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American way of life em xeque – Marcio Pochmann

31 out

Jesus era Comunista

Pela emergência e profundidade da crise financeira internacional, a refundação das bases do capitalismo voltou ao centro dos debates. Cada vez mais se pronuncia a necessidade de construção de um novo Bretton Woods, capaz de desconectar da arquitetura financeira internacional o vírus da desregulamentação geradora de brutal instabilidade. No mesmo tempo que sobra especulação, faltam investimentos produtivos pois, sem o controle público, a economia compromete-se essencialmente com o curto prazo e com o sentido pró-cíclico das atividades econômicas. Assim como potencializa a expansão dos negócios de fôlego restrito, reforça para baixo as atividades produtivas na fase de contração do ciclo. Nesse contexto de enorme complexidade, o discurso neoliberal de corte aos gastos públicos e maior liberalização do Banco Central torna-se ainda mais retrógrado, parecendo pretender jogar mais álcool na fogueira mundial da recessão econômica e da depressão de preços. Com o fracasso das experiências de auto-regulação do sistema financeiro apoiadas nas agências de classificação de riscos, a queda generalizada no nível de emprego e da renda dos trabalhadores apresenta-se iminente, caso as empresas privadas sigam avançando nas decisões de proteção de suas margens de lucro por meio do enxugamento de custos, enquanto as administrações governamentais procuram reduzir despesas públicas. Diminuição positiva mesmo seria nos serviços financeiros relativos aos enormes gastos com juros do endividamento público e privado. Esses dois caminhos tão distintos quanto polarizados na gestão dos efeitos da crise financeira global parecem não estar suficientemente atentos aos obstáculos instalados na trajetória que vem sustentando a dinâmica econômica mundial, sobretudo nos EUA. Em grande medida, sabe-se que ela se apóia na difusão do padrão de vida do “ter”, originado do fordismo americano a partir do início do século 20 e posteriormente generalizado internacionalmente no segundo Pós-Guerra. Noutras palavras, trata-se do American way of life, que se fundamenta no papel ativo dos serviços financeiros prestados à economia real, com a imposição do endividamento de empresas, governos e famílias atrelado a exigências de investimento e consumo estabelecidas pelas escalas gigantescas de produção. Ademais do consumismo dependente, prevalecem também impactos ambientais inegáveis, que somente no período mais recente passaram a ser percebidos como insustentáveis no planeta Terra. Na economia americana, constata-se que o grau de endividamento médio anual dos habitantes relacionado ao nível de poupança individual chegou a limite máximo. Em 2008, por exemplo, a dívida por habitante nos EUA era de US$ 118 mil para uma poupança per capita de US$ 392. Ou seja, a poupança média anual por habitante representa somente 0,3% do total do endividamento individual. Meio século antes, em 1958, a dívida individual alcançava a soma de US$ 24,8 mil, ao passo que a poupança média anual por habitante era de US$ 4,2 mil, equivalente a 17% do endividamento pessoal.

Com isso, percebe-se que até o final da década de 1960, por exemplo, parecia haver conexão relativamente adequada entre o movimento das finanças e o nível de produção e consumo. Nota-se claramente que no ciclo de expansão econômica do Segundo Pós- Guerra (1947 a 1973), a poupança média anual por habitante passou de US$ 1,8 mil para US$ 7,4 mil, enquanto a dívida média anual cresceu de US$ 9,7 mil para US$ 40,1 mil. Em síntese, poupança e dívida média anual por habitante cresceram no mesmo ritmo (4,1 vezes). Mas, com o desmoronamento do sistema financeiro internacional durante a primeira metade da década de 1970, quando o dólar deixou de ter paridade com o ouro – as taxas de juros passaram a ser flutuantes, geralmente acima da inflação -, e a desregulamentação ganhou ênfase, dois mundos distintos terminaram sendo recriados: o das finanças e o da produção e consumo. Pelo processo de financeirização da riqueza, os serviços com o endividamento cresceram exorbitantemente, deslocando-se do sistema de produção e consumo. Entre 1973 e 2007, por exemplo, a poupança média anual por habitante nos Estados Unidos decaiu de US$ 7,4 mil para US$ 449, enquanto a dívida aumentou de US$ 40,1 mil para US$ 121,6 mil. Para uma queda de 93,4% na poupança média anual individual, houve o aumento de três vezes no total da dívida por habitante. Outra forma emblemática de constatar o descolamento dos ganhos financeiros em relação ao sistema produtivo pode ser identificada na comparação do PIB com a quantidade de recursos aplicados em derivativos. Em 2007, por exemplo, o PIB mundial alcançou o patamar de US$ 54,6 trilhões, segundo informações oficiais do FMI. Em contrapartida, o volume dos direitos de riqueza contabilizado no sistema financeiro mundial alcançou o montante de US$ 596 trilhões, em conformidade com o relatório do banco dos bancos centrais (BIS). Essa diferença de mais de dez vezes entre o montante dos direitos à riqueza e o tamanho da própria riqueza produzida pela economia real revela grande parte das dificuldades atuais para reconectar novamente os serviços das finanças à dinâmica da economia real. Ademais do enquadramento necessário do sistema financeiro às necessidades da economia real, coloca-se em xeque as exigências do mundo da produção e consumo na economia do ter. O seu necessário revigoramento não deveria ser nas mesmas bases destrutivas do meio ambiente. É nesse sentido que o desafio atual coloca-se não apenas no enfrentamento da crise financeira internacional, mas na construção de alternativas ambientalmente sustentáveis ao american way of life.

