelhos e os abatia lá mesmo, até “fiz” uns, provavelmente funciona com gatos mas creio é perigoso, já mandei felinos prô saco na bala, eles pulam muito, se bobear te arranham todo.

      Melhor caçar alguma anestesia braba prá dar cabo do pobre bicho.

      Se tivesse dito no Facebook estaria crucificado.

      De resto, sem chumbinho sem desafeto muito menos afogamento, são formas crueis de dar cabo, não se me entra na cabeça.

      De boa.

      tô triste mas não há mais jeito.

      :-/

       
      • surfando na jaca

        outubro 28, 2011 at 11:17 am

        Isso eu não gostei. Matar os bichos é sacanagem com a obra de Deus. Sou budista.

         
  3. Colafina

    outubro 27, 2011 at 11:06 pm

    “… quanto esses bichos estão se nos desgastando a relação?

    Isso eu sei, está a ponto de chegar “ou os gatos ou eu”.”

    — Eu te entendo, Proftel, eu te entendo…

     
  4. Colafina

    outubro 27, 2011 at 11:05 pm

    “Tá certo que sempre gostei de gatos mas, a casa virar um gatil é de lascar, dá não.”

    — Eu te entendo, Proftel, eu te entendo…

     
  5. Colafina

    outubro 27, 2011 at 11:04 pm

    “Hoje em dia não dá prá dispender essa grana toda com um bicho de rua, já chega o tanto que a ração leva.”

    — Eu te endendo, Proftel, eu te entendo…

     
  6. surfando na jaca

    outubro 27, 2011 at 1:07 am

    Estava fechando a parafernália, quando vi essa reclamação toda sobre gatos. Nunca os tive, mas cachorros e papagaios. Papagaios se tornou reclamação de vizinhos e ninguém tolera esses bichos em apartamento acordando os vizinhos dorminhocos e sensíveis adoradores de duplas sertanejas. Já cachorros sempre lhos tive em dupla ou solitários. Digo-lhes mais, nunca arrumem dois cachorros, o melhor é um único animal de estimação. Não se pode estimar tantos bichos ao mesmo tempo, só se não cuidarmos com devida atenção a esses seres desembestados e animais. Uma gataria dessas é sarna para se coçar e conta elevada na veterinária. É de destrambelhar e descafunfar qualquer ser vivente e morrente. Por isso existe o famoso espetinho da Central do Brasil. Abra o olho, Dona Tia. Assim não pode, assim não dá, diria o imperador das cozinhas francesas. Uma boa noite e salamaleques aos sobreviventes.

     
    • Proftel

      outubro 27, 2011 at 1:17 am

      Surf:

      Há um e-mail na caixa, dê uma olhada (é coisa de Economia Mundial).

      Segundo, não perca o próximo Post, será logo em seguida. kkkk.

      🙂

       
    • surfando na jaca

      outubro 27, 2011 at 1:18 am

      E me esqueci também de recomendar que só criem um sogro/sogra apenas. Uma ninhada deles é problema na certa. Vai dar problema na Veterinária.

       
      • surfando na jaca

        outubro 27, 2011 at 1:23 am

        Sim, sogros e sogras é gasto com vacina antirrábica na certa. Proftel, mui agradecido. Sou listado e assinado da Carta Maior. Todo brasileiro devia de sê-lo. Eu fi-lo porque qui-lo. Se o Jânio pode cacofonar à vontade, eu também posso-lho!

         
        • Proftel

          outubro 27, 2011 at 2:27 am

          KKKKKKKKKKKKKKKKK

          Lho respondi no e-mail.

          KKKKKKKKKKKKKKKK

           
  7. Proftel

    outubro 27, 2011 at 12:42 am

    Aqui há:

    1- Lindinha – gata persa toda peluda, retirar tudo de dentro por conta de dois filhotes mortos: Rs$ 600,00;

    2- Doida – gata de rua – morreram quatro filhotes dentro da barriga: R$ 400,00;

    Morreram os filhotes porque eram gatas velhas.

    3- Um gato do tempo do Weblog que pulou do segundo andar, também ficou com o intestino pra fora, cirurgia mais remédios uns 650 contos.

    Bom, é isso, ando traumatizado com veterinários e gatos em casa ainda há mais, na penúltima casa que moramos precisei gradear toda com cerca tipo “galinheiro de codorna”, pra que o dono da casa não me mandasse embora por conta de tanto gato rondando a vizinhança.

