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Paulo Teixeira: “Três estudantes fumando maconha não ameaçam segurança de ninguém”

03 nov

HRP

Vi o Mundo – Luiz Carlos Azenha

http://www.viomundo.com.br/entrevistas/paulo-teixeira-tres-estudantes-fumando-maconha-nao-representam-ameaca-a-seguranca-de-ninguem.html

por Conceição Lemes

Na última quinta-feira, 27 de outubro, por volta das 18h, a Polícia Militar deteve três alunos que fumavam maconha num gramado junto ao estacionamento que divide os prédios de Geografia e História da USP, na Cidade Universitária.

Um grupo de estudantes começou a protestar, para evitar as prisões. A manifestação foi ganhando adesões – chegou a cerca de 500 — e a tensão aumentando. Os PMS chamaram reforço. Por volta das 21h30 estavam na USP cerca de 15 viaturas, a Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (ROCAM) e aproximadamente 40 policiais militares.

Após quase quatro horas de discussão entre representantes da polícia, estudantes e professores, começou o tumulto. Segundo alguns relatos publicados na mídia, os estudantes gritavam palavras e xingamentos contra a presença da polícia. Irritados, os policiais partiram pra cima do grupo. De acordo com outros relatos, também divulgados na mídia, quando policiais deixavam o local com os três jovens detidos rumo à delegacia, um grupo cercou as viaturas, jogando pedras e outros objetos. A polícia reagiu violentamente, com bombas de gás lacrimogêneo, gás pimenta e cassetete.

Vários parlamentares se deslocaram para lá para ajudar a resolver o impasse, entre os quais o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), que há pelo menos dez anos se dedica a estudar e a debater a questão das drogas.

No início de setembro, por exemplo, ele promoveu um seminário de alto nível sobre a política de drogas no Brasil, do qual participaram o psiquiatra Roberto Tykanori, coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, o professor Elisaldo Carlini, consultor da Organização Mundial da Saúde (OMS) para área de drogas, e José Henrique Torres, presidente da Associação Juízes para a Democracia, entre outros especialistas.

Falei com o deputado por telefone na quinta à noite, quando ele estava a caminho da Cidade Universitária. Voltei a conversar novamente ness terça-feira.

Viomundo – Como ficou a situação dos três estudantes detidos?

Paulo Teixeira — Eles foram levados ao distrito policial, onde assinaram um termo circunstanciado. Os três terão de comparecer ao Juizado Criminal de Pequenas Causas para responder pelo porte de maconha, já que, pela lei de drogas no Brasil, é um ato ainda considerado equivocadamente como crime.

Viomundo – Qual a sua avaliação de episódio, que envolveu um grande aparato policial e cerca de 500 estudantes?

Paulo Teixeira – Num momento em que a sociedade exige tanta atenção para os crimes contra as pessoas e contra o patrimônio, é lamentável que a polícia use o seu tempo, sua estrutura, para prender três jovens porque estavam consumindo maconha. Se é verdade que já temos maturidade na nossa sociedade, é inconcebível envolver tanta gente, tantos esforços, para atuar em algo que é da esfera pessoal.

Então, esse fato lamentável põe luzes para que a gente reflita sobre algumas questões. Primeiro, até que ponto a polícia deve se ocupar dos usuários de drogas. Segundo, a atuação da Polícia Militar dentro do campus da USP. Terceiro, a necessidade de rever a lei de drogas, tirando definitivamente o usuário da esfera criminal.

Viomundo – Vamos começar pela abordagem policial do usuário de drogas.

Paulo Teixeira — O usuário não pode ser objeto de uma ação da polícia. A sociedade já entende que a decisão sobre o consumo ou não de alguma substância que altera a consciência não é da órbita estatal. É da órbita do indivíduo. Ainda mais num ambiente universitário onde essa reflexão é feita de alguma forma. E nem só por isso: em qualquer ambiente da sociedade, seja no campus da USP ou no espaço mais longínquo da periferia, há a consciência de que essa é uma decisão da pessoa e não do Estado.

Por outro lado, há uma desproporção. Paralisou-se todo um aparato policial para cuidar de uma questão insignificante para a sociedade, que são os três jovens consumindo maconha, diante de tantas demandas graves, importantes, em relação à segurança pública, como a preservação da vida e do patrimônio das pessoas.

