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Viaturas & Serviço Público:

28 abr

Tive um chefe uns três anos atrás que se vangloriava de ter feito parte d’uma equipe que acabou com as oficinas e viaturas do Estado junto à polícia, fizeram e aconteceram provando por “a + b” que era mais barato alugar viaturas que as comprar e manter.

Na época ouvi e fiquei pensando cá com meus botões como trabalhava em Sampa nos Parques Estaduais da vida onde, com poucos recursos conseguía-mos manter viaturas rodando.

Basicamente havia uma marcação pesada em cima dos motoristas (antes de sair uma ficha de controle de tráfego era confeccionada, o motorista antes de ligar a viatura precisava checar óleo, óleo de freio, água da bateria (quando não era blindada), água do radiador, pneus (a cada abastecimento era obrigatório calibrar os pneus inclusive o estepe), ao ligar a viatura respeitar 4 ou 5 minutos para aquecer o motor, quando do retorno, se a viatura estivesse suja era obrigatório proceder à lavagem da viatura etc. .

Outra coisa, só motoristas credenciados podiam sentar ao volante (excepcionalmente um guarda-parque ou agente administrativo – e isso ocorreu por duas vezes – de certa feita um motorista escorregou num barranco e se ralou todo e de outra um motorista teve um mal súbito e desmaiou durante uma operação).

Eu tinha um controle rígido quanto a troca de óleo, filtros, pastilhas e lonas de freio, completar óleo de freio e diferencial, câmbio (de acordo com os manuais de cada viatura) e troca de lâmpadas, buzinas, baterias etc. .

As viaturas podiam estar literalmente dissolvendo por conta da maresia mas, a parte mecânica não deixava a desejar a nenhum veículo particular (como volta e meia verificava, até em melhor estado e mais bem cuidado).

Hoje presencio o Estado onde resido, que optou por alugar viaturas entrar pelo cano. Há vários órgãos sem as tais viaturas alugadas por conta do Tribunal de Contas meter os ferros nos contratos.

Uns cinco anos atrás, uma chefe minha me chamou de lado pra conversa séria, ela sabia do meu serviço anterior em Sampa no que tange à manutenção de viaturas e disse que, ao órgão foram oferecidas quatro viaturas de aluguel para substituir as três Elbas e o Clio “chapa branca”.

Ponderei que, esse negócio de alugar carros é fria, ela acatou minha opinião e, hoje em dia, motoristas precisam sair daqui, pegar funcionários na capital para os levar em cidades distantes porque os órgãos da capital optaram por receber viaturas alugadas e por conta dos recentes escândalos estão a pé!

Esse Post é só pra relatar experiência de vida, não tem pretensão nenhuma além disso, comentem o que quiserem e façam o uso se precisarem, sou contra “direitos autorais”, conhecimento e boas experiências a gente compartilha.

🙂

 

 
16 Comentários

Publicado por em abril 28, 2012 em Uncategorized

 

16 Respostas para “Viaturas & Serviço Público:

  1. Proftel

    maio 1, 2012 at 3:22 am

    Pessoal animado… . Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!

    hehe.

     
    • Proftel

      maio 1, 2012 at 3:44 am

      Tem jeito não, polaco é tudo igual kkkkkkkkkkkkkkkkkk:

      🙂

       
    • Patriarca da Paciência

      maio 1, 2012 at 1:14 pm

      Proftel,

      já li que um certo escritor imaginava o paraíso assim: ele, sozinho numa ilha, e mais uma bando de polacas jovens, todas doidinhas para dar.

       
  2. Proftel

    maio 1, 2012 at 2:26 am

    Na Reuters Dilma arregaçando e deixando a banca de orelha em pé, nos sites tupiniquins salvo um ou outro com chamadas lá embaixo bem escondida a coisa. kkkkkkkkkkkkkkkkk

    Confiram:

    http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE83T08720120501

    hehe.

     
  3. Proftel

    abril 30, 2012 at 1:11 pm

    Aqui é papo legal com gente conhecida (juro prôceis, depois de me “Facebookcidar” duas vezes, a patroa me intimou a voltar).

    Como só tinha uma conta sobrando achei por bem ativar essa dita cuja no Facebook mas, sei não sou um cara politicamente correto, sou um cara de Blog, aquilo é um balaio de gato cheio de recursos pra adolescentes com bom sinal entre neurônios.

    De qualquer forma, se alguém quiser me encontrar (antes que mande prô saco novamente a terceira conta) estou aqui: proftel@gmail.com .

    Não sei se guentarei um mês naquela bagaça, vou tentar, vamos ver.

    🙂

     
  4. Robertão

    abril 30, 2012 at 7:12 am

    caraco, o Romeu tá de volta! e qusae campeão paulista.