    Quanto se gasta de ração? Não sei, é a patroa que faz as compras, quanto esses bichos estão se nos desgastando a relação?

    Isso eu sei, está a ponto de chegar “ou os gatos ou eu”.

    É isso.

    :-/

     
  8. Proftel

    outubro 27, 2011 at 12:22 am

    Pessoal:

    Sempre gostei de gatos mas, no máximo dois dentro de casa, mais que isso é insano.

     
  9. Proftel

    outubro 27, 2011 at 12:17 am

    Surf:

    Te mandei um e-mail lá no “tropeiro”, dê uma olhada.

    Outra coisa, você também ficaria puto da vida com duas gatas, uma parindo dois e outra quatro e, mesmo sua patroa doando três, ficassem quatro, uma das filhotes com diarréia andando pela casa com quatro dedos de intestino pra fora.

    Tá certo que sempre gostei de gatos mas, a casa virar um gatil é de lascar, dá não.

    :-/

     
    • Proftel

      outubro 27, 2011 at 12:20 am

      Meu único refúgio é pegar um prato e vir prô escritório, dá ânsia ver.

      Matar não vou, eu falei prá patroa dar um jeito nos bichos a um mês atrás, desde que desmamaram, ela foi deixando e deu no que deu, tá de lascar, te juro.

      Alguma sugestão?

      :-/

       
      • Proftel

        outubro 27, 2011 at 12:28 am

        Ah, a última vez que aconteceu isso gastei mais de 400 contos com veterinário, tem dó.

        Hoje em dia não dá prá dispender essa grana toda com um bicho de rua, já chega o tanto que a ração leva.

        :-/

         
  10. surfando na jaca

    outubro 27, 2011 at 12:02 am

    Que serão isso???? Tensão pré-aniversário???Dia 9 está chegando, seus urubus do tempo. Ladrões de horas, minutos e segundo. Corvo maldito do tempo, Ampulheta dos infernos.
    Pronto, agora me sinto mais calmo. Mas qualé seu dia de niver, Proftel?

     
    • Proftel

      outubro 27, 2011 at 12:13 am

      Surf:

      Acertou na mosca: TPA.

      Olha, esse ano segurei até as pontas prá ficar “pianinho” mas tá difícil.

      :-/

       
  11. surfando na jaca

    outubro 26, 2011 at 11:32 pm

    Dona Tia, bonita citação. Proftel, essas Skór tão deixando ôcê paranóico, sô!
    Vc. não toma refrigerante como todo mundo, não??? Cabra doido, sô!

     
  12. Proftel

    outubro 26, 2011 at 11:22 pm

    Bom, creio que nem preciso dizer porque ando “sumido” né?

    🙂

     
  13. Tia

    outubro 26, 2011 at 11:20 pm

    ‎”Há pessoas com quem as palavras são desnecessárias. Nos entendíamos e amávamos mudamente, meu pai e eu. Talvez pelo fato de sua figura emocionar-me tanto, evitei sempre pisar com ele o terreno das coisas emocionais, pois estou certo de que, se começássemos a falar, cairíamos os dois em pranto, tão grandes eram em nós os motivos para chorar: tudo o que podia ter sido e que não foi; tudo o que gostaríamos de dar um ao outro, e aos que nos eram mais caros, e não podíamos – tantas coisas que faziam os nossos olhos não se demorarem demais quando se encontravam e tornavam as nossas palavras difíceis. Porque a vontade mesmo era a de me abraçar com ele, sentir-lhe a barba na minha, afagar-lhe os raros cabelos e prantearmos juntos a nossa inépcia para construir um mundo palpável…”

    O poeta Vinícius de Moraes escreveu isso há muito tempo e nunca me esqueço. O poeta tem esse dom de dizer o que sentimos. Nesse caso em relação ao meu pai.

    Beijos da Tia!

     
    • Proftel

      outubro 26, 2011 at 11:48 pm

      Tia:

      Nesses dezenove anos, veja bem, era o primeiro que não tive vontade de me matar na reta final antes do meu aniversário, é (ra) o primeiro que não estourei o cheque especial, é o sétimo ou oitavo sem cartão de crédito (lembra aquele da loja de roupa? – eu não).

      É o décimo segundo ou décimo terceiro sem cursos pra fazer ou viagens a perceber diárias ou ainda, dar aula, e por aí vai.

      Este que vos fala é sincero, ronca e é chato de galocha, sou assim sim.

      Se está de cansada dos meus cacoetes sinta-se liberta antes que alguém se nos coloque cálcio na testa.

      :-/

       

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