E o que resultou dessa ação policial? Como um grande contingente policial se deslocou para a USP para cuidar da questão, outras áreas ficaram desprotegidas. Ou seja, perdeu a sociedade. Ao mesmo tempo, houve danos para o Estado. Cinco ou seis viaturas foram quebradas por conta dessa inaceitável ação.

Viomundo – Foi um escândalo em cima de nada?

Paulo Teixeira – Com certeza. Na última quinta-feira nós nos envolvemos em algo que, se as nossas mentes e instituições estivessem atualizadas, não teria acontecido.

Fiquei impressionado com o aparato. Havia uma porção de viaturas da Polícia Militar e da Policial Civil. Havia muitos policiais que utilizaram bombas de gás lacrimogêneo e gás pimenta.

Toda uma cidade parou por quase cinco horas por causa de três usuários de maconha, enquanto toda a sociedade requer segurança e outro tipo de atenção do aparelho estatal.

Isso é fruto de uma sociedade que se recusa discutir a questão das drogas com mais serenidade. Ao mesmo tempo, uma parte da sociedade já não admite mais que a polícia aja para prender pessoas que estão consumindo maconha.

Viomundo – Em relação à PM dentro do campus, o que o senhor acha?

Paulo Teixeira – O convênio com a PM tem de ser revisto. Embora a motivação tenha sido legítima – o assassinato do aluno da FEA [Faculdade de Economia e Administração] em maio deste ano–, foi um erro do reitor [João Grandino Rodas] trazer a PM para atuar permanentemente dentro do campus, fazendo a segurança. Foi uma infeliz decisão.

Viomundo – Por quê?

Paulo Teixeira — A USP sempre teve a sua própria segurança interna. Historicamente, os jovens sempre tiveram ali uma espécie de território livre. É um espaço de expressão de uma série de manifestações e hábitos da juventude, considerados normais e que fora dali não poderiam ser compreendidos. Portanto, não tinham ali atenção policial.

Só que ao trazer a PM para dentro do campus você cria conflitos como o da última quinta-feira. Foi apenas a ponta do iceberg. Amanhã um casal flagrado namorando “mais exageradamente” pode ser abordado de forma desastrosa, com sérias conseqüências. PM e estudantes no mesmo ambiente não combinam. Há sempre uma estranheza.

Viomundo – O senhor acha que podem ocorrer outros embates?

Paulo Teixeira – Claro. Deixar a PM abordar os estudantes dentro do campus é criar um rastilho de pólvora. E por quê? Porque não é usual um policiamento ostensivo fazer blitz na universidade. É um ambiente com códigos próprios. A universidade já resolveu esse problema, não precisa de polícia para resolver isso.

Por isso, repito: foi muito infeliz a decisão do reitor de levar a PM para agir dentro do campus. Ele poderia fazer o mesmo convênio com outros conteúdos.

Viomundo – Eu li depoimentos de vários alunos, com um mesmo argumento: nós precisamos de segurança dentro do campus. E aí?

Paulo Teixeira – A preocupação dos alunos com a presença de pessoas que possam representar alguma ameaça é legítima. Mas não o tipo de abordagem que está vigorando na USP atualmente.

Aliás, em que medida três estudantes fumando maconha podem ameaçar a segurança do campus da USP? Eles não representam qualquer ameaça para a segurança de ninguém.

Eu nunca vi uma pessoa que fuma maconha atingir ninguém, inclusive porque o efeito da maconha é relaxante. Não existe nenhuma associação ente um tema e outro. Eu acho um precedente inaceitável levar a PM para dentro do campus por causa da maconha.

Viomundo – O que fazer?

Paulo Teixeira – Se a preocupação é a segurança dos estudantes e demais cidadãos que circulam no campus, o tipo de convênio tem de ser modificado, porque a maneira como foi implementado o policiamento já mostrou ser equivocado. Ele tem de ter atenção para quem realmente possa ameaçar a segurança física dos alunos, professores e demais funcionários da USP.

Viomundo – Que tipo de conteúdo?

Paulo Teixeira – Deveria objetivar uma maior integração entre a guarda da USP, que por sinal foi sendo sucateada nos últimos anos, e a PM. E não simplesmente colocar a PM dentro do campus. A PM poderia, por exemplo, se preocupar com o controle de entrada e a presença de pessoas que não são da comunidade. Também ficar ao redor do campus e, sob demanda, entrar imediatamente. Importante: o convênio deve visar a estrita proteção da vida e dos bens da comunidade.

