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Os comentadores da internet

30 nov

Não é mera opinião: conheça os Perfis falsos, mensagens pagas e politicagem por trás das discussões na rede

por Vinícius Cherobino
 
O problema é o governo do PT e a corrupção, diz um. Muito pior foram as privatizações neoliberais do FHC, responde o outro. Segundos depois, alguém chama ambos de babacas e ofende suas respectivas mães. A coisa sai do controle, os argumentos escasseiam, mas as ofensas continuam. A última declaração é “vai, Corinthians!”. Não é na mesa de bar, mas no rodapé de notícias, posts e reportagens na internet que esses debates acontecem — as seções de comentários viraram uma espécie de selva digital. Espécimes das mais variadas libertam a agressividade, são pagos para fazer propaganda partidária ou cobram pelos textos que escrevem para falar bem de empresas. Veja o que está por trás da lista interminável de comentários que você vê no pé das notícias e blogs.

“Comentar é uma forma de viver as notícias”, diz Ricardo Kaffa, um dos comentadores mais participativos do site Folha.com, com incríveis 5,2 mil posts. “Quando leio notícias como a absolvição da Jaqueline Roriz, preciso fazer alguma coisa. Vou comentar, já que não dá para ir para a janela e berrar”, diz. Mas por que fazer isso na web? “A internet abre espaço para as pessoas se expressarem como elas quiserem, educada ou agressivamente”, diz o psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, coordenador do Centro de Estudos de Dependência da Internet. Daí a selva. O espaço tende a se transformar em uma guerra: não estar na presença do outro elimina o constrangimento quando alguém eleva o tom, segundo Abreu. “Quando o comentário é assim [raivoso], funciona como uma espécie de alívio, algo que a pessoa não consegue fazer na vida real.”

É claro, nem todos os comentadores assíduos querem só extravasar. O produtor de bandas brasiliense Bruno “Vocal” Guedes, que chega a passar 16 horas conectado e publica 50 comentários por dia, encontrou outro motivo. “Quero as pessoas comentando no meu mural, quero polêmica, quero um milhão de amigos”, diz. Depois de comentários como “gente lesa gera gente lesa”, Vocal arranca risos de colegas nas áreas de notícias bizarras e de política e pede para eles “darem um add” no seu perfil do Facebook. Com isso, vem ganhando seguidores na intenção de abrir caminho a uma carreira como comediante. Mas só conseguiu um convite para divulgar uma marca de roupas, que rejeitou. “Queriam me pagar R$ 250 e dar roupas por 6 meses. Só que eu nunca usei aquela marca”, disse Vocal, que acumula mais de 1.500 fãs na rede no Facebook.

 
QUER FALAR (POR) QUANTO?
E o que os portais ganham quando brigas ou comentários que não se relacionam com o tema da reportagem se acumulam? “É paradoxal”, diz Geert Lovink, professor da Universidade de Amsterdã e autor do livro Zero Comments: Blogging and Critical Internet Culture (Sem Comentários: Blogar e a Cultura Crítica da Internet, sem edição no Brasil). “É difícil aguentar o tom irritadiço e a quantidade gigantesca de comentários. No geral, os grandes sites usam essa área para mostrar que têm muitos usuários ativos. Não importa o que foi dito, apenas que cliquem e participem”, diz Lovink sobre a prática que rende aos sites audiência e tempo de permanência, convertidos em mais publicidade.

Mas se os maiores portais não dão tanta bola para o conteúdo daquela área, há muita gente disposta a pagar por ele. O caso mais famoso é o “partido de 50 centavos” na China. O nome se refere à prática, denunciada no jornal The New York Times e no site BBC News, de o país pagar 50 centavos de yuan (14 centavos de real) por comentário positivo ao governo em sites de notícias e blogs. O caso, do qual se tem relatos desde 2004, está longe de ser isolado. Há, hoje, a profissionalização de um mercado baseado na criação de perfis falsos e opiniões de aluguel chamado de seeding. Uma prática comum, inclusive no Brasil. “Um bom profissional da área tem uns 10 a 15 perfis falsos atualizados para usar no seeding. Eu atualizo como se fossem pessoas reais mesmo, falo de vários assuntos para ninguém desconfiar”, diz Augusta (nome fictício, aliás), especialista em mídias sociais que atuou na campanha de um candidato a governador de São Paulo. O seeding, segundo ela, explodiu por aqui durante as eleições de 2010. “Todos os principais candidatos [a presidente e a governador de São Paulo] usaram”, diz. Em média, Augusta passava 4 horas por dia escrevendo esse tipo de comentário – tempo que podia aumentar em momentos de crise. A atividade ocupava metade do dia de seu trabalho na campanha, pelo qual recebia R$ 3,5 mil mensais.

Não só nas eleições o seeding prospera. Sabe aquela análise muito elogiosa do barbeador elétrico no site de comércio eletrônico? Ou a reclamação engraçadinha e revoltada contra uma empresa que virou hit? Esse tipo de opinião pode ser também parte de um esforço de marketing para fazer você comprar (ou desistir de) determinado produto ou serviço. Quer um exemplo? A batalha entre TVs de LCD e plasma no Brasil em 2009. Naquela época, uma avalanche de comentários favoráveis ao LCD começou a se espalhar por vários blogs. Só que alguns blogueiros influentes notaram que a maior parte dessas opiniões vinha do mesmo endereço de IP, apesar de assinados por nomes diferentes. Essa prática comercial é tão comum nos Estados Unidos que pesquisadores da Universidade de Cornell criaram um algoritmo para identificar comentários falsos que falam bem de produtos.

 
EM BUSCA DE COMENTÁRIOS
Há ainda outro espaço em que as opiniões pagas são cruciais — no resultado das buscas. Para fazer com que a página de um cliente apareça lá em cima em sites como o Google, algumas agências especializadas em SEO (otimização do mecanismo de busca, da sigla em inglês) colocam um exército de estagiários para comentar com o link do tal site, o que ajuda a fazer com que ele apareça em primeiro numa procura com palavras-chave — o preço da hora desse serviço, de acordo com especialistas da área, pode chegar a R$ 60. A situação ficou tão fora de controle que grandes blogs e sites passaram a ignorar os links nos comentários. “Virou spam. Tem até programas que enviam comentários com link para produtos da indústria farmacêutica e de conteúdo adulto”, afirma Willie Taminato, diretor da Agência Casa, especializada em SEO.

Há outras estratégias contra os excessos. Para evitar as ofensas, grandes portais de informação, como o do The Washington Post e da Reuters, restringiram o anonimato dos usuários — longos cadastros são exigidos hoje. Grandes portais brasileiros seguem o mesmo caminho, enquanto comentadores de mão-cheia reclamam. “Por que o anonimato é sempre negativo? Só assim há liberdade de expressão real para falar na internet”, afirma Mr. X, comentarista anônimo de blogs e sites de notícias da internet, personagem criado por um gaúcho de 35 anos (que não divulga o nome) que acumula quase uma década de brigas virtuais no currículo. “Especialmente para as opiniões polêmicas, que saem do politicamente correto, o anonimato é muito importante.”

Perfil dos comentadores

Bruno “Vocal” Guedes, comentarista de notícias bizarras G1 e UOL

Bruno Vocal comenta nas notícias bizarras e de política nos portais de notícias do G1 e Uol, acima de tudo, para conquistar mais público. Não raro, após uma batalha ou risadas com as várias piadas que publica na seção, ele sugere um “me add” e um surge novo amigo no Facebook – adição aos atuais 1532.

“Quero as pessoas comentando no meu mural, quero polêmica, quero um milhão de amigos”, disse Bruno. De olho em uma carreira como comediante, ele está trabalhando duro na construção de uma vida digital que dê dinheiro, Vocal fica até 16 horas não seguidas online e posta, em média, de cinqüenta comentários e atualizações de status. Se não é o suficiente para que ele abandone os frilas como segurança (tem 1 metro e 94 e 140 kg) e como produtor de bandas, a sua estratégia digital já rendeu frutos.

“Fui procurado para divulgar uma marca de roupas”, afirma, sem revelar o nome. Apesar da proposta financeira, Vocal garante que não ficou interessado. “Queriam me pagar 250 reais e dar roupas por seis meses. Só que eu nunca usei aquela marca. Não vou dar uma de Xuxa e dizer que eu uso Monange”, disse.

As piadas de Vocal nos comentários e no Facebook, como a atualização feita no dia da absolvição de Jaqueline Roriz: “A Jaqueline Roriz confessou: hoje eu to bandida”, podem esconder um perfil no mínimo curioso. Vocal é freqüentador da igreja Ministério Mundial da Unidade Cristã, mas rejeita ser chamado de evangélico. “O rótulo de evangélico gera antipatia. As pessoas pensam em alguém que fica falando de Deus o tempo todo. Estou fora disso”, disse.

A sua fé não atrapalha as piadas, garante Vocal, e até os pastores acham graça. Ele conta um episódio: “Era três da matina e eu tava com fome. Então, disse no Facebook: Ei, Lúcifer, vendo a minha alma por um subway de 30 cm e caixa de biz. Tratar aqui”. Meia hora depois, o seu telefone toca. Era o pastor da sua igreja. “Ele tava se mantando de rir. ‘Porque você faz isso, Brunão?’, mas ele levou na boa”.

Caixinha da discórdia
Cinco perguntas polêmicas para os comentaristas mostrarem a verdadeira face digital.

Opinião Política? Não sou filiado a nenhum partido, mas tenho ideias de direita e de esquerda.
Pena de Morte? A favor, tem que mandar para a vala.
Aborto? É homicídio doloso, mesmo quando a mãe é estuprada. Não é culpa do bebê.
Casamento homossexual? Já fui contra, mas hoje defendo. É preciso formalizar para dar direitos.
Maior problema do Brasil? Falta de atitude dos brasileiros, são preguiçosos e só vão para rua com cartazes.

Mr X, comentarista de blogs políticos, anônimo

Mr. X respondeu ao pedido de reportagem com email falso – sob o nome Zeno Cosini, personagem do romance cult A Consciência de Zeno. A sua preocupação com o anonimato é tão grande que, depois da entrevista, ele entrou em contato com o repórter por medo de ser identificado por conta dos parcos dados biográficos que passou – gaúcho, 35 anos, doutorando em novas mídias na Califórnia, Estados Unidos.

Para ele, o anonimato é fundamental para falar na internet. “Só assim há liberdade real para discutir ideias, de poder escrever mesmo o que a gente pensa”, afirma. Quando perguntado sobre o que acha do movimento dos grandes portais e sites de notícias para acabar com comentaristas anônimos, ele responde: “Por que o anonimato é sempre negativo? Acabar com ele é ser contra a liberdade de expressão”.

Mr. X existe faz quase dez anos e você pode ter cruzado com ele em alguma caixa de comentários em blogs brasileiros, especialmente de política. Ele surgiu nos comentários do extinto NoMínimo – portal que reuniu vários jornalistas em 2002. A partir daí, ele foi se espalhando por vários blogs famosos de política – e passou a comentar em blogs individuais como no de Reinaldo Azevedo e no do Leonardo Sakamoto.

Especialmente no blog do Pedro Dória, dedicado à política internacional, Mr. X ganhou fama por sempre ir contra as opiniões do jornalista. Ele, com orientação política de direita, raramente concordava com as visões do autor – e expressou isso várias vezes nos comentários, nem sempre com tato. “Tinha um pouco de ser o do contra, de escrever algo contrário ao que o autor do blog pensa. Dependendo de quem escrevia, aliás, era possível até ter um diálogo”, diz.

Mr. X é uma combinação de um alter-ego e um personagem radical, com liberdade para ser mais incisivo do que o seu próprio criador. “Ele abre espaço para ser exagerado, para discutir o que não faria em outras circunstâncias. Não sou eu, mas sem dúvida está muito relacionado comigo”.

Quase uma década na ativa, Mr. X pode estar próximo da aposentadoria. Passando longe dos grandes sites de notícias, “não tem diálogo”, Mr. X está cada vez comentando menos nos blogs políticos e passou a dar mais atenção ao seu próprio blog. Mas não sabe dizer até quando. “Tenho 150 seguidores e vários comentaristas antigos participam, mas não sei quanto tempo vou fazer isso não. Não dá dinheiro e não me traz benefício nenhum”, diz.

Caixinha da discórdia
Cinco perguntas polêmicas para os comentaristas mostrarem a verdadeira face digital.

Opinião Política? Sou libertário, defendo estado mínimo e liberdade individual, mas não há partido assim no Brasil.
Pena de Morte? A favor em casos de crimes hediondos.
Aborto? Contra, com exceções como se houver risco para a saúde da mãe.
Casamento homossexual? Não sou contra, mas há quem diga que isso está sendo usado para acabar com o casamento tradicional.
Maior problema do Brasil? Violência urbana e educação ruim.

Ricardo Kaffa, jornal online, mais de 4.5 mil comentários

“Um pitaqueiro da sociedade”. É assim que Ricardo Kaffa, ou Ricardo Guimarães Oliveira, pernambucano de 46 anos que mora em São Paulo há mais de trinta, resume a sua extensa atuação como comentarista de internet – são mais de 4.5 mil comentários apenas para a Folha.com. No dia em que falou com a Galileu, uma quinta-feira às 19h, Kaffa tinha acabado de deixar aquele que seria o seu último comentário do dia. “Arram, se rasga”, escreveu, em um debate pouco cordial em notícia sobre um caso de racismo.

Pronto para comentar temas que vão desde o tamanho da reserva de petróleo da Venezuela até o caso de um professor de direito do Mackenzie que ameaçou uma aluna de prisão, Kaffa afirma que só encontra tempo para comentar por trabalhar como agente de viagens de casa. “Parece que sou um vagabundo, pelos horários e a quantidade de comentários. Mas não é nada disso, trabalho com fusos horários do mundo inteiro e fico na internet o tempo todo. Mantenho o site aberto e participo das notícias. Comentar é uma forma de viver as coisas”, conta.

Avesso ao anonimato, Ricardo garante que não vê problema com a divulgação do seu nome verdadeiro. “Não tenho nada a esconder. Quem tem dignidade e vergonha na cara não precisa se esconder”, disse. Classificando a seção de comentários como uma selva, ele afirma que há vários tipos de comentaristas, mas dois tipos ele acha que são os piores: os revoltados e as pessoas pagas para ficar na internet comentando. “Eu não sou nada disso, sou uma pessoa normal, pago impostos e trabalho. Sou uma pessoa digna”.

Ricardo ressalta que a selva dos comentários não é só feita pelos comentaristas. Na verdade, afirma, a própria reportagem – com título e subtítulo – e o jornal com o seu comportamento mais agressivo colaboram para um ambiente beligerante nos comentários. “Eles jogam a corda e a gente que se enforca. Já que não podemos gritar na janela, vamos lá comentar”, diz.

Ainda sobre a relação dele com a imprensa, Kaffa conta que o seu maior momento não foi como comentarista, mas como personagem em uma história de polícia. Ele foi o agente de viagens que salvou uma esteticista de ser sequestrada pelo ex-vocalista do Polegar Rafael Ilha. “Não quis tirar proveito disso como sugeriram. É como com os comentários, escrevo para me expor. Não quero seguidores e não busco atenção, não sou carente”.

Caixinha da discórdia
Cinco perguntas polêmicas para os comentaristas mostrarem a verdadeira face digital.

Opinião política? Nunca me filiei a partido nenhum, sou apartidário.
Pena de Morte? Sou extremamente a favor.
Aborto? Terrível, é assassinato.
Casamento homossexual? A favor, quem tem o seu que cuide como quiser, desde que não incomode os outros.
Maior problema do Brasil? A falta da educação moral e cívica.

 
Fonte:
 
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/1,,EMI281132-17773,00.html
 
11 Comentários

Publicado por em novembro 30, 2011 em Uncategorized

 

11 Respostas para “Os comentadores da internet

  1. HRP LOVE AND MUSIC

    dezembro 1, 2011 at 6:22 am

    iNGLATERRA E RESTANTE do Reino Unido tem uma coisa super interessante.
    Adoram seu sistema público de saúde, seus hospitais, escolas e orgãos públicos , mas não têm qualquer solidariedade com os funcionários que são públicos.
    Povo estranho , jeito estranho de viver, e um orgulho sem par pelo que , não sei!
    O legal vai ser observar essa turma reagindo contra a invasão da embaixada lá no Irã!
    Qual sacanagem eles vão montar agora?
    O roto brigando com o esfarrapado.
    Bom dia!

     
  2. Proftel

    dezembro 1, 2011 at 12:08 am

    Surf:

    Uma coisa chamou atenção, essa sua observação:

    “Só não entendo é porque não conseguimos reviver o Doria de forma muito mais livre e respeitosa, com tem sido aqui.”

    Em primeiro lugar, grato, muito grato!

    Em segundo lugar uma talvez explicação:

    A maioria não está afeita à cordialidade e liberdade (que dá medo) a alguns.

    A maioria de nós troca e-mails regularmente, isso dá medo, os Confrades e Confreiras tem contatos em quaisquer partes do mundo através de esposas ou sobrinhos, filhos ou netos seja pelo Facebook, Orkut ou quaisquer outras mídias, criamos uma Rede de informações onde, dificilmente um agente de segurança Estatal enxergará “nós” (na cama não há “nós”, só lençol e lembranças).

    A maioria dos Confrades e Confreiras que fazem parte da Rede são brasileiros nativos.

    Bom, é isso que concebo d’algumas faltas aqui (pode crer que os acessos apesar do Google são interessantes de saber – muita gente visita aqui mas não fala, só lê).

    Bração aí.

    🙂

     
  3. surfando na jaca

    novembro 30, 2011 at 10:50 pm

    KKKKKKK. Esse Mr X apanhava mais do que cachorro doido lá no Doria. Deixe que ele apareça, Proftel, mas dá para ver que o escolhido é um direitoba dos mais fraquinhos, diga-se de passagem. Bom, jamais daria essa bola toda para uma matéria dessas. Ora, a coisa é mais complexa do que botar a bílis para fora. Participo de raros sites, que tenham boa discussão. Jamais perdi tempo com caixas de comentários dos portais e jornalecos. Onde é mero xingamento. No Nominimo, foi interessante argumentar, coisa que na matéria é vista como mero FlaxFlu. Não é bem assim, é preciso ter argumentos. Claro que o blog do Firula virou banheiro público, mas o blog do Doria tinha bom nível, com comentários kilométricos. Só assim me interessou sair de meu isolamento profissional e buscar uma discussão mais popular, sem preconceitos acadêmicos. Vale o melhor argumento e não a retórica empolada, coisa que mais gosto de avacalhar. Tem para mim um sentido anárquico e libertário, nas poucas horas que me restam em meu ofício.

    Só não entendo é porque não conseguimos reviver o Doria de forma muito mais livre e respeitosa, com tem sido aqui, afora meu deslize com o Carecão de Jesus, mas que pedi desculpas. Meu negócio não é aparecer, pois nem posso sair do anonimato, mas deter a reacionarice pasmacenta e lombrigosa que os direitobas esparramam pela net. É uma obrigação, pois já basta a mídia venal que esse país possui.

    Vejamos agora a notícia que poucos divulgaram:Os 600 mil funcionários do setor público britânico estão mobilizados em uma greve, nesta quinta-feira, contra a reforma do sistema de aposentadorias, que ameaça deixar fechadas milhares de escolas e os aeroportos do país.
    É a crise se alastrando e os governos conservadores da Europa jogando nas costas dos trabalhadores a conta. Portugal e Espanha estão passando o pires.

     
    • Proftel

      novembro 30, 2011 at 11:47 pm

      Surf:

      UK não é “Euro”, é “Libra”. Se a coisa tá garrando por lá já fodeu tudo! Só de escolas, 90% estarão fechadas nessa greve (falo porque li sobre em assuntos de Educação inerentes a mim).

      No fundo creio que essa matéria acima foi postada pelo PD com saudosismo numa mesa pra algum estagiário que nunca acompanhou o que rolou e rola nas caixas de comentário, explicitei minha impressão falando direto prô HRP aqui e acima copiado.

      Juro prôce que agradeço ao pessoal do “Google” ter mudado as diretrizes de pesquisa em relação aos Blogs, antigamente você digitava “Pandorama” (como o Pax sempre se vangloriou de ter sido criado por uma equipe) e ia direto no Google como primeiro só porque era um nome diferente.

      Se você digita “Alfalante” o Google vai direto prá “Alto falante” e coisa e talz, se você digita “Pandorama” se fode mais ainda, vira um “avatar” kkkkkkk.

      É aquilo que falei prô HRP, quem sabe como o Estado anda afim de controlar a Rede, sabe que tem mais é que se proteger em nichos, os blogs são meio difíceis de monitorar, criaram Orkuts e Facebooks na vida pra facilitar meios de segurança, só isso.

      Você quer saber qual será o novo monitoramento? Vou te contar: “Tokens”.

      Algumas instituições do Governo estão exigindo que a partir do dia primeiro TODOS os funcionários utilizem “Tokens” (que nada mais são que pendrives com um código).

      Pra mim é a marca da Besta.

      :-/

       
  4. HRP LOVE AND MUSIC

    novembro 30, 2011 at 10:40 am

    http://www.tijolaco.com/serra-voce-precisa-se-controlar/
    Da mesma SÉRIE DESSAS PÉROLAS DO CARMELA!
    Quer dizer que o Mr.X é isso tudo?
    Hummmmm…..
    Pena de morte , TÔ fora!
    Aborto, depois se entenda com Deus!
    De resto , politica?
    Nacionalista, e pelo povo pobre!
    E não suporto! celular!
    Com o perdão da má palavra “ÔTA PORRA CHATA”!

     
    • Proftel.

      novembro 30, 2011 at 8:06 pm

      HRP:

      Sim, “mó porra chata” como se diz lá na Baixada ou ainda: “Kraio, um pé no saco” (ibidem).

      Ainda não fui com atenção no Carmela visto que meu humor não está lá essas coisas depois do que relatei no post acima (pra entrar num blog legal gosto de tá com o espírito limpo senão fica aquela impressão da boca ruim cabeça ruim). Entrar num blog tão recomendado é melhor numa sexta-feira quando tô mais feliz que pinto no lixo (como dizia o finado Pax – sempre dou os créditos a quem li primeiro quando utilizo a expressão, cê sabe).

      Não creio que o Mr. X esteja com essa bola toda pra falar sozinho sobre Weblog ou comentaristas de lá, já não foi democrática a matéria ao não citar você (HRP), Surf, Barba Negra dentre outros comentaristas da época do NoMinimo que estão até hoje e praticamente criaram o estilo de hoje nas caixas de comentário dos blogs no Brasil (sim, no Brasil! Dê uma olhada nas caixas de comentários em outros países, são duas ou três linhas no máximo dois parágrafos, tudo coisa meio sem nexo nem conteúdo, dá dó).

      Não que escrevamos “tijolos” como aquele infeliz que copiava e colava textos inteiros nos derradeiros dias do Weblog ou aqueles comentaristas franceses (sim, há blogs em França!) verborragiando citações filosóficas com enormidade de links pra confirmar.

      No Brasil se me parece as caixas de comentário tendem a ser enxutas com conteúdo intelectual permeado de impressões empíricas com muitas gozações/brincadeiras bem quase beirando a chacota quando partem de nativos.

      Já os comentários de (até) brasileiros que moram no exterior tendem a ser mais “sêcos” com críticas por vezes contundentes ao nosso modo de agir ou pensar como que se distanciando daqui (geralmente esses caras levam logo de cara a pecha de “direitobas”).

      HRP, olha, essa é a minha impressão da coisa, a Rede no Brasil é insignificante (ainda), não dá pra saber o que irá rolar nas caixas de comentário dos Blogs.

      Creio que o Facebook se dilacerará como o Orkut foi prô saco assim que a maioria tome consciência de que só serve para o controle Estatal as informações lá contidas.

      Na minha opinião, a volta dos Blogs é certa, cria nichos mais próximos aos grupamentos humanos “ad originem” na troca de impressões mesmo separados por longas distâncias com a agravante de não ser tão fácil detectar nas caixas de comentários uma longa cadeia de contatos.

      Bração aí.

      🙂

       
  5. Proftel

    novembro 30, 2011 at 10:02 am

    Patriarca da Paciência:

    Achei interessante a matéria por citar o Mr.X, Confrade lá do Weblog, não sei como não acharam o Surf ou o HRP pra fazer a matéria, seria muito interessante. 🙂

    Não sei se há mesmo comentaristas pagos mas a impressão que dá é que existem sim.

    Mais a noite darei uma olhada no Tia Carmela.

    Bração aí.

    🙂

     
    • Patriarca da Paciência

      novembro 30, 2011 at 10:42 am

      Proftel,

      eu também achei o artigo bem interessante.

      Mas minha opinião é que, pelo meno no Brasil, essa história de comentaristas pagos é apenas mais uma paranóia do Reinaldo Azevedo, ou Reinaldinho Cabeção, como diz a Tia Carmela, e, como diz também a Tia Carmela, “aquele que trabalha na revista mais vendida do Brasil”.

       
  6. Patriarca da Paciência

    novembro 30, 2011 at 9:17 am

    E digo mais.

    Se o tal de Mr. X procurou ganhar algum dinheiro com seus comentários, ele está apenas sendo coerente com a ideologia que defende, ou seja, a ideologia do “meu pirão primeiro”.

    Lembro-me também de um comentário do Pax, certa vez, onde ele dizia que esperava ganhar algum dinheiro com suas intervenções na internet.

    Parece que não conseguiu tal intento – vive se queixando que o seu blog só traz despesas.

     
  7. Patriarca da Paciência

    novembro 30, 2011 at 9:07 am

     
  8. Patriarca da Paciência

    novembro 30, 2011 at 9:05 am

    O blog “Tia Carmela”, na minha opinião, um dos melhores blogs do Brasil, o titular, de uma criatividade incrível, cria expressões realmente irretocáveis.

    Ele gosta de citar, por exemplo: “a maioria deles vendida aos jornalistas de programa que a UDN tem na redação dos jornais e revistas mais vendidos do Brasil.”

    Vejam só: “jornalistas de programa”, “revista mais vendida do Brasil” etc.etc. o cara (ou mulher, não sei) é realmente fantástico (oi fantástica).

    Pois bem, é isto aí, eu não acredito muito em comentaristas pagos. Agora, em jornalistas pagos, revistas pagas, eu quase não tenho dúvidas.

     

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