     
  5. Proftel

    abril 29, 2012 at 3:33 am

    Blogs são coisas:

    🙂

     
  6. Proftel

    abril 28, 2012 at 6:22 pm

    Computadores & Serviço Público:

    O maior terror dos Técnicos em informática são os caras da “logística” e do “setor de compras” em primeiro lugar.

    Em segundo lugar, os usuários imbecis (não aqueles que não sabem porra nenhuma e sim, os que acham que sabem).

    Vamos por partes como dizia “Jack o Estripador”.

    O pessoal da “logística” pergunta pra você quantos computadores precisam ser comprados e não diz o número de funcionários que estão pra ser contratados, no fundo não sabem e, eu também não, isso é coisa do “RH”. No máximo posso pegar o parque instalado e dizer quais máquinas velhas quero trocar. Já aconteceu comigo na prefeitura de dizer “preciso de “tantas” máquinas e, dalí um mês um monte de concursados e contratados serem admitidos e eu me ferrei porque precisaria do dobro de máquinas para atender a demanda (me ferrei de verde e amarelo, cêis nem imaginam).

    O pessoal do setor de compras é chato no sentido de que eles tem uma grana na mão e perguntam assim: “Passa a configuração dos equipamentos que a gente compra” …. .

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    No primeiro ano eu passei a configuração básica tipo assim: “Processador de 1.2 Ghz, placa-mãe com placa de Rede, placa de fax-modem, memória de 512 Mega, HD de 40 Giga, drive de 3/5″, cabos flat condizentes, fonte de 250W, gabinete vertical, monitor de 15”, mouse, teclado e estabilizador, mousepad, Sistema Operacional Windows XP.

    Pronto, passei isso pra eles e……

    ME FERREI!

    Foram 72 equipamentos da pior qualidade que já vi! A maioria já veio com defeito e não duraram um ano!

    No ano seguinte juntei a equipe (um cara que na época fazia “Ciência da Computação” e hoje trabalha com dois indianos em Massassuchets, um cara treinado por mim, “fuçador” na Rede, um chefe muito bão que tinha na época uma empresa que fornecia sinal de internet e, um outro carinha que não lembro mais, fazia o papel de “boy” levando e trazendo documentos mas, era porreta também em fuçar na Rede (além do que, manjava bacarai de inglês).

    Pois bem, juntamos a turma num sábado na casa do chefe (o único que tinha Rede em casa – o resto de nós só tinha acesso via modem discado).

    Catamos tudo quanto é manual que conseguimos e, confeccionamos mais ou menos esse pedido:

    1- HD UDMA de 7200 rotações (só um fabricante faz);
    2- Placa-mãe com chipset Intel de xx, com três slots PCI, um slot AGP, com quatro slots para pentes de memória;
    3 – Dois pentes de memória de 512 Hz com quatro chips rodando a 400 hz;
    4 – Fonte de energia de 400W de x amperes etc. .

    Bom, nem precisa dizer que ferramos o pessoal do setor de compras né?

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    Pra vocês terem idéia, quase todo dia alguém do setor de compras ligava pra gente e perguntava: Olhe, achei tal componente assim e assado, esse serve?

    A gente já tava combinado, dizia que não e fim de papo.

    Até que um dia, o chefe chegou no chefe do setor de compras e disse “-Olha, nós queremos isso, isso, isso e isso, as marcas estão aqui…” (era placa ASUS, HD Seagate, Gravadora LG, pentes de memória Kingston etc. ). kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Nas licitações você não pode colocar marcas preferenciais, precisa colocar características.

    Daí pra frente a bagaça funcionou de boa.

    A gente colocava as características na licitação e o setor de compras já avisado sabia o que a gente queria, foram cinco anos de máquinas boas chegando na prefeitura, podem crer.

    No próximo “tijolo” falarei sobre “usuários burros X usuários imbecis”

    🙂

     
  7. El Torero

    abril 28, 2012 at 3:57 pm

    Salve Prof., tudo bem com vocês!?
    NEsta história de prefeitura, ou quaisquer outros orgãos públicos, alugar carro, ouvi certa vez como desculpa o melhor controle no desvio de dinheiro que poderia haver na compra, manutenção etc das máquinas. BUeno, a corrupção só muda de lugar, e passa para as mãos de quem irá alugar.
    Em saúde, educação, segurança oque for de serviço publico não se pode pensar em lucro. Ouvi certa vez numa palestra de um administrador de hospital público. Hoje penso, e ouvindo falar tanto em Engenharia de Produção, que aqui em SC está em alta por conta do curso da UFSC que é muito bem conceituado, que certos trechos da produção, do serviço, deveria sims er visto sob a ótica de uma empresa que busca o lucro. O exemplo que tu deu da boa conservação das viaturas, com os orçamentos dos inevitáveis consertos em mais de um local se não houver oficina própria(pode não compensar manter profissional equipamento para isto), na troca dos carros uma licitação honesta. Creio que não há duvida que não compensaria o aluguel, neste caso, das viaturas.

     
    • Proftel

      abril 28, 2012 at 4:24 pm

      El Torero:

      Por aqui tudo de boa.

      Eu coloquei uma experiência própria (e te digo uma coisa há sempre nesses casos superdimensionamento nos combustíveis, não na grana, na quantidade).

      Hoje já posso falar porque lá se foram dezessete anos e creio, não há como pegar o bicho prô meu lado.

      Eu tinha cinco viaturas a álcool, três motocicletas e um Jeep a gasolina e dois Toyotas a diesel.

      Recebia 5.000 litros de cada por mês cuja grana ia direto prô posto, claro que sobrava gasolina de monte.

      Pra não devolver grana eu pegava em espécie no posto e comprava peças que necessitava na oficina (tanto ferramentas quanto peças físicas e, também, consertos (como por exemplo retificar um câmbio de Carajás (Gurgel Carajás – nunca vi um carro tão ruim – carroceria de fibra de vidro pesada pacas, motor de Santana (4WS), câmbio da Kombi (por isso eu sempre tinha um de “reserva” comprado no ferro-velho, a cada seis meses precisava trocar a bagaça), parte elétrica do Fiat 147 com faróis do Passat Pointer (o interruptor dos faróis se ficasse no “alto” quando a viatura estivesse parada por muito tempo ou torrava ou dava princípio de incêndio (ocorreu umas três vezes).

      Fazia ordens de serviço para o Jeep e alterava o velocímetro do bicho (que era quatro cilindros à gasolina – pra todos os efeitos era a viatura que mais “rodava” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

      Até uns cinco anos atrás eu tinha uma caixa com todas as “xerox” dos documentos que comprovavam o uso “lícito” da gasolina (notas fiscais de compra de furadeiras, caixas de ferramenta, peças, serviços), nunca embolsamos um centavo de grana do Estado fazendo esses “deslises”, foi tudo em prol do melhor funcionamento da bagaça (e todos sabía-mos que poderia dar uma merda lascada se descobrissem – mesmo assim assumimos o risco, foi de comum acordo).

      As outras Unidades Administrativas sempre desconfiaram de como nossas viaturas andavam sempre bem e as das outras uma lástima, a gente desconversava e dizia que o “governador tem uma casa lá perto, por isso a gente tem mais grana pra manutenção….”.

      Mentira deslavada, claro! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

      Bom, esse é o “jeitinho brasileiro” no funcionalismo público.

      🙂

       
  8. Jose Mario HRP

    abril 28, 2012 at 3:55 pm

    Boa tarde a todos , de volta de uma longa viagem .
    Sem tempo para internet .
    Vou me atualizar!

     
    • Proftel

      abril 28, 2012 at 4:27 pm

      HRP! :

      De boa véio!

      A quanto tempo!

      Benvindo de vorta sô!

      🙂

       
    • Nina Rosa

      abril 30, 2012 at 10:34 am

      E não é que eu tava morrendo de saudades de vc… Bjs!

       
      • Proftel

        abril 30, 2012 at 1:05 pm

        Nina Rosa:

        Tâmo na área!

        🙂

         
      • GENI ZEPELIM

        maio 2, 2012 at 12:02 am

        Vixiiiiiiiiiiiiiii!!!! Ela pensa que engana alguém aqui…hihihihihihihi

        Xôoooooooo!!!!!!!!!!!!!!

        Sem golpes por aqui, malandra!!!!!

        Vai xingar a gente lá no Fuíza, safada!!!

        GENI ZEPELIM

         
  9. Proftel

    abril 28, 2012 at 3:08 pm

    Ah, esqueci de falar: Motoristas das viaturas nos Parques sempre andavam armados e municiados, tinham porte de arma do Estado e armamento patrimoniado (eu também tinha, por dez anos andei armado).

    Uma coisa que nunca entendi é a preferência dos motoristas por Taurus 38 de cano longo, juro prôceis que é um equipamento incômodo pacas mas, os caras faziam questão. Nas várias vezes que questionei um ou outro as desculpas eram as mais esfarrapadas como: “prende melhor no porta-luvas da viatura”, “fica melhor entre o banco e o freio de mão” ou ainda “é melhor pra bater prego” (essa foi a mais ridícula).

    De qualquer forma, os 38 “trêis-oitão” cano longo tem melhor precisão.

    Provavelmente as longas horas de espera à beira de estrada, sozinhos esperando as equipes de fiscalização voltarem da mata deixava os motoristas mais tranquilos para abater qualquer suspeito que se aproximasse da viatura, isso é o que eu imagino.

    Mesmo assim, sempre fiquei grilado por os caras nunca me darem uma explicação plausível (tá, reconheço, talvez tenha sido de sacanagem – “trolar” como se diz hoje em dia).

    🙂

     

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