 

Marcio Pochmann é presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e professor licenciado do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Traba

 
29 Comentários

Publicado por em outubro 31, 2011 em Uncategorized

 

29 Respostas para “American way of life em xeque – Marcio Pochmann

  1. surfando na jaca

    novembro 1, 2011 at 12:19 pm

    Vou repetir, pois essa tripinha acaba rolando a ribanceira abaixo:
    Caro bom Patriarca,
    Marx nem sequer previa a escala de transformações que se operou no capitalismo. Mesmo Lenin, que escrevera acompanhando os teóricos do início do século XX, sobre o capital financeiro. Acertaram em imaginar essa transformação das grandes companhias, unido bancos e indústrias, mas ainda operavam com o conceito de empresa nacional e seu braço armado nos Estados nacionais. Não superamos ainda esses aspectos, mas eles estão bastante esgarçados na atualidade, abrindo brechas para outras possibilidades de centralização do poder mundial por organismos transnacionais, blocos econômicos etc. Concordo contigo que o capitalismo tem melhorado as condições de vida em algumas partes do planeta, mas não sou tão otimista com o futuro. Inexorável mesmo podemos dizer é que o consumismo do ritmo atual de nossas sociedades terá de ser alterado sob risco de grandes catástrofes ambientais, que tornarão o lucro capitalista arriscado e acrescentarão um custo elevado para a produção de bens. Isso sem falar que estamos assentados na produção de energia em larga escala, fundamentalmente no petróleo,uma fonte não renovável de energia e que se esgotará em 25 a 50 anos, segundo previsões de especialistas. Essa mudança de matriz será um arraso e um teste para nós, chimpas carecas. O planejamento social terá que ser implementado e o Deus Mercado dos liberais será lembrado como coisa da barbárie mais primitiva da humanidade. Chegaremos ao socialismo pelo sofrimento, assim imagino.

     
  2. Jose Mario HRP

    novembro 1, 2011 at 11:09 am

    Não tenho dúvidas de que um mundo com muitos países como referencia economica é um mundo melhor, mas o periodo que antecederá ao reequilibrio será perogoso e quem sabe violento, assim , reafirmo, estarei do outro lado, e o corpo a sete palmos!

     
    • Patriarca da Paciência

      novembro 1, 2011 at 11:16 am

      Bom, meu caro HRP,

      como espírita, você não deveria ficar pessimista por algo que só acontecerá daqui a muito tempo. Afinal, conforme a doutrina espírita, a gente vai sempre renascendo, não é mesmo?

      Mas esse é um fantástico privilégio do ser humano – vivenciar não só o passado distante, como também o futuro distante.

      E como dizem os poetas – aquilo que imaginamos, é aquilo que vivemos.

