RSS

Um “pepino” de quase quatorze toneladas:

11 nov

Não sei se vocês estão acompanhando a agonia dessa sonda espacial.

Abaixo estão dois textos, um da grande mídia e outro de página especializada.

Dá medo, ela pode reentrar na atmosfera em sessenta dias :

 

Espaçonave da Rússia tenta ‘reencontrar’ o caminho para Marte

Foguete se desviou da rota, mas cientistas tentam assegurar que sonda com destino ao planeta vermelho não repetirá fracassos anteriores.

Cientistas responsáveis pelo programa espacial russo estão particularmente ansiosos em relação à mais recente missão não-tripulada do país com destino a Marte.

A missão, que visa chegar à lua marciana de Phobos, partiu nesta quarta-feira da estação de lançamento de Baikonur, no Cazaquistão.

Mas o ambicioso empreendimento corre o risco de terminar antes mesmo de ter começado.

A sonda espacial desviou de seu trajeto original e chegou a se perder, já que um dispositivo feito para informar automaticamente o paradeiro da espaçonave acabou não sendo acionado.

Cientistas tentam redirecionar a nave para seu caminho para que consiga chegar ao planeta vermelho, onde deverá coletar amostras do solo e recolher rochas.

Se tiver êxito, a missão porá fim à escrita de 16 missões marcianas mal-sucedidas.

Fonte:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/11/espaconave-da-russia-tenta-reencontrar-o-caminho-para-marte.html

______________________________________________________________________

Russos pedem ajuda para tentar salvar sonda Phobos

A agência espacial russa está solicitando a astrônomos e observadores independentes informações óticas capazes de determinar as reais condições da sonda russa Phobos-Grunt. O objetivo é saber com exatidão se a sonda está na posição correta ou se houve alguma mudança após a tentativa mal sucedida de ignição dos foguetes, na última terça-feira.

Ao que tudo indica, os centro de controle da missão perdeu parte do controle sobre a sonda, que está impedindo a recepção dos dados telemétricos que informam a real posição da Phobos dentro da órbita. Sem conhecer esse parâmetro, chamado no jargão espacial de “atitude”, fica quase impossível enviar dados ou um novo software de controle.

De acordo com um porta-voz da agência espacial russa, Roskosmos, os engenheiros acreditam que a nave esteja em “modo de segurança”, aguardando comandos de terra. No entanto, ao pedir relatos de observadores visuais a agência dá a entender que não sabe exatamente qual a posição da sonda e que a telemetria não está enviando dados que possam determinar como a sonda está posicionada dentro da órbita.

Apesar de saber a localização do satélite com bastante precisão, a Phobos pode estar “de costas”, “de lado”, “de cabeça para baixo”, girando, etc. Isso faz com que a posição das antenas também seja desconhecida, dificultando as tentativas de contato ou nova ignição dos foguetes.

A sonda está em uma órbita muito baixa, de 340 km x 208 km e completa uma revolução ao redor da Terra a cada 90 minutos. Suas passagens são muito rápidas e as observações requerem câmeras especiais de alta velocidade, capazes de registrar nuances muito pequenas no brilho, que podem identificar o movimento de rotação e também conhecer “como” a sonda se move dentro da órbita, a sua “atitude”.

Segundo Sergey Barabanov, diretor do Observatório de Astronomia de Zvenigorod, INASAN, câmeras desse tipo são encontradas em observatórios militares como Pamirs ou Nikolayev na Rússia e Irkutsk, na Ucrânia.

“Temos muitas hipóteses sobre o que pode ter acontecido, o que envolve métodos diferentes de ressuscitação”, disse um dos engenheiros do projeto. “O pior cenário é o da sonda não estar ouvindo os sinais de terra, o que seria lamentável”, explicou.

Nesta sexta-feira os engenheiros deverão tentar contato com a Phobos através de dois complexos de comunicação usados para pesquisa interplanetária. A sonda passa duas vezes ao dia sobre essas estações e o objetivo será receber sinais telemétricos que informem se os dispositivos estão em condições normais e se os painéis solares estão abertos e mantendo as baterias carregadas.