Viomundo – Tem gente que diz que os alunos não querem a PM no campus para poder fumar maconha à vontade. O que o senhor acha dessa visão?

Paulo Teixeira – O ambiente universitário não é um ambiente que se possa ter abordagem de “tolerância zero”. São locais que historicamente conviveram com a cultura da contestação. Tem uma série de práticas e costumes que não são admitidos no ambiente da cidade, mas que, na universidade , são encarados sem conflitos. É impraticável querer mudar isso depois de 30 anos.

A natureza desse ambiente não aceita o policiamento ostensivo. PM e jovens não se entendem. A PM no campus vai dar crise permanente. O erro do reitor atual foi levar a polícia para lá para cuidar dos valores com os quais ele está preocupado. Outros reitores conviveram com esse ambiente e tudo prosperou, ninguém foi prejudicado.

Viomundo – E em relação à lei de drogas o que deve ser feito?

Paulo Teixeira – Tem de ser revista. Definitivamente tirar o usuário da esfera criminal.

Junto com a sociedade, entidades e especialistas, nós estamos elaborando uma minuta de abordagem para levar esse debate também para o Parlamento.

Viomundo – O senhor pretende apresentar algum projeto nesse sentido? Quando?

Paulo Teixeira — Em fevereiro ou março. Pode ser apresentado como um projeto de lei da nossa iniciativa ou como um projeto de lei de iniciativa popular. Dessa discussão participam três instituições: o IBCCRIM –Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, de São Paulo, Viva Rio, do Rio de Janeiro, e o Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas – Cetad, da Bahia. Nós já estamos entabulando um diálogo para elaborar essa iniciativa de lei.

A propósito, a professora Sandra Nitrini, diretora da Faculdade de Filosofia, Ciências, Letras e História da USP (FFCLH), foi de uma dignidade imensa no episódio da última quinta-feira. Ela acompanhou os alunos até o distrito policial para protegê-los. Pena que, depois, o movimento mais radicalizado ocupou a diretoria da FFCLH, área onde ela solidariamente atuou para resolver a situação.

 
37 Comentários

Publicado por em novembro 3, 2011 em Uncategorized

 

37 Respostas para “Paulo Teixeira: “Três estudantes fumando maconha não ameaçam segurança de ninguém”

  1. surfando na jaca

    novembro 4, 2011 at 11:59 pm

    Broncão, bom manerar com essa cachaça toda, que seu comentário nem tem lógica. Parece até que fuma maconha!

     
  2. BRANCALEONE

    novembro 4, 2011 at 11:28 pm

    O tapado disse

    “O usuário não pode ser objeto de uma ação da polícia. A sociedade já entende que a decisão sobre o consumo ou não de alguma substância que altera a consciência não é da órbita estatal. É da órbita do indivíduo. Ainda mais num ambiente universitário onde essa reflexão é feita de alguma forma.”

    PQoP!!!!! Quer dizer que se algum FdaP enche a merda da cabeça de porcaria e sai dirigindo por ai, bate no meu carro e fere ou mata alguem da minha família tá tudo bem??? Não é problema de segurança pública??? E eu?? o que que eu faço? posso depois do acidente localizar o desgraçado e matá-lo??? Ou tenho que ter “peninha” do crápula e “entender” que a decisão é “individual” do maldito???

    Fala sério né gente, voces estão indo longe demais.

     
  3. BRANCALEONE

    novembro 4, 2011 at 11:19 pm

    O que é um latrocínio de vez em quando, diante do sagrado direito de uns imbecis fumarem seus baseadinhos em paz…
    A USP é uma entidade privada, uma instituição legalizada e não um território livre ou esbórnia.
    Quem entra lá tem que saber que existem regras e normas e que elas devem ser seguidas.
    Quer zona, bagunça, fumar maconha em paz?? ache outro lugar.
    Quem tá lá quer estudar.

    Este papinho babaca que a USP é uma espécie de área livre, onde quem quiser faz o que bem entntender é coisa de gentinha que está lá só para enganar papai e mamãe e fazer de conta que estuda.

     
  4. BRANCALEONE

    novembro 4, 2011 at 11:12 pm

    MANIFESTO PELA LIBERAÇÃO DA MACONHA !!!

    oLHA MINHA GENTE, NÓS OS NORMAIS TEMOS QUE LUTAR PELA LEGALIZAÇÃO DA MACONHA!!!!