       
  3. surfando na jaca

    novembro 1, 2011 at 10:31 am

    Prezado Patriarca,
    como economista, estou cansado de previsões como estas. Podemos prever algumas coisas, poucas de forma inexorável, ainda menos mudanças tão estruturais como a derrocada da economia dos EUA. Essa comparação com a Inglaterra é enganosa. A História só se repete como farsa, pois as condições históricas mudam, embora possamos ter vários elementos se repetindo numa conjuntura. A perda do papel da Inglaterra na economia foi parte de uma mudança substancial da economia mundo. Deixamos a etapa do imperialismo de ocupação e dominação direta. Etapa encerrada no pós guerras e fim da Guerra Fria. A organização do capitalismo mundial também se alterou, com o dólar e os EUA como centro das finanças globalizadas,onde as comunicações e o setor terciário se expandiram progressivamente. Estamos num momento bem diferente do capitalismo, em que alcançar o estágio de sociedade industrial não significa ser guindado ao Primeiro Mundo. Enquanto o Primeiro Mundo se desindustrializa. Essas multinacionais deslocam sua base produtiva para onde encontram facilidades nos baixos salários e custos. Esse deslocamento físico era impensável nos tempos do Império Britânico. Com isso a China amplia sua produção de mercadorias,mas não gerencia esses lucros. Mas as sedes dessas administradoras de empresas chinesas e a vigilância militar mundial estão no Primeiro Mundo. É isso que impedirá a China comandar as finanças mundiais, podendo até apresentar um PIB maior do que os dos EUA, já que possui investimentos de outras origens e também chineses. Isso configura uma dependência tecnológica, que é o cerne da nova etapa do capitalismo globalizado. Por isso, nós também não dominaremos a economia mundial. Já somos uma das décimas economias faz tempo, mas nossa projeção na direção das finanças mundiais e na diplomacia é ainda pífia. Será preciso esse modelo de capitalismo ruir para que algum país novo tire a liderança econômica dos EUA. O que acontece é que o mundo da poluição industrial é cada vez mais o da periferia, com mais nababos do Primeiro Mundo vivendo do nosso esforço físico.

     
    • surfando na jaca

      novembro 1, 2011 at 10:38 am

      A minha resposta é para todos os chimpas daqui, como diria o Fred, cuja cabeça espelha as nuvens do céu. São conjecturas e tudo que nós chimpas escrevemos por aqui são só conjecturas. Quem viver, verá, como disse o HRP.

       
    • Patriarca da Paciência

      novembro 1, 2011 at 10:58 am

      Meu caro Surf,

      “Essas multinacionais deslocam sua base produtiva para onde encontram facilidades nos baixos salários e custos. Esse deslocamento físico era impensável nos tempos do Império Britânico”, não é esta uma das mais famosas previsões do velho e bom Karl Marx?

      “As empresas crescerão cada vez mais, engolirão umas às outras, se tornarão impessoais, o que gerará o socialismo”.

      Os salários melhoram, as condições de trabalho melhoram e os operários vivem melhor.

      Se não me engano era assim que o velho Karl imaginava o futuro.

      Eu também não vejo a China como “dominando as finanças mundias”. Não vejo, nem desejo.

      Mas como você mesmo reconhece, a China ter uma PIB maior é quase inexorável.

      Eu sou otimista quanto ao futuro. Nunca na história do planeta Terra tivemos tanta liberdade e tanta abundância.

      Vários grandes países é uma panorama bem melhor que um país dominante.

      Não acredito em derrocada dos Estados Unidos. Apenas que crescerá bem mais lento que outros emergentes.

       
      • surfando na jaca

        novembro 1, 2011 at 12:18 pm

        Caro bom Patriarca,
        Marx nem sequer previa a escala de transformações que se operou no capitalismo. Mesmo Lenin, que escrevera acompanhando os teóricos do início do século XX, sobre o capital financeiro. Acertaram em imaginar essa transformação das grandes companhias, unido bancos e indústrias, mas ainda operavam com o conceito de empresa nacional e seu braço armado nos Estados nacionais. Não superamos ainda esses aspectos, mas eles estão bastante esgarçados na atualidade, abrindo brechas para outras possibilidades de centralização do poder mundial por organismos transnacionais, blocos econômicos etc. Concordo contigo que o capitalismo tem melhorado as condições de vida em algumas partes do planeta, mas não sou tão otimista com o futuro. Inexorável mesmo podemos dizer é que o consumismo do ritmo atual de nossas sociedades terá de ser alterado sob risco de grandes catástrofes ambientais, que tornarão o lucro capitalista arriscado e acrescentarão um custo elevado para a produção de bens. Isso sem falar que estamos assentados na produção de energia em larga escala, fundamentalmente no petróleo,uma fonte não renovável de energia e que se esgotará em 25 a 50 anos, segundo previsões de especialistas. Essa mudança de matriz será um arraso e um teste para nós, chimpas carecas. O planejamento social terá que ser implementado e o Deus Mercado dos liberais será lembrado como coisa da barbárie mais primitiva da humanidade. Chegaremos ao socialismo pelo sofrimento, assim imagino.

