RSS

Professora Maria Yedda Linhares:

04 dez

domingo, 4 de dezembro de 2011

Professora Yedda Linhares recomendava prudência ao aventureiro, audácia ao prudente
Altino Machado às 8:59 am

POR JOSÉ RIBAMAR BESSA FREIRE

Professora Maria Yedda Linhares

Alguns professores são que nem sumo de caju: deixam marcas indeléveis. Maria Yedda Linhares entrou em nossa sala do Curso de Jornalismo, na FNFi, em 1967, como um relâmpago. Deu duas ou três aulas, fulminantes e arrasadoras, que iluminaram nossas mentes, plantando nelas dúvidas – muitas, e certezas – algumas, o suficiente para se fazer amada per omnia saecula saeculorum. Ela tinha outras obrigações naquele semestre e nos deixou em excelente companhia com duas ex-alunas suas, que assumiram as aulas: Berenice Cavalcante e Valentina Rocha Lima. Voltou no final do ano para o ritual da prova oral.

Foram duas ou três aulas de história contemporânea, mas ficou na lembrança a imagem da cangaceira cearense, amorosa e destemida, que nos abriu os olhos com seu verbo inflamado, seu saber comprometido, sua militância engajada. Ela ensinava história dentro e fora da sala de aula. Vivia e respirava história. Participou ativamente da luta contra a ditadura militar e pagou caro por isso. Num depoimento publicado em 1985, no livro “A Deformação da História”, organizado por J.L. Werneck da Silva, dona Yedda lembra os anos de chumbo na Faculdade Nacional de Filosofia, a FNFi velha de guerra,esquartejada no governo militar:

– Seus professores e alunos foram perseguidos, alvo de inquéritos sucessivos. Muitos alunos foram expulsos. Eu mesma passei por seis inquéritos policiais-militares (IPMs), entre 1964 e 1966, sem indiciação, sem acusações formais, acusada apenas, por convicção, de desejar um Brasil melhor, uma melhor universidade.

Na luta por um Brasil melhor, dona Yedda não se intimidou e, mesmo perseguida, continuou resistindo em várias trincheiras. No final de 1968, o Ato Institucional n° 5 – o famigerado AI-5 – acabou com o que restava de liberdade democrática: “A partir daí, outras atribulações: fui presa três vezes e, finalmente, a punição decisiva, jamais explicada, que me privou da cátedra, da liberdade de trabalhar no meu próprio país e de nele circular como cidadã. Ainda na prisão, fui convidada por iniciativa de Fernand Braudel e Jacques Godechot para lecionar na França”.

Teve até carta de Jean Paul Sartre, dirigida ao ditador de turno, exigindo sua libertação. Ela saiu da cana no Brasil para ser recebida com todas as honrarias na França, aonde chegou – aux armes, citoyens! – no dia 14 de julho de 1969. Durante cinco anos, dona Yedda atuou como professora de história moderna e do Brasil, primeiro na Universidade de Paris-Vincennes e, depois, na Universidade Toulouse – Le Mirail. Foi homenageada com um abaixo-assinado, no qual centenas de alunos solicitavam sua permanência.

Mas dona Yedda aproveitou a primeira abertura no Governo Geisel para regressar ao Brasil, em julho de 1974, quando foi trabalhar no Centro de Pós-Graduação em Desenvolvimento Agrícola da Fundação Getúlio Vargas. Lá, criou o Programa de História da Agricultura Brasileira e promoveu pesquisas inovadoras no âmbito da história agrária. Entre 1977 e 1980, comandou uma equipe de mais de 100 jovens pesquisadores em dez Estados da Federação. Tive o privilégio de ser um deles.

Dona Yedda me buscou na Universidade Federal do Amazonas, onde era professor, para que eu coordenasse uma equipe local do Programa de Levantamento de Fontes para a História da Agricultura do Norte-Nordeste. Foi uma convivência frutífera. Com ela, continuamos aprendendo o valor do documento, a importância do arquivo e o papel da teoria na construção do conhecimento histórico. Numa das reuniões de equipe, em Fortaleza, ela ouviu atentamente minha comunicação sobre os livros de registro de terra, encontrados no Arquivo Público, e me deu um chega-pra-lá carinhoso, mas firme:

– Não generalize, Bessa! Não seja precipitado! Os dados que você apresenta são ainda insuficientes para qualquer teorização. É preciso prudência e rigor. Quem corre o risco de levantar vôo nessas condições é um aventureiro, o que não é o seu caso.

