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Moto depois dos 50 anos:

19 dez

Fiquei 12 anos andando de ônibus, não sentia necessidade em ter carro ou moto mas, Anápolis está crescendo e a empresa de transporte coletivo aqui está deixando muito a desejar daí que, resolvi comprar uma motocicleta.

A maioria de vocês conhece minha História de vida, se fiz isso foi mesmo por necessidade.

A escolha da moto não poderia deixar de passar pela tecnologia e afinidade (dos 14 anos até os 22 tive seis motocicletas, cinco delas Yamaha).

Pois bem.

Fala com um, fala com outro, observando tipos e marcas na Rede, calculando o orçamento, vantagens e desvantagens, tecnologia empregada, cores (e nisso fiquei seis meses até sair uma Ténéré branca com faixa vermelha visto que os modelos 2012 só se encontrava “azul” com faixa de competição preta), comprei a dita cuja do jeito que queria.

Numa dessas “idas e vindas” na Rede encontrei a página do “Motokando”, enviei aquele post abaixo, o dono da casa me respondeu e começamos a conversar.

Fiz algumas amizades por lá e também achei caras como o finado “Chest” que só querem bagunçar o pedaço (o dono da casa se me pareceu sensato e meio que deu um jeito no cara, ainda bem).

Abaixo eu repito os dois comentários que já fiz nessas duas semanas, quem sabe o Compadre Brancaleone se anima a voltar aqui, o HRP (que já é meu chegado no Facebook) e outros  também se lembrarão que o pedaço ainda está pronto a receber comentários inteligentes.

Aqui vai a coisa do jeito que copiei e salvei no Word:

Motokando:

 

01 – “Comecei” a comprar minha Teneré 250 (Branca com aquela faixa de competição vermelha na diagonal) mais ou menos meio-dia de ontem quando depositei 1.000 reais na conta da Autorizada em Goiânia (moro em Anápolis)e, me mandei pra lá.
Entrei na loja e foi “amor a primeira vista”, era a única dentre umas quarenta motos em exposição.
Quando vi a Nota Fiscal impressa, fui ao Banco com o vendedor e transferi o restante (12.250), mandei instalar um bagageiro, baú e comprei um capacete decente (saiu tudo uns 650 contos).
Sete e meia da noite a moto foi emplacada, passei num posto e mandei encher o tanque (40 contos) e peguei estrada (66Km) de volta pra casa.
Não vi que o “manuel” recomenda não passar dos 5.000 rpm nos primeiros 500Km (juro prôceis que com essa moto não dá pra andar na estrada a 5.000 rpm) e, vim tocando na maciota, não deixei nenhuma vez passar dos 7.500 rpm, vim entre 80 e 105 Km/h “esticando e soltando” o acelerador como sempre fiz com motos que amaciei.
Uma coisa digo prôceis: ela “pede” uma sexta marcha.
Ao chegar em casa parei a moto no maior breu, a luz do poste estava queimada. Apoiei o pé direito e desci o “descanso”, quando fui sair de cima da moto ela andou um pouco e “desceu como uma jaca” em cima de mim.
Putz!
Como é pesada (calculo que havia mais de 14 litros no tanque).
Na moto não fez nada, ficou em cima da minha perna e cotovelo. Foi bom pra sacar o peso da bicha (que só ocorre quando a gente leva um “chão”). Kkkkkkkkkkk!
Hoje fui a Luziânia numa viatura do trampo, quando voltei fui pagar uma conta na lotérica, quando voltei pra moto ela estava com o banco rasgado. Fiquei chateado e me perguntando: O que leva um infeliz a fazer um rasgo no banco d’uma moto?
Bom, fico por aqui, conforme for a aceitação, encherei a paciência de vocês com o desenrolar da vida dessa moto.
Atenciosamente.
Proftel.

 

02 – Pessoal, hoje fez duas semanas que comprei a Teneré em Goiânia.

O Seguro na Porto Seguro saiu por R$ 1.258,00 e, tirando aquela “queda parado no portão de casa” e o “furo no banco no dia seguinte que comprei a moto” estou satisfeito com a moça.

Hoje quando saí prô trampo ela marcava 200 e poucos quilômetros e, “entrou na reserva”, até assustei, foram só duas semanas de uso (eu havia enchido o tanque em Goiânia quando saí da Autorizada quarta-feira retrasada a exatos quatorze dias kkkk).

Na minha cabeça os dezesseis litros de gasolina deveriam durar mais – uma peculiariedade, quando entra na “reserva” o odômetro normal desaparece, ele começa a contar quantos litros a partir da “reserva” que ela acha que tem e passa a contar.

Não sei se há como configurar isso mas, é estranho o sensor contar como “reserva” a metade do tanque (a meu ver o sensato seria entre 1 e 2 litros (autonomia de 30 a 60 Km).

Cheguei no Posto de gasolina e mandei abastecer com uma nota de 50 contos no bolso, mandei ver na gasolina aditivada da BR que aqui está a mais de 3 reais o litro e, surpresa!

Vinte e quatro reais, 8,46 litros de gasolina até o tanque encher. Fiz as contas no celular, 25 e uns quebrados por litro!

Putz! A moto ainda está amaciando e já faz isso! Está com 212 Km rodados!

Bom, uma dica prô pessoal, esses oito litros a mais deixam a moto MUITO diferente no pilotar podem crer, muda o centro de gravidade barbaridade!

Se continuar desse jeito, andarei na cidade só com 2/3 de gasolina no tanque e, só “encherei até a boca” pra viajar mas, é muito cedo pra fazer essa afirmação, são só impressões iniciais (se bem que as DT’s 180 que já tive com “tancão” também mostravam essa tendência).

Outra coisa, não consigo andar a menos de 6.000 giros nessa moto, se me desculpe o manual do proprietário (principalmente nas arrancadas de semáforo ou em curvas abertas quando a gente “deita” um pouco e acelera).

Outra percepção: o velocímetro marca “40” e passo nas barreiras eletrônicas que registram “42” Km/h (e aqui em Anápolis são várias barreiras desse tipo, podem crer, ou elas estão erradas ou o velocímetro da moto está errado).

Aos companheiros do Motokando e aos que seguem este Bate Papo, gostaria de mandar um abração, continuarei postando “a vida” da “moça” por aqui.

Um agradecimento especial ao “jjgrilo” que sugeriu escrever o dia-a-dia da “moça”.

Atenciosamente.

Alexandre.”

Ah, onde escrevo (e se tudo der certo continuarei escrevendo, copiando e postando aqui) é um cantinho do “Motokando”, é no “bate-papo”, o link está aqui:

http://www.motokando.com/index.php/curiosidades/131951-bate-papo-entre-motociclistas

Bração aí!

Um “Bom-fim-de-mundo” prá quem não tem Yamaha!

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Proftel!

 
6 Comentários

Publicado por em dezembro 19, 2012 em Uncategorized

 

6 Respostas para “Moto depois dos 50 anos:

  1. Joverany

    dezembro 30, 2012 at 4:02 pm

    Cara!!!
    Tbm tive moto na juventude e vendi pra casar…
    Dps de planos… namoros…. altos e baixos… consumi 13 anos pra voltar a ter minha moto…
    Ow!!!
    Melhor coisa do mundo!!!!
    Hj estou na segunda moto dps de casado… tenho 17 anos de casamento… e nao ando mais cabendo em casa… so penso em viagens o tempo todo… inclusive tenho uma planejada… organizada… dinheiro poupado… so esperando as ferias pra sair …. vou rodar “se deus qser”, sul do Brasil, norte da Argentina e atravessar o Paraguai…
    Parabéns proftel… Parabéns msm!!! nao importa o que falarem ou o que apontarem…. vc comprou a melhor da categoria…
    E dagora pra frente… que vc devore milhares de quilometros… parabéns msm…
    Vou te contar uma coisa…
    Existe uma diferença entre viajar de moto e de carro…
    De carro vc para no posto, o frentista vem pergunta se quer encher o tanque… talvez limpeza de parabrisa e tal… nao importa se vc ja rodou 10 mil quilometros numa viagem pelo Brasil…
    Qdo vc ta viajando de moto e para num posto… o frentista olha a moto empoirada… cheia de bagagens… pergunta se quer abastecer… ai pergunta de onde vc vem… pra onde vai… por onde passou… olha a moto… pergunta cilindrada… se ta cansado… e vai… e vai… e vai… e vai…. vc acaba fazendo uma nova amizade… conhecendo a cultura de outros lugares…
    Viajar de moto é fantastico…
    Mais uma vez parabéns… e q venham os quilometros… vc ta armado pra enfrenta-los….

     
    • Proftel

      janeiro 3, 2013 at 12:42 am

      Joverany:

      Cê é amigão!

      Pode crer que quando a bagaça amaciar (e já anda a quase amaciada) darei um pulo aí de surpresa!

      🙂

       
  2. Brancaleone, Broncão para os chegados...

    dezembro 28, 2012 at 2:59 pm

    Odeio velho metido a motoqueiro que sai por ai comprando tranqueira nova.
    Parece aqueles velhos pervertidos que casam com moçoilas de 20 aninhos ou pior, velho rico, empresario e arrogante que compra Harley Davidson de 80 conto e sai “easy ryder” com a esposa num picapão atrás, caso precise trocar o fraldão geriátrico e lembrar do “remedinho da pressão…”

    E tem mais – Yamaha é com motor 2 tempos. O resto é frescuragem.
    Ainda tenho a RDzona 350 “Viúva Negra”, ainda tenho a CBzona 360 “Puta Véia” e mato o primeiro que perguntar se quero vender qualquer uma delas.

    Proftel!!! Tá ficando senil??? Moto ? No trânsito das cidades? Tu anda lendo paulo coelho? tá usando tóchico? Virou emaconhado? Só falta me dizer que considera o Zé Dirceu inocente…

    Parabens cara. Te entendo, apoio e faço votos de bons km!!

    Mas a pergunta que não quer calar….

    A Dona Encrenca deixou voce comprar?

     
    • Proftel

      janeiro 3, 2013 at 12:39 am

      Compadre Brancaleone:

      Em julho de 2012 vi na Rede que a Yamaha lançaria uma nova “roupagem” pras Ténéré 250 em 2013 (que em 2012/11 só tinha prêta, azul com faixa preta de competição da Yamaha da década de 80 e, “cor-de-bosta”).

      Na época estava com 49 anos e fiquei pesquisando sobre assuntamentos de pistão de cerâmica e outros componentes… consumo… capacidade do tanque… freios… guidon… ângulo e coisas gerais de geometria… . etc. .

      Ah, Compadre! Lembrei também naquela época que, minha última Yamaha DT-180 1.995 BRANCA também tinha aquela faixa VERMELHA de competição das Yamaha da década de 70!

      Bom, falei prá patroa assim:

      “Se a Yamaha soltar uma Ténéré 250 cilindradas de cor branca com faixas vermelhas eu vou comprar nem que seja a páu, volto a ser motoqueiro de novo!”.

      Ela (a patroa) sentiu que a coisa estava na minha cabeça, falei com todo mundo e todo mundo tentou me tirar da cachola comprar uma moto e isso foi de sogra a cunhado passando por mãe e irmã.

      Bom, deixei a coisa esfriar desde aquela época mas, quando vi que em Outubro de 2012 a Yamaha lançou o que eu queria, a coisa esquentou no coração e fiquei bem quietim.

      Ao cair o décimo terceiro na minha conta dos dois empregos, paguei o aluguel, fiz as contas, mandei 1.000 reais na conta da Autorizada em Goiânia meio-dia, falei prô vendedor que chegaria três da tarde lá e cheguei, quando vi a moto e a nota fiscal em meu nome fui com o vendedor no Itaú, transferi o restante 12.250 reais pra conta da Autorizada por TED, o licenciamento já estava em andamento, mandei botar de volta na oficina pra instalar um Baú que cabem dois capacetes, comprei um capacete e o bagageiro (saiu mais 680 contos). Sete e meia da noite a moto estava sendo emplacada dentro da Autorizada.

      Foi isso que aconteceu, cheguei em casa nove e meia da noite debaixo d’uma puta chuva, o tanque com uns 15 litros de gasolina, e caí!

      Caí Parado! Por BURRICE e escuridão!

      Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Agora, respondendo à sua pergunta:

      Sim!

      A Dalva está Puta da Vida comigo até hoje!

      Já disse pra todo mundo que NUNCA subirá na garupa da minha Ténéré!

      Mas, você sabe muito bem que quem não quer, quem tem tenha… .

      Nessas três semanas só minha irmã andou comigo (e ela veio de São Paulo) Kkkkkkkkkkkkk.

      Bom, fico por aqui.

      Conte aí como perdeu a visão véio, estou saudoso de conversar contigo de novo.

      Bração aí.

      Alexandre.

       
  3. Nina

    dezembro 22, 2012 at 8:25 am

    Éééééé…” e o tal do mundo não se acabou….”
    Caro Proftel, fico feliz de vê-lo novamente escrevendo, postando, de bem com a vida. É isso aí, prá frente, garoto!!
    De minha parte, tenho horrores por motos (motivos “mui” particulares), mas respeito quem gosta delas.
    Só tô passando para desejar um feliz Natal prá vc, sua família, e a todos comentaristas (que sei que voltarão) deste blog. Feliz ano novo tbém!! Que 2013 nos seja leve…
    Abs.

     
    • Proftel

      dezembro 28, 2012 at 7:55 pm

      Nina!

      Gratoooooooooooooo!

      Excelente 2.013 procê também!

      Bração aí de mim, da Dalva e da Duda!

      🙂

       

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