         
  4. Patriarca da Paciência

    novembro 1, 2011 at 9:53 am

    Ontem postei alguns comentários que “não passaram”.

    Achei estranho. Não entendi.

    Surf e HRP,

    muito pelo contrário, acho que as chances da economia chinesa superar a economia norte-americana é bem mais real.

    Inclusive, reconhecidamente, os alunos chineses são os mais aplicados do mundo. Já li vários artigos de norte-americanos alarmados com a “superioridade” dos alunos chineses.

    A China tem território, povo, cultura, recursos naturais e muita motivação.

    Eu nunca acreditei que o Japão superasse os Estados Unidos, mas a China superar os Estados Unidos é algo inexorável.

     
    • Jose Mario HRP

      novembro 1, 2011 at 10:45 am

      Eu não duvido de que a China será amior em algum momento, porque é é grande e populosa e progride, mas quanto aos EUA reafirmo o que disse.

       
  5. Jose Mario HRP

    novembro 1, 2011 at 9:13 am

    A capacidade de criar dos chineses é inferior a de EUA e Japão.
    Além do que problemas inesperados vem surgindo, como inadimplencia interna, falencias, envelhecimento precoce da população e uma crescente vontade exigencia por parte da população por melhores salários e condição de vida.
    Eu vejos os EUA numa encruzilhada como a Inglaterra no pós primeira guerra, os se transforma ou perde a preponderância.
    Mas eu não viverei mais que uns 20, 30 e poucos anos e não poderei comparecer a esse baile do samba do crioulo doido que será a segunda metade do séc.

     
  6. Patriarca da Paciência

    outubro 31, 2011 at 11:37 pm

    Meu caro Surf,

    eu nunca acreditei que o Japão fosse superar os Estados Unidos.

    Dizem que os estudantes chineses são bem mais aplicados que os estudantes norte-americanos.

    A China tem território, povo, cultura e recursos naturais em abundância e muita motivação.

    Não tem como não dar certo!

     
  7. Patriarca da Paciência

    outubro 31, 2011 at 10:30 pm

    Os Estados Unidos não vão “acabar”, vão apenas estacionar enquanto outros avançam, igual ao Reino Unido do século XIX.

    Parece que a previsão agora é que a economia chinesa ultrapasse a norte-americana em 2016.

    Mas a economia norte-americano será a segunda e ainda enorme e por muito tempo.

    É possível que a economia indiana ultrapasse a economia norte-americana, mas ainda vai demorar muito.

    E assim vai.

     
    • surfando na jaca

      outubro 31, 2011 at 11:19 pm

      Patriarca, com todo respeito, mas não acredito nisso. Lembro-me de tampos atrás que diziam o mesmo do Japão. Que o Japão estava comprando os EUA etc. O primeiro espirro da crise asiática e o Japão derreteu. Seja o que acontecer, os EUA possuem muito mais do que a produção de mercadorias, mas a geração de tecnologia do capitalismo. Essa é a questão. A China é uma grande fábrica, uma grande fábrica enquanto os EUA se transformam no centro administrativo e militar do mundo. Resta saber até onde pode ir essa divisão internacional do trabalho.

       
      • Fred Schmidt

        novembro 1, 2011 at 8:53 am

        jaca,

        enquanto os chimpas cro-magnons estavam destroçando os chimpas neandertais na Europa o chimpas de olho puchado estavam bolando a pólvara, o macarrão, a bússola etc.

        A China já foi o berço da tecnologia do Mundo. Quer dizer, neurônios os caras têm.

        O hilário é que um país advindo do comunismo, mostra como o capitalismo funciona sem problemas:

        1bilhão e 800 milhões sustentam uma nação de 200 milhões de nababos.

        Os illuminatti devem babar de raiva pelos USA não terem 1 bilhão e 800 milhoões para escravizar (por isso que tentam escravizar os países do petróleo).

        Os USA tinha até pouco tempo atrás 12% de pobres, hoje deve ter muito mais, o Obama parece que começou a distribuir o bolsa pobre capitalista lá.

        Tirando estas abstrações bestiais, como diria os patrícios,hehehehe, os USA tem a morte já anunciada como potência econômica.
        ,
        Resta as armas, mas vamos lembrar que os chimpazinhos de olho puchado já tem mísseis balísticos, tecnologia espacial própria e a mãe das bombas atômicas.

        PS (da Filosofia bestial)- Os chimpas cro-magnom geraram o povo Europeu ou seja, nós, e os chimpas mais furiosos devem ter ficado na Inglaterra, Alemanha e França.

        Vejam como o ramo inglês dos chimpas cro-magnom gostam de uma guerrinha (USA – Inglaterra – França).

        O ramo chimpa cro-magnom mais, que não tá nem aí, gerou os portugueses (nós os descendentes portugueses que gostamos mais de uma musiquinha e uma cachacinha).

         
  8. surfando na jaca

    outubro 31, 2011 at 10:12 pm

    Já escrevi dez mil vezes que esse treco de China virar novo império é conversa mole para boi dormir. Se os EUA forem para o brejo, a China irá primeiro. Pois apenas sedia as filiais do primeiro mundo e é a maior credora da dívida dos EUA e continua comprando títulos da dívida ianque. Quando isso acontecer, o que vai para o brejo é o capitalismo na forma como conhecemos. Então, Broncão, vc. vai continuar feio, fedorento e desmatador de florestas por muito tempo.

     
  9. Patriarca da Paciência

    outubro 31, 2011 at 10:00 pm

    O Brancaleone sempre com essa paranóia que o mundo precisa de um xerife.

    Impérios nascem e impérios morrem e a humanidade continua sua marcha.

    Os chineses, na África, estão na verdade fazendo nascer uma nova geração de moreninhos e moreninhas de olhos puxados.

    Como na China mulher é escassa, a maioria dos chineses que vão para a África… e não são poucos, se casam com africanas.

     
  10. Patriarca da Paciência

    outubro 31, 2011 at 9:56 pm

    . “Diminuição positiva mesmo seria nos serviços financeiros relativos aos enormes gastos com juros do endividamento público e privado”.

    Acho que é bem isso que o governo Dilma está fazendo!

    A Dilma vai aproveitar a crise mundial para trazer os juros da dívida pública brasileira para um patamar civilizado.

     
    • surfando na jaca

      outubro 31, 2011 at 10:13 pm

      Patriarca, a coisa anda um pouco complicada para que isso aconteça de fato. Vamos ver.

       
      • Patriarca da Paciência

        outubro 31, 2011 at 10:23 pm

        Surf,

        Se até o fim do anos os juros caírem mais 1%, com uma inflação de 6,5%, teríamos aí uma taxa real de 4%, o que já é bem razoável.

        Com mais um ano poderíamos chegar a 2%, uma taxa bem civilizada.

         
  11. BRANCALEONE

    outubro 31, 2011 at 9:54 pm

    Saco.
    Se os EUAi falirem de vez tamo ferrado.
    Sabe-se lá quem vai tomar o lugar deles. Talvez o chineses…
    Ou alguem por aqui acha vai ficar um vácuo???
    Bom, talvez tenhamos sorte e uma nação benigna, pacífica, ordeira e democrática assuma a frente dos negócios no planeta, do mesmo jeito que eu sou lindo, inteligente e rico…

     
  12. Patriarca da Paciência

    outubro 31, 2011 at 9:52 pm

    “A solução dos USA passa pelo bolsa família (um recurso de socializar os lucros, repassando uma parte dos impostos para a sociedade mais desfavorecida), que poderia ajudar a aumentar o mercado, mas a solução final tem que ser a conscientização pelo empresariado de que cortar salário é diminuir mercado e que a distribuição dos lucros tem que ser feita, para que ele mesmo possa ganhar mais.”

    Fred,

    Esta foi a grande sacada do Lula!

    É fazendo com que os operários ganhem mais que os capitalistas poderão se salvar!

    Na verdade, como o Lula mesmo afirma, seu governo foi um grande protetor do capitalismo, de um capitalismo humanitário , não de um capitalismo selvagem.

    Creio que seja a verdadeira social democracia.

     
    • wikipedia

      outubro 31, 2011 at 10:22 pm

      Patriarca da Paciência, lamento lhe trazer de volta a realidade, mas esta sacada Henry Ford já teve a 100 anos atras.

