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Exmo’s Juízes:

22 dez

Uai!

Se percebo 250.000 reais por ano e movimento acima disso, não declaro Imposto de Renda por dois anos (e foi o que ocorreu com Juízes/Desembargadores e/ou parentes de) a coisa é suspeita pacas.

Gente da minha geração conhece bem o ditado “quem não herda não sai da merda”, uma geração que pegou a pior fase com inflação com salários achatados, gente que nasceu como eu na década de 60 e se ferrou por falta de emprego, crise de moradia e carestia geral, gente que paga aluguel até hoje porque com 40/50 anos de idade, se for caçar um financiamento na “Caixa” a dita cuja já nos considera numa “caixa” a sete palmos e bota as prestações lá “prá arriba” (ou pr’arriba – como preferirem).

Investigar um Juíz ou agregado que movimente acima do que o cara ganha num ano é DEVER DE OFÍCIO do Estado (e até agora não entendo como eles conseguiram continuar recebendo o salário a partir de abril do ano seguinte, aí tem – eu como professor concursado no Estado e no Município quase tive o salário bloqueado por conta de não declarar meu Imposto de Renda no ano seguinte ao assumir o segundo Concurso – e não declarei porque somando os dois Informes de Rendimento estaria isento, desconhecia que com duas fontes pagadoras era obrigado a declarar o Imposto de Renda), ainda por cima paguei uma multa de 160 e poucos reais, eu que sou um mané professor a Receita fez isso, porque os Juízes que percebem “trocentas vez mais” que eu a Receita não fez?

POR DOIS ANOS! ???????????????

Na minha humilde opinião de blogueiro, o CNJ está certo e, isso tudo está amparado na Constituição, dessa vez pegaram a jugular da cobra/pirâmide/castelo, uma estrutura que vem desde tempos imemoriais, aqui no Brasil desde o Império.

Sei do que estou falando, convivi com isso, ouvi muitas histórias, meu pai no passado.

Hoje no avançado Alzheimer está lá subsistindo com dignidade de aposentado, minha mãe cuidando dele. Como advogado, nunca se curvou aos esquemas propostos e dele ouvi muitas histórias.

Sei que a internet é uma coisa monitorada, qualquer um que tenha um blog é monitorado, qualquer um que tenha e-mail pode ser rastreado, posso sofrer perseguição no serviço mas, por outro lado, essa é uma poderosa ferramenta, o Post abaixo sugerido pelo Patriarca da Paciência explicita bem o nosso poder (sim, com “minúscula”), de “grão em grão a galinha enche o papo” como versa o dito popular.

Esse texto meu é original e expressa minha percepção aos Senhores Excelentíssimos detentores do Judiciário e quero deixar bem clara minha posição como cidadão:

Os respeito mas, com dignidade. Nada é mais forte que o Direito Consuetudinário que Vossas Excelências estão a quebrar reiteradamente.

A População pode tomar as rédeas e daí, Vossas Excelências sabem muito bem no que pode dar.

O Brasil não precisa de “choques” (de isso ou aquilo), o Brasil precisa é de

DIGNIDADE!

Atenciosamente.

Alexandre.

 

 

 

 
12 Comentários

Publicado por em dezembro 22, 2011 em Uncategorized

 

12 Respostas para “Exmo’s Juízes:

  1. Proftel

    dezembro 25, 2011 at 10:50 pm

    Surf, não estou tão feliz com esse natal, estou sim é muito preocupado, a coisa está feia pacas, tomara que não vire isso ano que vem:

    :-/

     
  2. Proftel

    dezembro 24, 2011 at 4:43 pm

    Creio que acertei a mão nesse Post, notícia fresquinha:

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/1025730-juizes-defendem-corregedora-do-cnj-e-expoem-racha-da-categoria.shtml

    Pô, se até Juízes estão se manifestando contra a cúpula da associação que pertencem há coisa errada, muito errada.

     
  3. surfando na jaca

    dezembro 24, 2011 at 9:53 am

    HOHOHOHOHOHOHO,
    Feliz Natal para todos e todas.
    ———————————————————–

    Prestes gostava da frase: Não há vento favorável para quem não sabe a que porto se dirige.

     
  4. Patriarca da Paciência

    dezembro 24, 2011 at 7:56 am

    “No fundo isso tudo toma um tempo lascado (ainda por cima por conta do Governo do Estado de Goiás ter mudado os pagamentos do Itaú para a Caixa Econômica Federal, minha vida tá virando um inferno).

    Patriarca, o que estou escrevendo não é só pra você, tomara que outros Confrades e Confreiras se me dêem um desconto também.”

    De minha parte tudo bem, caro Proftel, final de ano é sempre um período tumultuado para todos. É o período dos “urgentes”. Parece que as pessoas ficam querendo resolver em poucos dias aquilo que não resolveram no ano todo.

    Compras, viagens, parentes etc.

    Grato pelo post, mas parece que o pessoal não se animou a comentar.

    Eu também estou, como todos, na correria de fim de ano, com pouco tempo, por isso estou respondendo apenas agora.

    Gostei muito do pronunciamento da Dilma. Acredto, com toda a sinceridade, que o Brasil nunca esteve tão bem e em tão boas mãos.

    E tudo de bom para a Quequel. Ela merece. E um Feliz Natal e um excelente ano novo para todos os companheiros de blog.

    Grande abraço.

     
  5. Jose Mario HRP

    dezembro 23, 2011 at 8:47 am

    Não morri não, só sem tempo!
    Vergonha essa coisa contra o CNJ!
    Espero que o clamor popular empurre essa velharada corrupta pra parede!

     
    • Proftel

      dezembro 23, 2011 at 5:29 pm

      HRP:

      Meu chefe chamou hoje de manhã na sala dele (hoje por conta da contingência do trampo da manhã, troquei os horários).

      Olhou bem pra minha cara, virou a tela do notebook pra mim e perguntou se eu tinha escrito isso e eu disse que sim, que escrevi como cidadão indignado.

      O cara mandou eu fechar a porta, fez um puta elogio e perguntou se poderia enviar o texto a outros Procuradores.

      Disse a ele que a intenção era essa, que alguém precisa falar as coisas e, se ele quisesse acrescentar algo que acrescentasse, o texto é aberto, pode tirar parágrafos também, o que importa é o recado, a idéia.

      Foi de boa.

      De minha parte, te juro que fiquei c’o fiofó na mão quando ele me chamou. Mesmo nessa nossa camaradagem que a gente tem, de vez em quando uma coisa ou outra pode “pegar”, tenho consciência disso, há uma hierarquia a ser respeitada.

      🙂

       
  6. Proftel

    dezembro 23, 2011 at 1:34 am

    Se alguém se propuser a formular elogio à atuação do CNJ aqui vai o Link:

    http://www.cnj.jus.br/ouvidoria-page

    Não esqueçam de colocar na opção “elogio”, é a “segunda”, foi o que fiz com muito orgulho.

    🙂

     
  7. Proftel

    dezembro 23, 2011 at 12:05 am

    Pessoal, sei que alguns aqui receberão e-mail com esse texto, se me desculpem.

    Estou tão indignado com o tolhimento da atuação do CNJ pelo Supremo que vocês nem imaginam, é de dar enjôo em tubo de “Epocler” ou chá de boldo.

    :-/

     
    • Proftel

      dezembro 23, 2011 at 1:07 am

      Ah, enviei esse Post ao CNJ e, recebi essa confirmação de e-mail recebido:

      “Ouvidoria – CNJ – Confirmação de Recebimento
      Protocolo: 47xxx
      Enviado em: 23/12/2011 01:57
      Relatante: Alexandre Xxxxxxx Xxxxxxxxx.
      Cidade – UF: Anápolis – GO ”

      Omiti com “x” e “X” informações pessoais, creio que se me compreenderão.

      Pessoal, estou de “alma lavada” hoje, de boa.

      Como cidadão expressei o que a alma clama e a voz não alcança, só a Rede.

      🙂

       
      • Proftel

        dezembro 23, 2011 at 3:23 am

        Creio, faltou uma frase no texto acima:

        “Quem sabe de onde vem, sabe muito bem pra onde vai… “.

        Ouvi isso muitas vezes da minha avó Bronislava (a vó “Bronilda”, mãe de meu pai) Bochnia Teledzinsky em Ponta Grossa-PR lá no Bairro da Palmerinha ou em Itaiacoca mesmo quando ela morava lá.

        Que saudades tenho dela, vocês nem imaginam!

        🙂

         
        • Proftel

          dezembro 23, 2011 at 3:52 am

          A história da minha família tanto por parte de pai quando de mãe é obscura.

          Segundo minha mãe, quando meu avô veio com minha avó e meu tio (que tinha um ano de vida) da Áustria, tiveram que trazer um rapaz de doze/treze anos como se fosse filho deles.

          Ao desembarcarem em Santos o cara se fué, sumiu, um carro o buscou no Porto.

          Isso foi logo depois da primeira Guerra Mundial, de lá eles foram pra Birigui-SP onde nasceu minha tia e, em seguida para Iguape-SP onde nasceu minha mãe – que, aliás, diga-se de passagem, só aprendeu português quando foi para a escola regular aos sete anos de idade, antes disso só se falava alemão dentro de casa.

          Nas minhas conversas e “fuçações” na Rede creio que o que rolou foi o seguinte, a minha avó era uma judia e filha de, a mãe dela tinha uma pousada (o nome de solteira da minha avó é se não me engano Rosfelner ou coisa parecida). Meu avô com sobrenome Schacherl e mais uns quilos de geração pra trás que viraram churrasco com a Primeira Guerra Mundial.

          Ele encontrou ela e fizeram um filho, sem saída vieram prô Brasil, a sociedade da época não aceitaria um (dadas as circunstâncias) nobre casando e engravidando uma judia.

          🙂

           
          • Proftel

            dezembro 23, 2011 at 4:13 am

            Segundo meu Pai, a “renca” veio da Polônia por volta de 1870 fugindo do Napoleão (e fugiram mesmo, foram parar no fim-do-mundo onde “Judas perdeu as meias” – as botas ficaram no Porto.

            Por essa época, fugiram um guarda da casa imperial e uma princesa, vieram dar os costados no Brasil, creio que diferentemente da percepção do meu pai, a vó Bronilda era filha do chefe da guarda e, a princesa mãe do meu avô, sei não, faz parte daquele troço obscuro no passado familiar.

            Não sei se vocês tem famílias assim mas, TUDO quanto é documento antigo os velhos guardam e não deixam ninguém ler, isso quando não consomem a coisa queimando o passado, é de lascar.

            Parentes da vó “Bronilda” Bochnia perceberam indenizações por conta das terras tomadas e outros que viraram churrasco nos campos de concentração nazistas, disso meu pai teve provas e é só o que sei. Ele sempre diz que a mãe dele tinha raízes judaicas, é provável, ela era como uma ave chocando no cuidado dos netos e filhos, isso presenciei bem de perto!

            Do meu avô paterno (Seu Stanislaw), só vi uma foto e soube que ele tinha uma precisão no tiro como a minha.

            Aliás, sempre que eu atirava falavam assim “- Stanislauzinho tá atirando”. kkkkk era carne na panela na certa! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

            Claro, isso foi no fim da década de 60 começo da década de 70, não havia essa consciência ecológica, o que estivesse com penas e pelos a gente matava e comia.

            Depois dos doze anos de idade parei de frequentar Itaiacoca, só voltei lá uma vez de moto em 1987 se não me engano, depois nunca mais, perdi o contato que não faço muita questão em reater, juro prôceis, nem que alguém de lá acertasse na Megasena-da-Virada.

            Família grande gera fofocas proporcionais.

            :-/

             

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