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Relógio de Parede:

16 jan

O Relógio de Parede:

“1) Dalva Teleginski: Relógio que a querida Constância nos deu Pedro Paulo

2) Alexandre Antonio: Sim! Eram dois na Fazenda, um estava com o vidro quebrado. Foi esse que peguei, mandei reformar e está aí até hoje! Todo sábado dou corda!

3) Pedro Paulo: Esse relógio tem história pra contar! sempre comento com minha vó! rs e vcs quando irão em catalão? Abraços

4) Alexandre Antonio a Pedro Paulo, eu deveria ter “catado” o que estava com o vidro bom, provavelmente estaria funcionando e, todo original até hoje mas, quem sabe a humildade (minha e do relógio) nos tenha mantido juntos né?

5) Alexandre Antonio a Pedro Paulo: outra coisa vou te contar:

Quando esse Relógio chegou em casa em Catalão ele funcionou.

Uns dois meses depois nós mudamos para Anápolis.

Aqui, eu achei um Relojoeiro que desmontou o bicho inteiro, lubrificou, ficou três semanas com ele e me cobrou na época 160 reais.

Dois anos e pouco depois o Relógio parou de funcionar.

Levei o bicho em outro Relojoeiro que queria 600 reais para botar o bicho a funcionar e meteu o pau no anterior que tinha feito a reforma dizendo que ele tinha utilizado uma graxa errada nas cordas.

Bom, como eu manjo de lubrificantes um pouco e, sabia que o velhinho Relojoeiro primeiro (que fez a reforma e morreu logo em seguida) tinha utilizado produto certo, resolvi eu mesmo dar um jeito na coisa com produtos que utilizo em manutenção de computador.

Tirei o pêndulo, soltei os tubos com ele na parede.

Retirei o relógio da parede, retirei a máquina que ficou na minha mão como um coração de peito aberto (você fez Medicina, deve imaginar o que é isso na primeira vez que a gente faz).

Com todo cuidado, segurando a máquina com a mão esquerda, joguei alcool isopropílico com a mão direita em cima das cordas (são três) do relógio, fiz o alcool espalhar bem para meio que dissolver o produto utilizado, fiz isso com todo cuidado e deu resultado, já um monte de líquido marrom começou a sair das engrenagens, só nisso foi mais de hora apreciando as catracas e molas e suas marcações.

Deixei secar em cima d’um pano até o dia seguinte. Ao acordar, depois de tomar café da manhã peguei a chave de dar corda, girei 1/4 (um quarto) de volta para “desgrudar” um pouco as três molas e senti que o bicho voltaria a funcionar (a sensação é a mesma de dar um choque no peito d’um cara que teve infarto).

Após esse procedimento animei e catei o outro tubo de spray com vaselina líquida, lubrifiquei as engrenagens com esse produto que se utiliza em engrenagens ou rolamentos de computador (coolers (ventiladores de fonte/dissipadores de calor de Processadores), motores elétricos de drives de CD/DVD, engrenagens desses mesmos etc.).”

Bom, cara, te digo:

Depois disso que aconteceu em 2005, esse relógio funciona até hoje eu dando corda nele todo santo sábado e ele ainda vazando um pouco de líquido marrom “cor-de-“puz”-com-sangue” Kkkkkkkkkkkkkkkkkk! “

_____________________________________________________________________________________________

Dalva estava quase dormindo quando a chamei pra ler esse texto, ela disse que não se lembrava de nada e que parecia um “texto de terror”.

Sinceramente, não acho isso, creio que só descrevi o que aconteceu e, há mais, o Relógio está aqui funcionando para qualquer um que queira ouvir (ele “bate” quatro badaladas a cada quinze minutos, uma badalada na meia-hora e, quando dá “hora inteira”, dezesseis badaladas mais a quantidade de horas, é um som que quando a gente acostuma é difícil de não sentir saudade).

🙂

 
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Publicado por em janeiro 16, 2013 em Uncategorized

 

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