    AFINAL DE CONTAS, SE OS POBRES DIABOS LEVAM UMA VIDAZINHA TÃO FILHA DA PUTA DE SEM GRAÇA, NÃO ENCONTRAM NADINHA NA PORRA DA VIDA QUE DE UM SENTIDO ÁS SUAS EXISTENCIA INÚTEIS E SÓ CONSEGUEM ALGUNS MÍSEROS MINUTOS DE SATISFAÇÃO E FELICIDADE SE ESTIVEREM COM A DROGA DO CÉREBRO LOTADO DE PORCARIA, TEMOS MAIS QUE TER PIEDADE DESTES NÉSCIOS E PERMITIR QUE ELES POSSAM ASSIM TEREM ALGUMA SATISFAÇÃO, MESMO QUE ELA TENHA QUE SER INALADA.

    FALA SÉRIO.

    AJUDE A ACABAR COM O TRÁFICO. MATE UM VICIADO.

    E TENHO DITO.

     
  5. surfando na jaca

    novembro 4, 2011 at 12:29 pm

    A tripinha está lá embaixo:
    É verdade, HRP. Como disse, o Doriana era um frouxo, um derretido. Quando o assunto era Israel, me lembro que foi catar um site vagabundo no Canadá, duns sionistas, para justificar a ação militar homicida de Israel contra crianças inocentes na Palestina. Sinceramente, acho que vcs. lembram dessa discussão sobre a legalidade do uso de bombas de fósforo. E que ficou sem resposta pela ONU até hoje. E também, quando o assunto era os EUA reagia da mesma forma. Um vendido completo. Nunca fez um post sobre a política externa norte-americana, com medo de ser impedido de viajar para lá. Essa é a verdade verdadeira, duela a quem duela.

     
    • Jesus era Comunista

      novembro 4, 2011 at 12:32 pm

      Vou ter que dar o meu maktub de novo:

      MAKTUB

       
    • Proftel

      novembro 4, 2011 at 5:09 pm

      Surf:

      Pensando bem, foi por aí….

      Ainda bem que estamos no futuro vendo o passado.

      Hoje, mais “escolados” no que tange à Rede creio, separamos melhor o joio do trigo.

      Daí que chego na conclusão de que muitos leem (como está na estatística que não é minha) e poucos comentam, tem medo – a não ser umas zuretas aí por conta d’um computador comprado kkkkk).

      O cara deve ter ficado de cabelo em pé quando toquei no assunto dos empréstimos a fundo perdido da Alemanha para Israel (eu sabia que os haviam) e as cobranças de pensões a “trisnetos” do holocausto.

      Por incrível que pareça, um cara veio me ajudar com dados (naquela época o Google não era tão globalizado).

      Pena que não salvei a conversa toda num .doc .

      🙂

       
  6. Jose Mario HRP

    novembro 4, 2011 at 12:17 pm

    Acho que esse post valeu toda a energia gasta pelos comentaristas até aqui.
    Por isso tenho plena esperança nos homens, como disse o Fred, que queiram evoluir…..

     
  7. Jose Mario HRP

    novembro 4, 2011 at 12:11 pm

    Fred e Patriarca, não entendo o que fez um se irritar com outro porque considero os dois o tipo de gente que vale cultivar como amigo, então vão com calma.
    Deixem o papel de estúpido e sem educação pra mim.

     
    • surfando na jaca

      novembro 4, 2011 at 12:21 pm

      KKKKKKKKK. O Carecão acordou de mau-humor. Deve estar fazendo sol forte por lá. Coloque um boné e tome uma gelada , Fred. KKKKKKKKKKKK

       
  8. surfando na jaca

    novembro 4, 2011 at 12:01 pm

    Muito bem, o pessoal está se estranhando. A vida é assim. Aqui só tem gente de bem e o pau está comendo solto. O Fred é um destrambelhado, um fundamentalista do bem. O Patriarca me parece um bom burguês e flamenguista. Então, devagar com a louça nessa casa de macacos.
    HRP, não veja qualquer coisa de profundamente errado com a Dilma em relação ao governo Lula. A não ser a diferença profunda de temperamento pessoal, nada se fez em tão pouco tempo. Ela tem reagido corretamente aos escândalos de seus ministros. Sim ,a roubalheira enoja e solicita com urgência uma reforma das leis e aplicação delas. Acho que vc. está sendo muito duro nessa avaliação sem citar fatos.

     
    • Jose Mario HRP

      novembro 4, 2011 at 12:13 pm

      Um pouco de destrambelhamento e idéias mal pensadas…..e acho que é um pouco de mau humor.
      Deixa a Dilma quieta mesmo, afinal com uma oposição tão m….tem que dar um desconto.

       
  9. Jose Mario HRP

    novembro 4, 2011 at 11:39 am

    Fred, em relação aos policiais , concordo e muito com voce.
    Tenho a mesma sensação hoje quando eles se aproximam que tinha lá em Paulinia nos anos 70/80.
    Em bairro pobre chegavam chegando e daí para alguma tragédia era quase certeza!
    Voces só não perceberam , que aqui em Sampa, regredimos e os poderosos contam com a aceitação e o apoio de pessoas pouco informadas, pouco cultas, extremamente sedentas de soluções rapidas mesmo que custem seus próprios direitos e que se jogue para o alto todos os escrúpulos!
    Me consideram um admirador dos ensinamentos de Jesus(que são os que Deus o mandou via Jesus), mas mesmo que seja a favor da lei sempre me senti bem em nunca perder a capacidade de se indignar e ou romper com o legalismo hipócrita.
    Por exemplo:
    A Dilma não me cheira bem faz tempo, a minha confiança está meio abalada.
    E a corrupção dentro do govemro me enoja e poda minha capacidade de dar apoio integral a esse governo, embora ele seja mil vezes melhor que um possivel governo dessa nossa direita podre e entreguista.

     
    • Jose Mario HRP

      novembro 4, 2011 at 11:57 am

      me indignar, sorry….

       
    • Jesus era Comunista

      novembro 4, 2011 at 11:58 am

      HRP

      O problema é que a nossa permissividade na interpretação, ou melhor, na não interpretação da lei, para não causar um problema maior, como tolerar a turma fumando maconha no campus, acaba com o respeito à lei.

      E isso parece inerente aos brasileiros, não sei se é advindo dos portugueses. Ao ler 1808 sobre a corte de D. João VI nós vemos o Brasil exatamente igual ao que é hoje.

      O problema é que a permissividade aliada a falta de JUSTIÇA acaba levando todo mundo a fazer o que quer porque sabe da impunidade ou da tolerância.

      Se a sociedade acha que a maconha não traz problema, ótimo, que se legalize a maconha. O que não dá é a sociedade fazer uma lei e não cumpri-la, porque neste caso todas as outras perdem o valor.

      Essa é a encruzilhada que eu falo.

      Aproveito para lembrar que quem tem o poder de fazer justiça é a JUSTIÇA.

      Hoje está tudo desmoralizado, a polícia faz um inquérito, gasta uma fortuna com peritos, máquinas de perícia, investigações demoradas, mais de ano, manda para os tribunais e o que acontece?

      O crime não é julgado por decorrência de prazo, o criminoso fica solto anos, passa pela delegacia e ainda sacaneia o policial.

      O que se pode se esperar de uma polícia neste contexto?

      Os caras saem para ver se a lei está sendo cumprida e são apedrejados.

      O que se pode esperar desta polícia?

      ” Me consideram um admirador dos ensinamentos de Jesus(que são os que Deus o mandou via Jesus), mas mesmo que seja a favor da lei sempre me senti bem em nunca perder a capacidade de se indignar e ou romper com o legalismo hipócrita. ”

      Eu entendo perfeitamente seu pensamento, porém apesar de quase tudo ser hipócrita neste mundo, a lei tem que ser cumprida, se não, não há mais necessidade de se ter leis.

      Eu acho que nós brasileiros precisamos ser menos superficiais, pois muita atitude que tomamos pode ajudar a quem mais se locupleta da situação, o legalismo hipócrita.

      Quanto a Dilma, só o tempo dirá. O Jesus da Dilma é o Lula, enquanto ele apoiar, vamos tendo fé.

       
  10. Patriarca da Paciência

    novembro 4, 2011 at 11:12 am

    Ô Garotão Carecão de Jesus,

    para você ver como esse mundo é estranho.

    O Pedro Doria, aos 30/33 anos, era (na época do blog) no mínimo, dez vezes mais tolerante e democrata que você.

    E de seguidor de Jesus você não tem nada também.

     
    • Jesus era Comunista

      novembro 4, 2011 at 11:28 am

      Não poderia esperar de você, comentário diferente deste.

      Supérfluo, afirmativo, não demonstrativo, errado, porque o Dória me expulsou de lá, logo nada de tolerante ou democrático.

      Ou seja, totalmente errado e inconsequente.

      Eu sou seguidor de Jesus, não sou Jesus.

       
      • Jose Mario HRP

        novembro 4, 2011 at 11:51 am

        Te punham o rotulo de anti semita por não aceitar o comportamento podre e jamais assumido de Israel nessa farsa dantesca de surrupiar o território palestinos comendo pelas beiradas e usando o tacão sem clemencia , dó e descaradamente.
        O drama palestino só não é maior do que o da fome endemica de certos países tribais da africa.
        E haja tolerancia Doriana!
        Desde que não fale-se mal do querido Israel………sionismo pouco é bobagem!

         
        • Jose Mario HRP

          novembro 4, 2011 at 11:52 am

          se fale….

           
        • Jesus era Comunista

          novembro 4, 2011 at 12:10 pm

          É verdade.

          Na realidade eu entendo perfeitamente o PD e a turma dele. É uma tribo defendendo seus princípios que não conseguem mudar, evoluindo.

          Mas é uma parte dos judeus, não todos.

          Tem muito judeu esclarecido, bom, sábio.

          Para você ter uma ideia de como os chimpas evoluem, outro dia estava na Band, acho, quando entrou um programa pago e quase caí da cadeira.

          Dois rabinos judeus num programa em que a chamada principal era o entendimento, finalmente, que Jesus foi sim o MESSIAS e que o povo de Israel errou totalmente ao cruxificá-lo.

          Aliás não todo o povo, os que tinham interesse em vender os animais para o sacrifício dentro do templo.

          O povão mesmo, seguia era Jesus.

          Se Jesus era ou não o MESSIAS, não faz a mínima importância para mim, eu o sigo porque ele quis mudar o mundo para melhor, o sigo por afinidade, por raciocínio.

          O que a turma do PD fazia era seguir a tradição. Entendo perfeitamente.

           
        • surfando na jaca

          novembro 4, 2011 at 12:28 pm

          É verdade, HRP. Como disse, o Doriana era um frouxo, um derretido. Quando o assunto era Israel, me lembro que foi catar um site vagabundo no Canadá, duns sionistas, para justificar a ação militar homicida de Israel contra crianças inocentes na Palestina. Sinceramente, acho que vcs. lembram dessa discussão sobre a legalidade do uso de bombas de fósforo. E que ficou sem resposta pela ONU até hoje. E também, quando o assunto era os EUA reagia da mesma forma. Um vendido completo. Nunca fez um post sobre a política externa norte-americana, com medo de ser impedido de viajar para lá. Essa é a verdade verdadeira, duela a quem duela.

           
          • Jesus era Comunista

            novembro 4, 2011 at 12:31 pm

            MAKTUB

             
  11. Patriarca da Paciência

    novembro 4, 2011 at 10:49 am

    “Eu prefiro ser abordado por um ladrão do que por um policial.

    Nunca sabemos se o policial é um meliante ou não. Já o bandido, de cara sei com quem estou tratando.”

    Estou começando a desconfirar que o “Carecão de Jesus” é talibã. Ou quem sabe xiita?

    É claro que existem policiais corruptos.

    Mas generalizar desse jeito é coisa de xiita mesmo.

    Rapaz, o mundo nunca foi melhor do que o que é atualmente. De onde você extrai os seus paradigmas?

    Acho que você está precisando arejar um pouco a sua cuca!

     
    • Jesus era Comunista

      novembro 4, 2011 at 10:54 am

      Já no seu caso, não adianta arejar.

      A sua capacidade intelectual se limita a adjetivar e soltar no ar estatísticas de sua própria imaginação.

      Xiita, talibã – é ……

       
      • Patriarca da Paciência

        novembro 4, 2011 at 11:02 am

        Calma aí, Ô garotâo!

        Se você perguntar pro Proftel, ele vai dizer que lá por Anápolis corre um ditado que “bronquinha mixuruca é ferramenta de otário”.

        De minha lavra, e da torcendo do Flamengo, ” xingamento é argumento de quem não tem mais argumentos”.

        Estatísticas da minha própria imaginação?

        Poderia me citar alguma?

        Mostrarei a fonte.

         
        • Jesus era Comunista

          novembro 4, 2011 at 11:16 am

          Você é um indivíduo que fala coisas como esta:

          ” Rapaz, o mundo nunca foi melhor do que o que é atualmente. De onde você extrai os seus paradigmas? ”

          A diferença entre nós é exatamente esta.

          Eu quero melhorar o mundo e você acha ótimo como está.

          Agora meus argumentos, que parece que não te afetam, você nem se dá conta.

          Eu uso argumentos e não adjetivo NINGUÉM, a única exceção foi ontem com o Surf, porque ele estava sentindo falta do DAF mas me senti mal ao fazê-lo, apesar de ter me chamado de anti semita.

          Mas fico grato a você porque certos adjetivos vindo de certas pessoas podem ser elogios.

          Agora já posso me vangloriar de ter alguns:

          nazi, anti semita, xiita, talibã.

          E eu é que não tenho argumentos. Você ao dizer:

          ” ” De minha lavra, e da torcendo do Flamengo, ” xingamento é argumento de quem não tem mais argumentos”. ”

          Já se definiu plenamente ao me xingar de xiita e talibã.

           
        • Proftel

          novembro 4, 2011 at 5:15 pm

          Patriarca da Paciência:

          Realmente há esse ditado entre os mais antigos mas, hoje em dia, com tantos dissabores e a cidade já com mais de 400.000 (sim, quatrocentos mil habitantes) a coisa ficou feia pacas.

          Você não conheceria a Anápolis de hoje, pode crer.

          🙂

           
  12. Jesus era Comunista

    novembro 4, 2011 at 10:03 am

    Um grupo de estudantes começou a protestar, para evitar as prisões. A manifestação foi ganhando adesões – chegou a cerca de 500

    Após quase quatro horas de discussão entre representantes da polícia, estudantes e professores, começou o tumulto. Segundo alguns relatos publicados na mídia, os estudantes gritavam palavras e xingamentos contra a presença da polícia. Irritados, os policiais partiram pra cima do grupo. De acordo com outros relatos, também divulgados na mídia, quando policiais deixavam o local com os três jovens detidos rumo à delegacia, um grupo cercou as viaturas, jogando pedras e outros objetos. A polícia reagiu violentamente, com bombas de gás lacrimogêneo, gás pimenta e cassetete.

    Paulo Teixeira — Eles foram levados ao distrito policial, onde assinaram um termo circunstanciado. Os três terão de comparecer ao Juizado Criminal de Pequenas Causas para responder pelo porte de maconha, já que, pela lei de drogas no Brasil, é um ato ainda considerado equivocadamente como crime.

    Paulo Teixeira – Num momento em que a sociedade exige tanta atenção para os crimes contra as pessoas e contra o patrimônio, é lamentável que a polícia use o seu tempo, sua estrutura, para prender três jovens porque estavam consumindo maconha. Se é verdade que já temos maturidade na nossa sociedade, é inconcebível envolver tanta gente, tantos esforços, para atuar em algo que é da esfera pessoal.

    ======================================================
    Este acontecimento e esta entrevista nos mostra bem como é o brasileiro.

    O Paulo Teixeira é deputado, aquele companheiro que faz leis. Mas, que passa tranquilamente sobre a lei que nem um trator:

    “Os três terão de comparecer ao Juizado Criminal de Pequenas Causas para responder pelo porte de maconha, já que, pela lei de drogas no Brasil, é um ato ainda considerado equivocadamente como crime.”

    Lei é lei, como pode um deputado que é pago para fazer leis desmerecê-las. Se não gosta dela, batalhe para mudá-la. mas que a respeite enquanto exista.

    De novo:

    “Num momento em que a sociedade exige tanta atenção para os crimes contra as pessoas e contra o patrimônio, é lamentável que a polícia use o seu tempo, sua estrutura, para prender três jovens porque estavam consumindo maconha. Se é verdade que já temos maturidade na nossa sociedade, é inconcebível envolver tanta gente, tantos esforços, para atuar em algo que é da esfera pessoal.”

    Novamente passa por cima de uma lei. Para mim este indivíduo poderia ser qualquer coisa, lider sindical dos maconheiros, ou qualquer outra coisa, menos deputado. Ele chuta sua própria bunda. Um deputado, que não respeita a lei que faz.

    O jeito brasileiro de permitir é conflitante com o espírito da lei, isso é que eu chamo de encruzilhada em que nos encontramos.

    segurança – permissividade – lei

     
  13. Jose Mario HRP

    novembro 4, 2011 at 9:53 am

    O problema da USP é um mostruario do que é a politica de segurança paulista.
    Mortes por enfrentamento é um dos lados desse drama.
    Vários direitos da constituição são literalmente ignorados pela policia bandida paulista.
    Reunião, livre manifestação e outros são reprimidos com violencia e atacados por uma midia conservadora e legalista/falso moralista .
    É um drama frequente que todos que discordam desse governo direitista e ousam enfrentá-lo sofrem…..porrada e mais violencia repressão!
    A maconha foi um caminho para desqualificar os estudantes numa bem organizada e persistente politica de humilhações diárias suprimir as tradições culkturais daquele campus libertário.
    Aliás meu povo paulista merece bem passar por esse lixo de governo…….é o castigo por serem tão safados ao votar!
    Tchau , volto mais tarde!

     
    • Jesus era Comunista

      novembro 4, 2011 at 10:16 am

      HRP

      Se há alguém enojado com a polícia brasileira, não só a de São Paulo, de todo o Brasil, esse alguém sou eu.

      Eu prefiro ser abordado por um ladrão do que por um policial.

      Nunca sabemos se o policial é um meliante ou não. Já o bandido, de cara sei com quem estou tratando.

      Lei é lei, você ir contra o fato de policiais abordarem indivíduos que estão praticando um ato ilegal é usar da permissividade.

      E permissividade é a pior coisa para o desenvolvimento de uma nação. Porque a sua permissividade é diferente da minha, então para que as leis?

      Vamos comprar todos um Colt 45 e voltar aos velhos tempos do Oeste Americano.

      Ora se pedem aos PM irem para o Campus dar proteção aos que infrigem a lei, que porra de moral é esta?

      Fazer isso é dar liberdade aos PM de achar que a lei não se cumpre. Que cada segmento tem sua lei.

      E o PM passa a fazer sua lei.

      É isto exatamente o que acontece no Brasil. A polícia tem a sua lei, e vira bandida.

      E quem assina embaixo é a JUSTIÇA, pela impunidade que vemos grassando por aí.

      Esta é a encruzilhada em que paramos e não sabemos o que fazer.

       
  14. surfando na jaca

    novembro 4, 2011 at 9:03 am

    Um maconheiro incomoda muita gente. Três maconheiros incomodam muito mais…

     
    • surfando na jaca

      novembro 4, 2011 at 9:26 am

      Simples essa questão. Toda universidade tem segurança própria ou contrata segurança. Só a USP chama a PM para fazer segurança no campus. Sorte que ainda não aconteceu uma tragédia. Agora, campus sem segurança é que não dá! E maconheiro é preocupação menor, né?

       
  15. Jose Mario HRP

    novembro 4, 2011 at 7:17 am

    Cara eu dava umas palmadas no bum bum dos meus dois, mas era tanto o desgaste que desisti, olha só isso…….

     
  16. Jose Mario HRP

    novembro 4, 2011 at 6:12 am

    Alex e Fred, vejam como os EUA fazem para espantar um sério concorrente de seu terrítório.
    http://economia.ig.com.br/empresas/industria/embraer-e-investigada-por-corrupcao-pela-sec-dos-eua/n1597352682617.html

     
    • Jesus era Comunista

      novembro 4, 2011 at 9:40 am

      Interessante HRP, resta saber se estão fazendo o mesmo com as empresas americanas aqui no Brasil. Se estão, vão punir todas.

       
    • Proftel

      novembro 4, 2011 at 5:28 pm

      HRP:

      Por isso que fazemos parte do “Clube do Brics” (Brasil, Rússia, Índia e China e África do Sul).

      Não somos “certinhos”, “puritanos” seguidores da Lei, nesses países há algo mais, um “jeitinho” que os gringos acima do Equador não entendem, é uma coisa entre a Lei e as pessoas que comerciam, está nesse limiar.

      Se trata d’um acordo de “fio de bigode” onde a Lei não alcança e o financeiro alcança pela burocracia.

      🙂

       
  17. Jesus era Comunista

    novembro 3, 2011 at 10:45 am

    Essa chamada do HRP é um assunto bem interessante. Aliás, eu diria extremamente interessante.

    Ela nos mostra um conflito atual na sociedade brasileira cujo tema é:

    segurança – permissividade – lei

    Talvez um cruzamento de caminhos, um entroncamento no qual estamos parados a tempo, na realidade sem saber o que fazer, se demorarmos muito a resolver cada vez mais, vai ficar mais caro o conserto das consequências

    Quais as causas que nos impede escolher qual caminho vamos seguir?

    O que os companheiros acham?

     

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