       
    • Fiscal de Blog

      novembro 1, 2011 at 9:00 am

      Sr. Patriarca da Paciencia, esta sacada a que o sr. se refere, Henry Ford já teve a 100 anos atrás.
      Sinto muito traze-lo de volta a realidade.

       
      • Patriarca da Paciência

        novembro 1, 2011 at 11:35 am

        Sr. Fiscal do Blog,

        se você pesquisar direitinho, verá que foram os gregos, nos anos 300 a 600 anos antes de Cristo, que já tiveram essa tremenda sacada.

        Henry Ford?

        Ora Sr. Fiscal.

        Desde quando alguém, INDIVIDUALMENTE, criou alguma coisa nesta vida, ou planeta?

        O Steve Jobs “inventou” alguma coisa? Ou apenas redesenhou?

         
      • Patriarca da Paciência

        novembro 1, 2011 at 11:37 am

        A “grande sacada” do Lula foi ter colocado tal idéia como meta do seu governo.

         
      • GENI

        novembro 1, 2011 at 11:38 am

        Xiiiii, olha a Só Quero de novo aki, de Wikipedia e Fiscal do Blog. hihihihihihihi

        Tem negócio aki não, fía! Tu tais manjada no pedaço e Pai Angola já te exorcizou hihihihihi

        Namastê, beijocas

         
  13. surfando na jaca

    outubro 31, 2011 at 7:15 pm

    Esse é um artigo que todos nós assinaríamos. Pode-se comprovar facilmente o consumismo da classe média norte-americana e européia com base no endividamento individual, corroendo a poupança das famílias. Por outro lado, a descomunal defasagem entre ativos (papelório) financeiros e movimento real da geração de riqueza (mercadorias). É bom sempre lembrar esses dois aspectos atuais de nosso mundo globalizado e que resulta em alta instabilidade das economias, fragilizadas pela especulação financeira de curto prazo, que não se realiza em investimento produtivo, e no empobrecimento da classe média, resultando na perda patrimonial que ameaça as próximas gerações. Obrigado, espelho do Céu de Deus, por esse artigo do Pochmann, sempre muito elucidativo sobre a distribuição da renda mundial.

     
    • Fred Schmidt

      outubro 31, 2011 at 8:20 pm

      beijão na careca, jaca

       
      • Fred Schmidt

        outubro 31, 2011 at 9:22 pm

        Aparentemente o endividamento da sociedade Americana, na ânsia do ter desmedido, abstraída da realidade, baseado no American Way of Life, aliado a teoria que considera o salário como custo e por isso deve ser contido e levado ao mínimo, está mostrando como é furada essa abstração Americana do uso do capitalismo.

        O capitalismo só permite o ter e este ter pode ser usado para transformar outros cidadãos em operários assalariados.

        Marx e Engels, no manifesto do Partido Comunista, tentando unificar as ideias dos comunistas e explicar melhor o comunismo disseram que o comunismo pregado por eles permitia a propriedade privada mas nunca como forma de transformação de outros cidadãos em operários assalariados.

        Marx afirmou também que a exploração do operariado, acabaria com o capitalismo.

        Lógico, afinal, os produtos se destinam a pessoas (o mercado são as pessoas, um objeto não precisa comprar nenhum objeto, as pessoas é que requerem objetos), se, a diminuição do salário, uma imposição feita por algum teórico furado do capitalismo fajuto, acontece, acrescido do ter avassalador, incentivado pelo crédito fácil e não controlado, levando a inadimplência e ao endividamento máximo do mercado, põe fim, mais cedo ou mais tarde ao American Way of Life.

        Daí o Michael Moore sair gritando que a classe média Americana, antigamente tinha dois carros e conseguia pagar a Faculdade dos filhos e que hoje não pode.

        Lógico, os salários diminuem cada vez mais – o mercado diminui – a produção maciça, muito maior que a possibilidade de compra do mercado devido ao endividamento exagerado, estimulado pelo American Way of Life, este, mais cedo ou mais tarde implodiria, como já via Marx.

        A solução dos USA passa pelo bolsa família (um recurso de socializar os lucros, repassando uma parte dos impostos para a sociedade mais desfavorecida), que poderia ajudar a aumentar o mercado, mas a solução final tem que ser a conscientização pelo empresariado de que cortar salário é diminuir mercado e que a distribuição dos lucros tem que ser feita, para que ele mesmo possa ganhar mais.

         

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