Reentrada
Como todo o satélite que orbita a Terra, se não for impulsionada em direção a Marte a sonda Phobos-Grunt também deverá reentrar na atmosfera em breve. Os últimos cálculos feitos pelo Apolo11 e apresentados pelo Satview mostram que a queda ocorrerá em fevereiro de 2013, com elevado grau de incerteza sobe essa data. Até ontem, os valores apontavam que a reentrada ocorreria em menos de 60 dias. A Phobos pesa 13.700 quilos.

Para rastrear a sonda Phobos-Grunt pelo SatView, clique aqui Para saber mais sobre a missão Phobos-Grunt, clique aqui

Fonte:

http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Russos_pedem_ajuda_para_tentar_salvar_sonda_Phobos&posic=dat_20111111-075916.inc

 
9 Comentários

Publicado por em novembro 11, 2011 em Uncategorized

 

9 Respostas para “Um “pepino” de quase quatorze toneladas:

  1. surfando na jaca

    novembro 11, 2011 at 10:53 am

    O mais revolucionário dos projetos educacionais nesse país parece estar em extinção: os CIEPS. Matéria importante no portal Terra:

    ANGELA CHAGAS
    Quando foi governador do Rio de Janeiro, entre 1983 e 1987 e, depois, entre 1991 e 1994, Leonel Brizola deu início ao sonho de implantar escolas de turno integral com a construção de pelo menos 500 Centros Integrados de Educação Pública (Cieps). Passados mais de 17 anos do fim de sua gestão, a proposta fracassou no Estado, e também no Rio Grande do Sul, onde foi implantada no início dos anos 1990 na administração do PDT.
    Segundo a Secretaria de Educação do Rio de Janeiro, de cerca de 500 Cieps construídos e postos em funcionamento no Estado, 307 continuam sob a gestão da rede estadual. O restante foi repassado para os municípios ou destinado para outras atividades. Do total de escolas ligadas ao governo estadual, apenas 150 seguem com o horário integral, o que corresponde a menos da metade da rede de Cieps.
    No Rio Grande do Sul, onde os centros foram erguidos durante a gestão de Alceu Colares (1991-1994), seguidor de Brizola, a realidade é ainda pior: de mais de 90 escolas construídas, apenas 16 contam atualmente com o horário ampliado, segundo dados da Secretaria de Educação. Uma das poucas que ainda resiste com o turno integral é a Escola Mané Garrincha, na capital gaúcha.
    Com 490 alunos, a escola oferece turno integral para 250 estudantes do 1º ao 5º ano, que ficam no colégio das 8h até as 17h30. O restante, do 6º ao 8º ano, permanece na escola quatro horas por dia. Segundo o diretor, Sérgio Luiz Carvalho de Aguiar, após a inauguração em 1994, o Ciep funcionava com horário integral para todas as turmas. Porém, problemas na estrutura de um dos prédios, que precisou ser interditado, obrigaram a redução da jornada para poder atender com as aulas normais todos os estudantes.
    O prédio ficou fechado por mais de dez anos e as obras ainda estão em andamento. A estimativa do diretor é que a estrutura possa voltar a ser ocupada nos próximos meses, com a ampliação da jornada. Enquanto isso, os alunos estão sem laboratório de informática e de ciências, que foram transformados em salas de aula. “Com a reforma também vamos voltar a ter dois ginásios, um refeitório espaçoso e uma cozinha industrial”, diz o diretor, que está no magistério há 35 anos.
    Segundo Aguiar, o maior problema para o turno integral é a falta de continuidade dos projetos políticos dos governos. “A reforma no prédio ficou tanto tempo parada porque não era uma prioridade para os governos. O turno integral precisa ser um projeto de Estado, separada das vaidades políticas, se não acaba um governo e morre tudo”, afirma.
    A professora de pós-graduação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) Lígia Martha Coelho concorda que o turno integral precisa superar as questões partidárias. “A proposta dos Cieps foi esvaziada porque não houve compromisso de continuidade por parte dos governos que se seguiram”, afirma Lígia, que é coordenadora do núcleo de estudos de educação integral da universidade.
    Além da falta de continuidade, a professora aponta que fracasso do projeto se deve também a “necessidade política”, no caso do Rio de Janeiro, de construir 500 prédios que eram “promessa de campanha”. Segundo ela, a urgência em colocar as escolas em funcionamento não permitiu que fosse dada prioridade ao projeto político-pedagógico, como se pretendia na ideia original. “Era difícil dar conta de implantar vários Cieps a cada mês e ainda discutir, no campo mesmo das escolas, todos os desafios que eram apresentados, diariamente, pelo cotidiano da proposta em funcionamento”, afirma.
    Escola tenta acabar com ‘preconceito’ com Cieps
    Diretora do Ciep 445 – Miguel de Cervantes, em Itaboraí (RJ), Iara Moraes da Silva, diz que o maior desafio da escola, que não funciona mais com o turno integral, é acabar com o preconceito dos pais e dos próprios alunos com os Cieps. “Nós tivemos de trabalhar muito na comunidade para acabar com o preconceito com o Brizolão (como são chamadas os Cieps no Rio de Janeiro). Os pais não queriam matricular seus filhos porque se criou a imagem de que era uma escola de pobre, de que o horário integral era para atender as crianças que não tinham o que comer em casa, que ficavam na rua.”
    Localizada na periferia de Itaboraí, a escola atende 1,7 mil alunos. “O turno integral foi extinto pela necessidade de ampliar as vagas, no começo era uma escola de ensino fundamental e passou a ter o ensino médio também. Mas eu acho que faz muita falta ter um horário ampliado para os alunos”, diz a diretora que sonha em ver os alunos do ensino médio estudando o dia inteiro, com aulas de português e matemática intercaladas com cursos de capacitação profissional.
    No Ciep Paraíba, em Porto Alegre (RS), a diretora Leisa Severo de Oliveira também espera ver os alunos o dia inteiro na escola, que nunca funcionou com turno integral. “A construção do colégio ficou pronta no final de 1994, mas no ano seguinte trocou o governo e a proposta foi abandonada. O que fizeram foi ampliar as matrículas, que seriam de 700 em turno integral, para 1,4 mil nos dois turnos”.
    Segundo Leisa, principalmente para os alunos de famílias mais carentes o turno integral é uma necessidade. “Os pais não têm condições de dar um suporte em casa para o ensino. Além de reforçar o aprendizado, o turno integral tira as crianças da rua”, diz ao destacar que espera que o alto custo de implantação do modelo no País não seja visto como um gasto pelos gestores, mas como um “investimento”.
    Entraves para o turno integral no Brasil
    A professora da Unirio destaca que, ao contrário do Brasil, o turno integral é uma realidade em países desenvolvidos. “Os alunos, nessas nações, ficam em média de seis a oito horas diárias na escola, com atividades diversificadas e integradas. Por que esta prática não pode ser ‘praticada’ no Brasil?”, questiona. Segundo Lígia Martha Coelho, entre os entraves para a adoção com qualidade do ensino integral no País está a ausência de políticas públicas efetivas, tanto por parte do governo federal, quanto dos Estados e municípios.
    “Alguns dirão que a questão financeira é outro entrave, que não há verbas suficientes para a implantação do turno integral em vários municípios. Penso que isto pode acontecer em algumas cidades. No entanto, quando se tem uma proposta como essa, as verbas precisam ser encontradas, simplesmente porque é uma prioridade”, diz a especialista em educação integral.
    Para o sucesso da proposta, ela lembra ainda que não basta ter uma estrutura completa como a de um Ciep, sem pensar na formação dos professores, sem planejamento pedagógico das ações – que não podem ser focadas somente num reforço no contraturno – e sem incluir todos os alunos de uma mesma escola, “evitando preconceitos ou desestímulo por parte dos que estão dentro ou fora da proposta”, completa.
    O que são os Cieps
    Os Centros Integrados de Educação Pública foram criados a partir de 1984, sob a coordenação do educador Darcy Ribeiro, então vice de Brizola no governo do Rio de Janeiro. O projeto foi interrompido em 1987 e retomado em 1991, no segundo governo de Brizola. No Rio Grande do Sul, a ideia foi adotada no começo dos anos 1990, na gestão do pedetista Alceu Colares.
    O projeto arquitetônico foi idealizado por Oscar Niemayer, que desenvolveu prédios pré-fabricados, com a finalidade de aliar baixo custo e rápida execução. A estrutura padrão possui biblioteca, refeitório, centro médico, ginásio coberto e alojamentos. Já a proposta pedagógica desenvolvida por Darcy Ribeiro previa oito horas diárias de permanência na escola com quatro refeições e atividades integradas ao currículo básico.
    De acordo com Laurinda Barbosa, consultora da Fundação Darcy Ribeiro e uma das idealizadoras da proposta, o objetivo dos Cieps era de oferecer uma aula formal, aliada à prática de esportes, à cultura e ao desenvolvimento das comunidades. “A ideia discutida do Darcy Ribeiro é que a escola promovesse um planejamento integrado, oferecendo às crianças e aos adolescentes a possibilidade de um exercício pleno da cidadania, sabendo ler e escrever, compreendendo sociedade e transformando o ambiente em que vive”, afirma.
    Segundo Laurinda, por mais que algumas escolas da rede estadual ainda permaneçam com o modelo de turno integral, nenhuma segue a proposta original dos Cieps. “O turno integral proposto por Darcy não é aquele em que se tem aula de reforço no contraturno. O modelo dos Cieps unia o conhecimento formal com arte, esportes, ciência, literatura. Sem planejamento integrado e sem proposta pedagógica, isso não se faz”, completa.

     
    • Proftel

      novembro 12, 2011 at 12:09 am

      Surf:

      Está acabando sim, falta culhão aí:

      Você já deve ter visto:

      :-/

       
      • surfando na jaca

        novembro 12, 2011 at 12:52 pm

        É a expressão real de nossos políticos. Achava que os partidos tinham até escola para corrupção para seus quadros, mas como disse a deputada, é uma questão de DNA.

         
  2. Robertão

    novembro 11, 2011 at 10:47 am

    LOVE E MUSIC? estás enamorado, né?

     
    • HRP LOVE AND MUSIC

      novembro 12, 2011 at 6:45 am

      KKKKKKKKK……

       
  3. HRP LOVE AND MUSIC

    novembro 11, 2011 at 9:52 am

    Já guardei os dois endereços para pesquisar mais tarde.

     
  4. surfando na jaca

    novembro 11, 2011 at 9:47 am

    O FDA pergunta-nos sempre qual o sentido prático desse blog e já lhe respondi diversas vezes, pois tenho uma paciência oriental. E agora sou eu que indago a necessidade de tais explorações. O que querem em Marte, afinal? Novos recursos materiais? Colonizar é impossível. Formar bases militares ou de exploração para outros pontos? Tanto dinheiro e tudo pela ciência é que não é.

     
    • Proftel

      novembro 11, 2011 at 10:14 am

      Surf:

      Vou responder a mesma coisa que escrevi aí embaixo no post do Berlusconi:

      “A chefe não veio e tive um tempinho pra entrar aqui, liberar três comentários do HRP e postar um assunto creio interessante aí em cima.

      Voltando ao assunto da “liberação”, até hoje nada aqui foi bloqueado ou editado, pode demorar um pouco de minha parte pra liberar mas é por falta de tempo mesmo.

      Vocês sabem que durante a semana pra mim é pauleira e, agora sem o Fred pra ajudar a coisa ficou feia prô meu lado.

      Desde já peço desculpa pela ausência nas caixas de comentário.

      De resto, hoje é sexta cabalística (11/11/2011), será que a Skór do fim-da-tarde terá um gosto diferente? kkkkk.

      Quanto ao espaço, continua com a mesma filosofia de sempre.

      Se sintam em casa, pode abrir a geladeira, pegar um whisky na estante, botar o pé em cima da mesa e puxar um cinzeiro, estamos aqui pra bater papo.”

      Quanto às pesquisas espaciais, também creio que essa grana toda poderia ser melhor aproveitada (bem como a que é gasta com armamentos) pra sanar problemas de fome e saúde nesse mundão véio de 7 bilhões de habitantes.

      🙂

       
      • surfando na jaca

        novembro 11, 2011 at 10:24 am

        Protel, já li e perguntei.

         

Obrigado pelo seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: