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É a soberania, estúpido:

11 fev

Por Shlomo Avineri:

Com todas as críticas e indignação perante as vetos russos e chineses do Conselho de Segurança da ONU resolução sobre a Síria – especialmente quando eles vieram no mesmo fim de semana quando fontes da oposição disse que 300 civis foram mortos em Homs – esta é precisamente a razão pela qual as cinco grandes potências Reservamos o direito de interromper resoluções que se sentem irá prejudicar os seus interesses.

Em muitos aspectos, as Nações Unidas é um animal estranho. Por um lado, mesmo o mais ínfimo grão de um país tem um voto na sua Assembléia Geral, que é igual ao de grandes potências como os Estados Unidos e China. Por outro lado, em termos de decisões operacionais, as cinco grandes potências tomou medidas para proteger-se quando a organização foi criada em 1945, dando-se o direito de veto. A tensão entre a democracia extrema igualitária da Assembleia Geral eo exercício do poder pelo poder no Conselho de Segurança é uma expressão da diferença entre o idealismo que subjaz à ONU – ea realidade: Aí também reside a fraqueza da organização em um dia de acerto de contas.

Tanto a Rússia quanto a China se agarram em princípio e de forma consistente com a posição tradicional que vê a ONU como uma organização voluntária de Estados soberanos, que, portanto, não têm o direito de intervir nos assuntos internos dos seus membros. De fato, nos últimos anos as Nações Unidas e suas organizações subordinadas iniciaram movimentos inovadores no campo do direito internacional que limitou consideravelmente o conceito tradicional de soberania. Mas estas iniciativas sempre encontraram objeções da Rússia e da China. De fato, embora os dois nem sempre conseguiu impedir tais medidas, que sempre insistiu, no que diz respeito às resoluções específicas, que não a ONU tomar medidas que violam diretamente sobre o conceito histórico de soberania.

Porque a Rússia e China se abstiveram da votação da resolução sobre a Líbia – que mais tarde foi interpretado de uma maneira muito ampla pelo Ocidente – estão agora a ser extremamente cauteloso em não se deixar ser arrastado para uma situação semelhante na Síria. No entanto, a oposição à resolução sobre a opressão violenta na Síria também está ligado ao fato de que a Rússia ea China, apesar das diferenças entre seus regimes, são estados autoritários com problemas complicados que envolvem as minorias nacionais e étnicas.Rússia travou – e ainda está travando – uma guerra total contra as tentativas dos chechenos para conquistar a independência, ea crueldade com que suprimiu a revolta checheno em meados dos anos 1990 foi muito maior do que o empregado hoje pelo presidente sírio, Bashar Assad. O checheno de capital Grozny foi demolido quase que totalmente no ataque russo, com o número de vítimas civis que atingem as dezenas de milhares. Vladimir Putin deve muito de seu apoio na opinião pública russa a ser percebido como prevenir sucessão da Chechênia. Que poderia ter conduzido a um efeito dominó, entre outras nações no complexo mosaico étnico do Cáucaso.

Quanto à China, que continua a suprimir os direitos dos tibetanos e os uigures – e estes são os dois grupos étnicos que cada um tem uma sólida base territorial.

A este respeito, a China ea Rússia estão a defender sua integridade territorial da infracção possível devido a reclamações de minorias étnicas para a auto-determinação.

Portanto, ambos os países – e com razão de sua perspectiva – estão desconfiados com a ladeira escorregadia que começa com intervenção nos assuntos da Síria e termina sabe-se lá onde. É um fato que até agora a comunidade internacional não tem lidado com a questão chechena, com excepção de algumas declarações pro forma, nem tem tratado a questão tibetana, porque em ambos os casos, os problemas foram percebidos como questões domésticas. Da mesma forma, o Ocidente nunca interveio na opressão cruel dos curdos pelo governo turco, no passado ou no presente.

No entanto, além dessas preocupações gerais, a Rússia tem um claro interesse na Síria. Não há dúvida de que ele não está feliz por ter sido retratado como um apoiante do regime sanguinário de Assad. Na verdade, essa foi a razão para a pressa, amplamente divulgado e visita até agora improdutivo de Damasco nesta semana pelo ministro dos Negócios Estrangeiros russo Sergey Lavrov: Era para criar pelo menos a aparência de que Moscou está tentando conter a Assad.

Especialmente desde que Putin chegou ao poder, a Rússia vem tentando recuperar algum do estatuto regional que tinha no Oriente Médio durante a era soviética. Síria de Assad é o ponto de apoio que tem passado na região, incluindo algo semelhante a uma base para a marinha russa em Latakia. A este respeito, a política russa é uma continuação direta da política soviética, embora ela não tem a dimensão ideológica que permitiu à União Soviética para aparecer como uma entidade libertadora e anti-imperialista. O que resta é apenas a dimensão grande força bruta.

O que aconteceu no Conselho de Segurança na semana passada, mais uma vez simboliza o fracasso das Nações Unidas: Qualquer pessoa que acreditam que é um mecanismo eficaz para a garantia dos direitos humanos estava decepcionado neste momento, também, como ele estava decepcionado com o passado e, sem dúvida , se decepcionar no futuro. No entanto, talvez seja precisamente a frustração com a afirmação nua e crua de poder simbolizado pelos vetos russos e chineses – depois de o Ocidente estava preparado para enfrentá-los mais da metade quando da formulação da resolução – que levará ao surgimento de uma coalizão dos dispostos entre os países ocidentais e da Liga Árabe, o que poderia avançar jogadas mais duras contra a Síria do que no quadro da ONU teria permitido. Há, afinal, ele sempre será necessário tomar as posições russas e chinesas em conta.

As primeiras noções de tal coalizão pode ser visto esta semana em declarações o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e na reação dura aos vetos pelo presidente dos EUA, Barack Obama ea secretária de Estado Hillary Clinton. Essas coisas aconteceram no passado: paralisia das Nações Unidas, no momento da dissolução da Iugoslávia, em última análise cutucou os Estados Unidos e da NATO em tomar uma ação militar contra a Sérvia para evitar massacres na Bósnia e, posteriormente, no Kosovo. Não é impossível que algo semelhante vai acontecer no final, no caso da Síria, em que, paradoxalmente, a chave para ajudar ativamente a revolta vai estar nas mãos da Turquia, que mudou de tom de um abraço de apoio de Assad a liderar a crítica de seu regime.

Este ano que passou foi cheio de surpresas em nossa região e seria melhor não ser surpreendido por acontecimentos inesperados no futuro, bem como – especialmente quando se verificar que a crise sírio está levando a tensão entre os Estados Unidos ea Rússia apenas quando parecia as duas potências estavam tentando redefinir suas relações após as tensões da era Bush. O fato de que os Estados Unidos e os Estados árabes estão agora no mesmo campo – pela primeira vez em muitas décadas – comprova a importância das mudanças que ocorrem nos estados do árabe para o mundo como um todo, além de sua importância regional.

Fonte:

http://translate.googleusercontent.com/translate_c?hl=pt-BR&prev=/search%3Fq%3DHaaretz%26hl%3Dpt-BR%26biw%3D1280%26bih%3D899%26prmd%3Dimvns&rurl=translate.google.com.br&sl=en&u=http://www.haaretz.com/weekend/week-s-end/it-s-the-sovereignty-stupid-1.412150&usg=ALkJrhit0XLsncT0iPCGiAJkCF5jD9DRUA

 
13 Comentários

Publicado por em fevereiro 11, 2012 em Uncategorized

 

13 Respostas para “É a soberania, estúpido:

  1. Jose Mario HRP

    fevereiro 12, 2012 at 8:59 am

     
    • Proftel

      fevereiro 12, 2012 at 3:13 pm

      Pecado não ver!

      kkkkkkk rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs :- )))))))))))))))))))))

       
  2. Jose Mario HRP

    fevereiro 12, 2012 at 6:24 am

    Olha o Cabralzinho amante da paz!

     
  3. Proftel

    fevereiro 11, 2012 at 10:55 pm

    Madrugada vem chegando, outra madrugada.

    Poucos aqui lembram do cara:

    🙂

     
    • Proftel

      fevereiro 11, 2012 at 10:58 pm

      Esse é o melô dos Técnicos de Informática.

      🙂

       
      • Proftel

        fevereiro 11, 2012 at 11:03 pm

        Carnaval tá chegando:

        🙂

         
        • Proftel

          fevereiro 11, 2012 at 11:10 pm

          Carnaval tá chegando (de novo), antigamente era muito bão:

          🙂

           
  4. Patriarca da Paciência

    fevereiro 11, 2012 at 5:15 pm

    Eu também sou totalmente a favor da não interferência militar.

    Que a comunidade internacional faça pressão diplomática, negociação e até fale grosso etc.

    Intervenção militar é truculência, primitivismo, covardia etc.

    Os Estados Unidos destruiram o Iraque a troco de nada.

    Nada ganharam e apenas prejudicaram milhões de famílias que nada sabiam das políticas do Saddan Hussein e seus comparsas.

    Pessoas que apenas queriam viver suas vidas e criar seus filhos.

    Sem contar que a tal Primavera Árabe tem tudo para se transformar no Pesadelo Muçulmano.

    O Egito que o diga – já está a meio caminho andado.

    A Líbia vai pela mesma trilha.

    Os Estados Unidos financiaram o Saddan para que invadisse o Irã, destruindo os aitolás e, apenas, ofereceram uma retumbante vitória aos aitolás.

    Em suma, invasão é sempre um tiro no pé… ou pela culatra.

    Nisso concordo totalmente com Rússia e China.

     
    • Proftel

      fevereiro 11, 2012 at 6:35 pm

      Patriarca da Paciência:

      Não se esqueça que Brasil e Índia assinaram em novembro de 2010 um documento condenando a ingerência, isso deu à Russia um poder enorme dentro da ONU (e o troço foi pouco divulgado, infelizmente).

      Se a merda garrar (como creio que vai), seremos parte dos que estarão “do outro lado” (junto à China e Russia, aí incluindo Índia, talvez Venezuela e quem sabe Paquistão (eles andam “putos” com o que os “drones” dos EUA andam fazendo por lá) Síria etc. .

      Não temos cacife militar pra guentar um troço global desses, pode crer, nossos Mirage e F-5 já caem como tijolos, imagine se tiverem que voar em missões reais! Melhor os usar como os japoneses no fim da Segunda Guerra Mundial: encher de bomba e jogar em cima.

      Outra coisa, o FHC desarmou a população, só bandido e polícia tem armas, somos vulneráveis a qualquer ataque externo!

      Também não conte com nossa Marinha de Guerra, não temos nada acima de belas naves ancoradas que servem mais pra passar bafômetro em pilotos de “jetski” ou salvar jangadeiros quiçá presuntos de algum Airbus francês acidentado.

      Um bom torpedo como aquele que mandou prô saco o Cruzador General Belgrano da Argentina creio que não temos.

      Dê uma lida nisso que já aconteceu:

      http://geographika2010.blogspot.com/2011/04/el-belgrano-vive.html

      Meu receio é esse, só esse.

      :-/

       
  5. Brancaleone, Broncão para os chegados...

    fevereiro 11, 2012 at 4:18 pm

    De volta ao mundo humano após uma boa semana sem celulares, internetes, tvs, jornais escritos, falados ou telivisionados e principalmente sem muitos humanos por perto é bom saber que o mundo não sofreu nenhuma mudança drástica nestes poucos dias. As nações continuam como sempre foram e os humanos que nelas habitam idem.
    Deixem a Síria se arrebentar.
    O mais engraçado é que faz alguns meses o Caio Blinder chamou a esposa do presidente da síria de “puta” ou coisa parecida e a cambada hipocritaiada caiu em cima do sujeito, dizendo que ele não podia ofender uma “dama que até participa de ações humanitárias” – até o Itamarati se meteu no entrevero (gloogueien e vejam…)
    Pois olha só a crapulazinha solidária com o marido, trucidando seu próprio povo…
    Ela não é puta. As putas tem regras e princípios e muito mais caráter no dedo mindinho que a tal primeira dama no corpo inteiro, por mais bonitinha que seja.

    É isso.

    Agora vou preparar dois belos dourados na lama para a janta…

     
    • Proftel

      fevereiro 11, 2012 at 4:48 pm

      Compadre Brancaleone:

      O Assad janta regularmente num restaurante que é do irmão do “sírio” velhinho que mora aqui perto de casa aliás, dois anos atrás quando o cara foi prá Síria depois de mais de quarenta anos pra encontrar com os irmãos, estava jantando no restaurante e chegou a comitiva do Assad com mulher e o resto da família.

      O sírio daqui diz que o sírio chefe de lá é gente boa e muito simples e que – o mais importante – o povo gosta dele.

      Dado o que eu tenho lido na Rede, é verdade. Mossad, serviço secreto inglês e francês dentre outros estão na síria já infiltrados a seis meses, muito material bélico entrando pela Jordânia e Turquia.

      No fundo a aliança EUA/OTAN/Árabes (cupinchas) Unidos não esperavam o tranco que Russia e China deram, foi um pé no saco dos caras.

      Síria pediu ao Irã envio de 15.000 homens de “tropas especiais” (no que será atendido prontamente, pode crer). Se bobear, daqui umas duas semanas você verá na TV soldados ingleses, israelenses ou mesmo dos EUA apresentados à mídia, os que sobrarem vivos é claro.

      Outra coisa, o Irã fechou uma rede de espiões da CIA, fuzilaram por volta de 35 caras, eles não estão brincando em serviço, diplomacia foi prô saco, nenhum extraditado, todos enterrados.

      Mande ver bem nesses dois “Dourados” com muito cheiro verde por dentro, fica bão pacas.

      🙂

       
    • Patriarca da Paciência

      fevereiro 11, 2012 at 5:01 pm

      Brancalenone,

      acho que você está enganado. A ofensa foi com a rainha da Jordânia, não com a primeira dama da Síria.

      E, realmente, foi uma ofensa gratuita e totalmente despropositada.

       

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