Era o meu caso. Foi gentileza dela. Quando o coordenador do Pará, Geraldo Mártires Coelho, professor da UFPA, apresentou em seguida os resultados do seu trabalho, baseado em uma documentação muito rica, ela recomendou:

– Generalize, Geraldo! A teoria nos liberta. Excesso de prudência prejudica o historiador. Aliás – completou com humor – já que vocês dois são da Amazônia, por que não se juntam e se complementam?

Era assim dona Yedda. Recomendava prudência ao aventureiro, audácia ao prudente, duas qualidades que soube cultivar nela e em seus alunos. Um de seus discípulos diletos, Francisco Carlos Teixeira da Silva, em recente artigo, a definiu com muita precisão: “Rebelde, teimosa, voluntariosa, humana e generosa. (…) Não era mulher de esperar. Agia. Muitas vezes na direção certa, guiada por seu instinto contrário a toda injustiça. Outras vezes era precipitada, nunca, contudo, injusta. No mais das vezes prejudicava a si mesma”.

Um dia, vários professores de História da UFAM, ex-alunos meus, vieram de Manaus para um evento acadêmico no Rio. Manifestaram desejo de conhecer dona Yedda. Telefonei. Sempre disponível, ela marcou um encontro na praça da alimentação num shopping de Niterói, após suas aulas na UFF. Enquanto a esperávamos, discutíamos um livro sobre a ação dos jesuítas no Brasil. Ela chegou no meio da conversa, mas já veio atirando:

– Esse livro é uma porcaria – disse, contundente, com aquele seu jeito desabusado. Fez-se um profundo silêncio e todo mundo me olhou. É que eu havia acabado de elogiar o livro, minutos antes de sua chegada.

Senti-me, então, na obrigação de defender meu ponto de vista. Destaquei a contribuição do autor para identificar as estratégias de conversão usadas pelos soldados de Cristo e perguntei dela quais as críticas que fazia e o que lhe havia desagradado no livro.

– Não sei. Não li – respondeu.

Parecia aquela boutade de Oscar Wilde, que disse: “Jamais leio os livros que resenho para não me deixar influenciar pelo autor”. Acontece que ela conhecia muito bem o autor da obra em questão:

– Comigo não tem essa coisa de dizer ‘o cara é um crápula, mas escreve bem, é um bom pesquisador’. Não leio obra de dedo-duro, de mau caráter. A vida é curta e tem muito texto interessante para ler. Não li, mas aposto que o índio, no livro dele, aparece como objeto e jamais como sujeito da história.

Bingo! Sem haver lido, acertou. Para ela, o caráter era tudo. “A história conta hoje com um número maior de especialistas, mas caiu o nível dos cursos de graduação, a responsabilidade social não é mais a tônica no código de ética da profissão” – escreveu.

Ela era aquele tipo de historiadora, apaixonada e apaixonante, cujo perfil foi traçado por Drummond num poema, um dos raros textos onde o adjetivo ‘rancoroso’ tem uma conotação positiva: “Veio para ressuscitar o tempo / e escalpelar os mortos / Veio para contar / o que não faz jus a ser glorificado / e se deposita, grânulo / no poço vazio da memória / É importuno / Sabe-se importuno e insiste / rancoroso, fiel”.

Na minha defesa de tese sobre a história das línguas na Amazônia, logo no início fui interrompido pelo presidente da banca, Ivo Barbieri, que fez questão de registrar a chegada da dona Yedda, acompanhada de sua irmã Yonne Leite, as duas haviam chegado naquele momento, sem que eu tivesse percebido. Foi uma bela surpresa. Ela se sentou na primeira fila para ouvir a ovelha desgarrada e perdida, perambulando na fronteira da história, do jornalismo, da literatura, da sociolingüística, do indigenismo e de não-sei-lá-mais-o-quê. De repente, a simples presença dela ali me deixou seguro, protegido, talvez até prudente. Saber que ela estava lá, me tranquilizava.

Dona Yedda (1921-2011) nos deixou nessa terça-feira, 29 de novembro, enrolada com a bandeira do Botafogo – time pelo qual torcia – conforme me informou uma de suas ex-alunas, Lia Faria, que prepara um documentário sobre ela. Defensora da educação para todos, pública, laica e de qualidade, dona Yedda implementou algumas de suas idéias quando foi secretária municipal e duas vezes secretária estadual de educação no governo Brizola.

Procurei no dia 30 de novembro e nos dias 1º e 2 de dezembro a notícia de sua morte nos jornais. Nada. Apesar de ser uma figura pública, nem O Globo nem a Folha de S. Paulo registraram sequer uma linha. Muitos de seus alunos, admiradores e professores da rede pública de ensino não sabem de seu falecimento. Para o jornalão da família Marinho, dona Yedda não morreu. Essa foi uma das raras vezes em que, por vias tortuosas, coincidimos com a linha editorial das Organizações Globo.

O professor José Ribamar Bessa Freire coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ), pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO).

Fonte: Surf in – https://vo1cefa2la.wordpress.com/2011/12/03/krokodil/

 
29 Comentários

Publicado por em dezembro 4, 2011 em Uncategorized

 

29 Respostas para “Professora Maria Yedda Linhares:

  1. Proftel

    dezembro 4, 2011 at 8:20 pm

    Ponto pra minha Presidenta!

    Cada vez mais fico orgulhoso da Presidenta Dilma, a cada sacana caído tenho mais fé que esse Governo será de Técnicos com apoio do povão.

    Os políticos estão cada vez mais acuados e tenho fé que muitos deitarão tacho nas próximas eleições; prefiro ver um palhaço ou um jogador de futebol, quiçá um gay como aquele que faleceu na Câmara ou Senado que um nó cégo desses àfrente.

    Se me desculpem a sinceridade, tomara que minha mãe nunca leia isso lá em São Paulo.

    🙂

     
  2. Brancaleone, Broncão para os chegados...

    dezembro 4, 2011 at 6:31 pm

    Futebol???
    Que que é isso?
    Cá em casa (tres mulheres mais euzinho…) nem sei o que é.
    Nunca gostei.
    Não gosto.

     
    • Proftel.

      dezembro 4, 2011 at 6:42 pm

      Compadre Brancaleone:

      Mesmo só com uma fêmea em casa, também não gosto de futebol, também nunca gostei.

      Não gosto.

      🙂

       
    • surfando na jaca

      dezembro 4, 2011 at 7:28 pm

      Ok, Proftel. Vc. foi um tremendo perna de pau no futebol. E o Broncão nunca viu uma bola na vida, que lá no mato só tem tatu-bola.
      Vascão a sua sina é ser vice-campeão!
      Mengão na Libertadores e foi uma homenagem justa ao grande craque Sócrates.

       
      • Proftel

        dezembro 4, 2011 at 8:04 pm

        Sim Surf:

        Sou um tremendo perna de pau e o “Lupi.50” foi abatido por Flak de boa.

        hehe.

         
  3. Brancaleone, Broncão para os chegados...

    dezembro 4, 2011 at 6:29 pm

    Perdi o bonde no post sobre o clima por isso tasco nesse…

    Nos tempos passados natureza usou de muito artifícios para dar um upgrade no planeta.
    Por aqui já teve idades do gelo, vulcões imensos, secas globais e até meteoritos barbeiros nos acertaram para o azar dos dinossauros.

    Parece que desta vez os humanos são o artifício. Milhares de anos de evolução só para que nos tornássemos o que somos – os carrascos que executarão mais uma sentença da natureza.

    A natureza nos fez o que somos. Nas vezes passadas tambem as coisas não foram lights nem indolores e vamos pelo mesmo caminho.

    Como sempre digo, os dinossauros já foram. Nós somos os próximos.

     
    • Proftel.

      dezembro 4, 2011 at 6:44 pm

      Compadre Brancaleone!:

      Não perdeu o bonde não, veja isso:

      🙂

       
  4. Proftel.

    dezembro 4, 2011 at 6:20 pm

    Bombas, bombas e mais rojões por aqui, parece que algum time ganhou e nunca esqueço que alguem sempre estará triste.

    Coisas da vida… .

    Estou na cabeceira com um livro intitulado “Os Árabes no Sertão” escrito por João Asmar, um escritor nativo que conta com oitenta e nove anos de idade.

    É um belo “tijolo” de tamanho, a leitura é leve como um conto de fadas.

    Sinceramente, desconhecia a obrigação dos árabes a andar com as mãos prá traz sob domínio turco em 1914 ou perto disso imposta aos cristãos maronitas que hoje estão aqui teúdos e manteúdos no Estado.

    Geógrafos da minha época sempre tiveram birra com historiadores, os chamáva-mos de “passado”, a maioria os tinha como aqueles que se apegavam a algum ítem passado e destrinchavam, ficavam só naquele aspecto o resto da vida; na nossa acepção, caras que não tinham uma visão global da coisa.

    Hoje encaro historiadores de outra forma, são caras que por um detalhe aqui outro alí me mostram como a geografia (ou ocupação do espaço) foi construida, leio aos poucos as pérolas historiográficas que se me chegam às mãos sem nunca deixar de pensar como Geógrafo.

    Bom, “o seguinte é isso” como dizia um velhinho lá do Vale do Ribeira.

    🙂

     
    • Tia

      dezembro 4, 2011 at 6:45 pm

      Eu ganhei este livro e mais outros cinco devidamente autografados pelo autor. Passei quase uma hora na casa dele e estou me sentindo muito feliz de por ter conhecido alguém tão incrível. Beijos da Tia!

       
      • Proftel

        dezembro 4, 2011 at 7:14 pm

        Bem, vê se digita seu nome certo, é a terceira vez que entro como “Administrador” prá consertar, tem dó, depois reclama de mim né?

        :-/

         
  5. surfando na jaca

    dezembro 4, 2011 at 5:05 pm

    Só não gosta de futebol quem nunca jogou. Mulher é assunto complicado, cheio de subterfúgios.

     
    • Proftel

      dezembro 4, 2011 at 5:49 pm

      Surf:

      Já joguei futebol de campo e de salão no Seminário em Araraquara-SP, de certa feita numa partida noturna no futebol de salão numa dividida quebrei a perna d’um japonês de Registro-SP abaixo do joelho, não deu fratura exposta mas o cara voltou pra casa, ele cursava a sétima série e eu a oitava, fiquei traumatizado com o esporte e até hoje não consigo assimilar.

      De boa.

       
  6. Proftel

    dezembro 4, 2011 at 4:59 pm

    Essa porra pesa 14 toneladas e vai descer, cair no oceano talvez, assim espero kkkkkk:

    http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Marte_Phobos-Grunt_quase_perdida._Curiosity_a_caminho&posic=dat_20111204-125425.inc

    🙂

     
  7. Proftel

    dezembro 4, 2011 at 3:55 pm

    Um alerta aqui:

    “Poucos prestaram atenção, quando, semana passada, a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Victoria Nuland anunciou, em linguagem cifrada, que Washington “deixará de atender a alguns dos dispositivos do Tratado das Forças Militares Convencionais na Europa, no que tenha a ver com Rússia”.

    Tradução: Washington deixará de informar a Rússia sobre deslocamentos de sua armada global. A estratégia de “reposicionamento” planetário do Pentágono virou segredo.”

    Aos interessados, mais aqui:

    http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19133

    :-/

     
    • Proftel

      dezembro 4, 2011 at 4:07 pm

      Continuando:

      “O que temos aí é um terremoto geopolítico. A diplomacia russa coordenou, com outros países BRICS, um murro tectônico na mesa: não admitiremos qualquer tipo de nova intervenção dos EUA – seja “humanitária” ou a que for – no Oriente Médio. Agora, é Pentágono/OTAN versus os BRICS.”

      Pode dar merda…. a fonte é a mesma do link aí em cima.

      :;/

       
      • Proftel

        dezembro 4, 2011 at 4:28 pm

        Ibidem:

        “Esqueçam a conversa de Rússia e China, “competidores estratégicos” dos EUA, serem tímidos na defesa da própria soberania, ou dados a pôr em risco a própria segurança nacional. Alguém aí tem de avisar aqueles generais no Pentágono: Rússia e China não são, não, de modo algum, Iraque e Líbia.”

        :-/ – tá cheirando merda….. – :-/

         
    • surfando na jaca

      dezembro 4, 2011 at 5:04 pm

      Agora que os ianques não possuem competidores na arena militar, dão uma de xerife e adotam a arrogância imperialista dos falcões reacionários do Pentágono. Talvez essa correlação de força mude com uma atuação conjunta e ordenada dos Brics, especialmente China e Rússia. Boa questão, Proftel.

      Olá, Tia.

      O Brasil precisa de muitas Marias Yeddas Linhares.

      Vasco a caminho de mais um vice-campeonato.

       
      • Tia

        dezembro 4, 2011 at 6:47 pm

        Surf gostei muito de ler sobre Maria Yeda. Foi uma grande mulher mesmo!

         
        • surfando na jaca

          dezembro 4, 2011 at 7:30 pm

          É isso aí, Tia. E o Proftel reclamando sem parar. Toma uma Skór e relaxa.

           
  8. Proftel

    dezembro 4, 2011 at 3:23 pm

    Há duas coisas na vida que não alcanço percepção a saber: Mulheres e futebol.

    Sou uma Anta (com todo respeito aos bichos).

    No “futebol” não concebo vinte e dois caras correndo atrás d’uma bola, não entendo isso, não há percepção de coisa útil nisso daí o bloqueio mental.

    Já com as mulheres a coisa pega com os nuances, as meias palavras. Um cara chucro como eu não se apega a detalhes psicológicos femininos, talvez por isso esteja no terceiro casamento.

    Provavelmente a patroa tenha sacado isso desde o princípio e encarou como virtude já que lá vão dezenove anos de casamento.

    Aliás, quero aqui registrar meu sincero pedido de desculpa à patroa por a esculhambar num comentário onde praticamente à mandei a merda com ameaça de separação.

    No particular ela se me perdoou, faltou na Rede, coisa que faço agora com toda humildade possível.

    De boa.

    🙂

     
    • Tia

      dezembro 4, 2011 at 3:30 pm

      Tá bom marido!! Agora sim você está perdoado na rede, já que no particular é meio difícil dormir com a pessoa e não perdoá-la. Beijos da Tia e saudades dessa turma do bem!

       
      • Proftel

        dezembro 4, 2011 at 3:33 pm

        🙂

        Bjs. 🙂

        🙂

         
  9. robertão

    dezembro 4, 2011 at 2:20 pm

    Surf, parabéns pelo post. tens razão:”Os verdadeiros heróis desse povo brasileiro morrem esquecidos e sem lanterna nas popas.”

     
  10. surfando na jaca

    dezembro 4, 2011 at 2:14 pm

    KKKKKKKK. O link do Proftel diz tudo.

    Eu não privei do círculo de amigos da Profa. Yedda, mas assisti às palestras que proferiu na FGV e na UFRJ. Ela uma senhora baixinha e de voz inflamada, que alternava o tom inquisitivo e indignado para o dócil e meigo, em questões de segundos. Sempre com uma inteligência acurada e medida. Era professora emérita e na área de História da UFRJ e UFF. Lembro que amigos historiadores reverenciavam o papel pioneiro na pesquisa agrária dessa maravilhosa figura. Fui mais próximo de uma amiga dela, a Profa. Bárbara Levy.
    Os verdadeiros heróis desse povo brasileiro morrem esquecidos e sem lanterna nas popas. O ódio devotado pela nossa elite e os meios de comunicações aos projetos populares, como os Cieps, ficam desmascarados com esse silêncio da mídia. A profa. Yedda poderia recitar a mesma frase de desagravo de Mário Quintana, guardado pelo povo e depreciado pelas elites reacionárias: Eles passarão, eu passarinho!

     
    • surfando na jaca

      dezembro 4, 2011 at 2:17 pm

      Corrigindo:
      Eu não privei do círculo de amigos da Profa. Yedda, mas assisti às palestras que proferiu na FGV e na UFRJ. Ela uma senhora baixinha e de voz inflamada, que alternava o tom inquisitivo e indignado para o dócil e meigo, em questões de segundos. Sempre com uma inteligência acurada e medida. Era professora emérita e na área de História da UFRJ e UFF. Lembro que amigos historiadores reverenciavam o papel pioneiro na pesquisa agrária dessa maravilhosa figura. Fui mais próximo de uma amiga dela, a Profa. Bárbara Levy.
      Os verdadeiros heróis desse povo brasileiro morrem esquecidos e sem lanterna nas popas. O ódio devotado pela nossa elite e os meios de comunicações aos projetos populares, como os Cieps, fica desmascarado com esse silêncio da mídia. A profa. Yedda poderia recitar a mesma frase de desagravo de Mário Quintana, guardado pelo povo e depreciado pelas elites reacionárias: Eles passarão, eu passarinho!

       
  11. Proftel

    dezembro 4, 2011 at 1:44 pm

    Bom, se nem a Folha nem o Globo divulgaram, ela está aqui no meu coração graças ao Surf.

    Brigadão mesmo, é esse tipo de informação que precisamos escancarar, essa página perdida na Rede é insignificante e tenho consciênica mas, freqüentada por bons.

    🙂

     
  12. Proftel

    dezembro 4, 2011 at 1:39 pm

    “Rebelde, teimosa, voluntariosa, humana e generosa. (…) Não era mulher de esperar. Agia. Muitas vezes na direção certa, guiada por seu instinto contrário a toda injustiça. Outras vezes era precipitada, nunca, contudo, injusta. No mais das vezes prejudicava a si mesma”.

    Lindo! Mui lindo!

    Juro prôceis que chorei quando reli pela terceira vez o Post acima.

    🙂

     
  13. Proftel

    dezembro 4, 2011 at 1:22 pm

    Creio que a Professora concordaria com isso:

    🙂

     
  14. Proftel

    dezembro 4, 2011 at 1:08 pm

    Surf:

    Ela merece!

    🙂

     

Obrigado pelo seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: